sexta-feira, 4 de março de 2011

A sociedade do narcisismo e da melancolia




De que maneira a sociedade contemporânea, marcada pela contínua desvalorização do passado e pela promoção crescente do narcisismo, está condenada à melancolia?

Por Luciana Chauí Berlinck

A melancolia (palavra que em meados do século 19 começa a ser substituída pelo termo depressão) é considerada a doença mental contemporânea, e cabe indagar como nossa sociedade facilita o surgimento dessa patologia. Não faremos distinção entre melancolia e depressão. Para muitos, a depressão é uma patologia orgânica, que transparece psicologicamente como tristeza profunda ou melancolia. Ou seja, esta é um sintoma daquela. Em contrapartida, para Freud, não há diferença entre uma e outra. Ambas exprimem o mesmo fenômeno, embora possamos considerar a depressão um sintoma da melancolia, uma vez que a palavra "depressão" significa rebaixamento, ou seja, uma diminuição das atividades, que pode ser tanto orgânica quanto psíquica.

Em "Luto e melancolia", Freud apresenta uma analogia entre melancolia e luto. A diferença entre ambos decorre da ausência de disposição patológica no luto e da presença dela na melancolia. Psicanaliticamente, uma "disposição patológica" é uma série de condições da vivência pessoal que faz alguém reagir sempre de uma certa maneira aos acontecimentos. Ao contrário da melancolia, no luto não há disposição patológica porque, embora leve a um afastamento das atitudes normais para com a vida, não é duradouro, não define um modo constante de viver e se espera que a anormalidade seja passageira, não necessitando de tratamento médico. No caso da melancolia, a predisposição patológica é dada pelo narcisismo: como este foi vivenciado e porque o indivíduo ficou fixado nele. Freud enumera os traços distintivos da melancolia, os mesmos encontrados no luto, com uma única exceção: a perturbação da auto-estima não é encontrada neste último. Os demais traços comuns a ambos são: desânimo profundo e penoso, perda de interesse pelo mundo externo, perda da capacidade de amar, afastamento de toda e qualquer atividade. Reação à perda de alguém que se ama, no luto a falta de interesse pelo mundo externo se dá porque este não traz de volta o objeto perdido; a falta de capacidade para amar outros ou outras coisas ocorre por não se ter a capacidade de substituir o objeto perdido por um novo objeto, fazendo com que a única atividade possível seja "realizada com a memória do ser querido".

Freud fala no "trabalho do luto", cujo objetivo é desinvestir o objeto perdido, renunciar a ele, levando a libido (a energia psíquica) de volta ao eu para que este possa desejar um outro objeto. De fato, ao sentir a falta do objeto, o sujeito enlutado descobre que era precisamente esse objeto desejado que, perdido, não pode ser substituído por outro, e a libido se volta para o objeto ausente por meio de lembranças e expectativas que o sujeito se recusa a abandonar. O trabalho do luto consiste em evocar as lembranças e investi-las fortemente uma a uma, de maneira a que, paulatinamente, a energia psíquica se desligue delas. O luto revela um traço constitutivo da humanidade do homem, isto é, a maneira de experimentar a ausência.

Perda e luto
Como o luto, a melancolia é também reação à ausência, à perda de um objeto amado. Nela, porém, a perda é de natureza mais ideal e inconsciente: "O melancólico não sabe o que perdeu", escreve Freud. A melancolia é, pois, a reação inconsciente a uma perda, seja ela real ou imaginária, seja conhecendo-se ou não o objeto perdido, seja conhecendo-se o objeto sem que se saiba o que se perdeu com ele. Nos dois casos há um empobrecimento e um vazio; contudo, no luto, isso ocorre em relação ao mundo, enquanto que, na melancolia, em relação ao eu. Enquanto o trabalho do luto tem como objetivo liberar o eu para que possa "viver" outra vez, na melancolia o sujeito experimenta desprezo por si mesmo, não busca a vida nem preza o instinto de viver. O que chama a atenção de Freud, de um ponto de vista psicológico, é a diminuição da pulsão de vida, e quando o melancólico busca a morte, compreende-se seu caráter patológico. Freud, ao introduzir a noção de inconsciente, introduziu também a exigência de que o médico ouvisse e levasse a sério o discurso de seus pacientes, signos visíveis de acesso ao invisível, entendido como o sentido. A revolução psicanalítica consiste em ouvir o paciente, não para desmenti-lo, e sim para compreender o sentido da imagem que tem de si mesmo. O melancólico tem satisfação ao comunicar seus defeitos, julgando com isso apresentar-se tal como é. As auto-acusações do paciente, explica Freud, não são totalmente desprovidas de razão, ainda que não haja correspondência entre o grau de autodegradação e sua justificativa real.

É exatamente isto que permite diferenciar a melancolia do luto: a fala e o comportamento do melancólico levam a uma conclusão surpreendente, pois o objeto amado perdido é o próprio eu. O outro (perdido) é o eu. Admitir que o paciente está descrevendo o que realmente se passa nele significa admitir que a perda se refere à auto-estima e que, portanto, o eu está perdido para si mesmo.

Freud descreve a melancolia como um fenômeno psíquico de caráter representacional, ou como uma "neurose de defesa". Em termos freudianos, a defesa nada mais é do que um mecanismo pelo qual o eu procura proteger-se das excitações ligadas a representações que lhe são incompatíveis (incompatíveis porque lhe causam dor ou sofrimento). A melancolia é um tipo peculiar de defesa, que Freud designa como "neurose narcísica", na qual a capacidade do sujeito de estabelecer vínculos libidinais (ou de energia psíquica) com os objetos está prejudicada ou mesmo perdida.

O outro é o eu
Todos nós partimos de uma "escolha objetal", isto é, da ligação da energia psíquica a determinada pessoa; pode ocorrer, a seguir, que a escolha seja abalada por um acontecimento real ou não, algo concreto, ou um sentimento, ou uma fantasia. Este leva à perda do objeto, ou seja, leva a libido a desligar-se dele. Se a energia psíquica tomar um caminho normal, liga-se a outro objeto. Ora, na melancolia, a energia psíquica livre se recolhe no eu e estabelece uma identificação entre este e o objeto perdido. Com essa identificação, entramos no núcleo da melancolia, qual seja, a perda do objeto passa a ser perda do próprio eu e o conflito que existia entre o eu e a pessoa amada passa a ser o conflito entre a crítica do eu e o eu. O "outro" é o outro e simultaneamente o próprio eu, que mimetizou esse outro, identificando-se com ele e o perdendo, donde a neurose ser narcísica.

A melancolia nos ensina muito sobre todos os humanos. De fato, no ponto de partida do desenvolvimento de nossa vida psíquica, há um momento claramente narcisista, pois, como explica Freud, definido como a condição em que o sujeito toma a si mesmo como objeto de amor, o narcisismo implica superestima, uma vez que no narcisismo infantil destaca-se a vivência prazerosa da criança de sentir-se especial, perfeita, de que são superestimadas sua beleza, sua inteligência e todas as suas qualidades, enquanto seus defeitos são negados ou esquecidos. Dessa forma, o amor do narcisismo se caracteriza pela idealização de si - um eu ideal. A libido descrita como narcisismo reivindica um lugar no curso regular do desenvolvimento sexual humano. A melancolia é a fixação no estágio infantil do narcisismo, quando a energia psíquica livre retorna ao eu e, por ter havido uma identificação narcisista com o objeto, é ao narcisismo que a libido retorna. A identificação narcisista com o objeto vem substituir a relação com o objeto, resolvendo assim o conflito entre o sujeito e a pessoa amada.

Caso o indivíduo no início da vida sofra sucessivos desapontamentos amorosos, o narcisismo infantil fica gravemente ferido e ele sente-se totalmente abandonado; isso gera as primeiras crises de depressão. A impossibilidade de referir-se a um passado de lembranças amoráveis define a situação da gênese psicológica da melancolia.

Se concordarmos com Freud em considerar a melancolia uma neurose narcísica, vale a pena observarmos as características da nossa sociedade, levantando a hipótese de que esta incentiva o surgimento de patologias narcísicas, entre as quais a melancolia. Idéia reforçada se, com Christopher Lasch ( A cultura do narcisismo), considerarmos não apenas que a cultura ocidental contemporânea estimula o narcisismo, mas também que a própria cultura é narcisista. Se uma cultura narcisista propicia o aparecimento da melancolia, podemos compreender porque a incidência de melancólicos (ou depressivos) é hoje tão grande.

Alguns traços permitem pensar a sociedade contemporânea como narcisista e promotora de narcisismo: o gosto pelo efêmero e a perda de referência temporal ao passado e ao futuro; a rápida obsolescência das qualificações para o trabalho, dos valores e das normas de vida e o prestígio do paradigma da moda; a competição como forma de constituição da identidade pessoal; o medo, gerado pela insegurança e pela competição; a perda da autonomia individual sob o poderio do "discurso competente" (a fala dos especialistas); a incapacidade para simbolização e o conseqüente fascínio pelas imagens e pela nova forma da propaganda e da publicidade, que não operam referidas às próprias coisas e sim às suas imagens (juventude, beleza, sucesso, poder) com as quais o consumidor deve identificar-se. Desses traços, a relação com o tempo, e a impossibilidade de simbolização sob o prestígio das imagens são importantes para a determinação da melancolia.

Sociedade narcisista
Nossa sociedade alimenta o gosto pelo efêmero; passado e futuro não são referências psicológicas e sociais predominantes, mas sim o presente como instante fugaz. Porém, a ordem humana surge exatamente como capacidade para simbolizar, isto é, para lidar com o ausente, e a primeira relação com a ausência é dada pela relação com o outro sob a forma do tempo, seja como relação com o morto - relação com o que se tornou ausente - seja como relação com a natureza por meio do trabalho, que torna presente o que estava ausente. A temporalidade, relação com a ausência, é, assim, decisiva para a realização do trabalho do luto, e a impossibilidade dessa relação temporal é o que opera na melancolia e dificulta (quando não impede) o trabalho de sua superação. Ora, a sociedade do efêmero, do tempo reduzido ao instante presente fugaz abandonou a densidade e profundidade do tempo, desencadeando a impossibilidade de simbolizar a ausência e, portanto, gerando depressão, isto é, a melancolia.

A sociedade narcisista desvaloriza culturalmente o passado, não sendo surpreendente que este apareça sob a forma da "nostalgia", como se o passado fosse o mesmo que velhos estilos e velhas modas sempre repostos pelo mercado como um bem de consumo volátil. De fato, sem interesse pelo passado, o narcisista também não se interessa pelo futuro, achando difícil a interiorização de associações e de lembranças felizes com as quais poderia enfrentar a velhice que, no seu entender, sempre traz tristeza e dor. A incapacidade para atar os laços do passado e do futuro coloca a sociedade e os indivíduos na mesma condição de Narciso, incapaz de amadurecer. Também a ameaça de catástrofes (de guerras de extermínio geral, desastres ecológicos irreversíveis, surgimento de novos vírus etc.) tornou-se uma preocupação cotidiana. E, assim, justifica-se viver o momento, o viver para si, e não para as gerações futuras. Perdeu-se o sentido de continuidade histórica, na qual as gerações se sucediam do passado para o futuro. A sociedade sem futuro se dispõe a um narcisismo coletivo.

Se a grande questão do melancólico é não conseguir lidar com uma perda, a perda inconsciente de si mesmo, da auto-estima, e sendo a sociedade atual marcada pelo descartável, ou seja, por perdas, o sentimento de ruína do indivíduo é explicado pela sua impossibilidade de sentir-se valorizado, de sentir-se capaz de corresponder a seu eu ideal, uma vez que ele próprio é descartável nesta sociedade. Se tudo é descartável e efêmero, tudo se torna imediatamente ruína e a própria sociedade, imersa em ruínas, é melancólica.

Nessa cultura do individualismo competitivo, o indivíduo é levado pelo desejo desenfreado da felicidade, identificada ao sucesso, sendo este identificado à supremacia pela eliminação do outro (eliminação que, se não é física, é moral e profissional). O propósito do indivíduo, porém, não é castigar o outro com suas próprias incertezas, e sim encontrar um sentido para a vida; por isso ele é perseguido pela ansiedade, desconfiando da competição por tê-la inconscientemente associado a uma enorme necessidade de destruição. Dessa forma, o narcisista ferozmente competitivo em busca de sucesso, portanto, de reconhecimento e aprovação, paradoxalmente só pode intensificar o isolamento do eu.

O núcleo da sociedade narcisista é a necessidade do espelho, isto é, das imagens. O indivíduo da cultura do narcisismo é aquele que depende do espelho dos outros para validar sua precária ou inexistente auto-estima, traço que, como vimos, marca indelevelmente o melancólico. Ficando a sós consigo mesmo, cresce sua insegurança, pois ele precisa de platéia e admiração.

Se tomarmos a relação dos indivíduos com as imagens produzidas pelos instrumentos produtores de realidade virtual e pelos outros meios de comunicação de massa, veremos repetir-se exatamente o que se passa no mito de Narciso. A imagem midiática, espelho que reflete uma imagem que deve ser desejada ou desejável, é, por sua irrealidade, inteiramente inalcançável. Há um abismo entre o dever-ser da imagem e o ser do indivíduo que, identificando-se com a imagem, sente-se distante de si e experimenta uma perda contínua.

Isso é tanto mais relevante para compreendermos a extensão assumida pela melancolia (com o nome de depressão), quanto mais levarmos em conta que as mensagens midiáticas, visando à sedução, operam com simulacros, imagens do real intensificado, dotado de uma aparência mais real do que o próprio real, para torná-lo absolutamente desejável. Isso significa que a identificação por meio do espelho ou da imagem inalcançável e absoluta impossibilita uma identidade pessoal positiva ou afirmativa e instaura uma identidade negativa ou por falta. Eis a razão por que um dos traços mais marcantes da experiência contemporânea é o auto-exame corporal e psíquico incessante com a finalidade de detectar imperfeições, incorreções e faltas por comparação com a imagem hiper-real ou virtual. Não poderia ser mais óbvia a conseqüência: tem um nome preciso uma experiência contínua de falta e perda, de desconhecimento de si por identificação negativa com um outro que é o próprio eu. Chama-se melancolia.

Por Luciana Chauí Berlinck - psicanalista, autora do livro Melancolia: Rastros de dor e perda (no prelo

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal



Num plenário esvaziado, apenas com alguns parlamentares, parentes e amigos do homenageado, o bispo cearense de Limoeiro do Norte, Dom Manuel Edmilson Cruz, impôs um espetacular constrangimento ao Senado Federal, ontem.

Dom Manuel chegou a receber a placa de referência da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara das mãos do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). Mas, ao discursar, ele recusou a homenagem em protesto ao reajuste de 61,8% concedido pelos próprios deputados e senadores aos seus salários.

“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”.

O público aplaudiu a decisão. O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares. E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte. Fere a dignidade do povo brasileiro que com o suor de seu rosto santifica o trabalho diário.

Parabéns, Dom Manuel!!!!

Precisávamos de mais atitudes deste nível, bravo!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Escolas particulares serão fiscalizadas em João Pessoa

13 de Janeiro de 2011 Escolas particulares serão fiscalizadas em João Pessoa As vinte maiores escolas particulares localizadas em João Pessoa serão fiscalizadas a pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec). O objetivo da fiscalização é averiguar se as unidades de ensino estão respeitando o número máximo de alunos que deve ser matriculado por sala de aula. De acordo com a Resolução 340/2001 do Conselho Estadual de Educação, as escolas particulares só podem matricular 25 alunos por sala de aula na educação infantil. Nas 1ª e 2ª séries do ensino fundamental, as salas devem comportar até 35 alunos; nas 3ª e 4ª séries, até 40 alunos; da 5ª à 8ª séries, até 50 alunos. No ensino médio, o número máximo de alunos matriculados em cada sala de aula é 50. Apesar de a resolução estar em vigor há dez anos, várias reclamações foram recebidas em 2010 na Promotoria de Justiça da Educação sobre a superlotação de estudantes nas escolas privadas, principalmente nos últimos anos dos ensino fundamental e médio. As denúncias foram constatadas, a pedido do MPPB, pelo Conselho Estadual de Educação e pela Seec. No Colégio Geo, por exemplo, foram encontradas salas com até 78 alunos. Segundo a gerente executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar da Seec, Socorro Pinto, já foram iniciadas, nesta quinta-feira (13), as visitas nas escolas particulares para alertar os diretores sobre o cumprimento da resolução. “Depois que terminar o período de matrículas, vamos voltar às escolas para verificar o número de alunos por sala de aula. Quem descumprir a resolução poderá perder a autorização de funcionamento dada pelo Conselho Estadual de Educação. Do ponto de vista pedagógico, não tem como o aluno aprender em uma sala de aula superlotada, mesmo que essa sala seja climatizada”, disse. Escolas As escolas que serão fiscalizadas pela Seec, a pedido do Ministério Público da Paraíba, são: Colégio Geo, Colégio Motiva, Colégio e Curso Evolução, Colégio Marista Pio X, Colégio Pio XI, Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Instituto João XXIII, Colégio Visão, Colégio Meta, Anglo Colégio e Curso, Academia de Comércio Epitácio Pessoa, Colégio Madre Tereza, Colégio Século, IE Inteligência Emocional Colégio e Curso, QI Questão de Inteligência, Escola Carl Rogers, Colégio Millennium, Colégio Getúlio Vargas, Nexus Colégio e Curso e Instituto de Educação Carrazzoni. Os pais de alunos que constatarem superlotação em salas de aula de outras escolas particulares podem procurar a Promotoria de Justiça da Educação, que fica na Rua Rodrigues Chaves (próximo ao Hotel JR), no Centro da Capital ou ligar para os telefones 2107-6129/6130. Ascom MPPB Veja matéria na íntegra: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20110113161712&cat=paraiba&keys=escolas-particulares-serao-fiscalizadas-joao-pessoa

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MPPB pede fiscalização em 20 escolas particulares da Capital

JUSTIÇA MPPB pede fiscalização em 20 escolas particulares da Capital Secretaria Estadual de Educação e Cultura irá averiguar se as escolas estão respeitando número máximo de alunos por sala de aula. PUBLICADO EM 13/01/2011 AS 15H19 COMPARTILHE Da Redação Com Assessoria MPPB A Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec) irá fiscalizar as vinte maiores escolas particulares de João Pessoa a pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB). O objetivo da fiscalização é averiguar se as unidades de ensino estão respeitando o número máximo de alunos que deve ser matriculado por sala de aula. De acordo com a Resolução 340/2001 do Conselho Estadual de Educação, as escolas particulares só podem matricular 25 alunos por sala de aula na educação infantil. Nos 2º e 3º anos do ensino fundamental, as salas devem comportar até 35 alunos; nos 4º e 5º anos, até 40 alunos; do 6º ao 9º ano, e no Ensino Médio, até 50 alunos. Apesar de a resolução estar em vigor há dez anos, várias reclamações foram recebidas em 2010 na Promotoria de Justiça da Educação sobre a superlotação de estudantes nas escolas privadas, principalmente nos últimos anos dos ensinos fundamental e médio. As denúncias foram constatadas, a pedido do MPPB, pelo Conselho Estadual de Educação e pela Seec. No Colégio Geo, por exemplo, foram encontradas salas com até 78 alunos. Segundo a gerente executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar da Seec, Socorro Pinto, já foram iniciadas, nesta quinta-feira (13), as visitas nas escolas particulares para alertar os diretores sobre o cumprimento da resolução. “Quem descumprir a resolução poderá perder a autorização de funcionamento dada pelo Conselho Estadual de Educação. Do ponto de vista pedagógico, não tem como o aluno aprender em uma sala de aula superlotada, mesmo que essa sala seja climatizada”, disse. Confira a lista das escolas que serão ficalizadas - Colégio Geo; - Colégio Motiva - Colégio e Curso Evolução - Colégio Marista Pio X; - Colégio Pio XI; - Colégio Nossa Senhora de Lourdes; - Instituto João XXIII; - Colégio Visão; - Colégio Meta; - Anglo Colégio e Curso; - Academia de Comércio Epitácio Pessoa; - Colégio Madre Tereza; - Colégio Século; - IE Inteligência Emocional Colégio e Curso; - QI Questão de Inteligência; - Escola Carl Rogers; - Colégio Millennium; - Colégio Getúlio Vargas; - Nexus Colégio; - Curso e Instituto de Educação Carrazzoni; Os pais de alunos que constatarem superlotação em salas de aula de outras escolas particulares podem procurar a Promotoria de Justiça da Educação, que fica na Rua Rodrigues Chaves (próximo ao Hotel JR), no Centro da Capital ou ligar para os telefones 2107-6129/6130.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Secretário da Educação reúne gerentes interinos das 12 regionais de Educação

12-Jan-2011 Sala de reunião da SEE Os gerentes interinos das 12 regionais de Educação foram convidados pelo secretário da pasta Fernando Abath para participarem de reunião na sede da Secretaria da Educação, em João Pessoa, na tarde da terça-feira(11). O objetivo foi orientar a concentrar esforços no sentido de preparar as escolas para o início do ano letivo, previsto para o dia 03 de fevereiro. O secretário solicitou dos gerentes relatórios, que deverão ser entregues até esta quinta-feira (13), sobre a real situação das escolas da rede estadual, para que sejam traçadas diretrizes visando fortalecer as ações exitosas e a elaboração de novos projetos. Fernando Abath pediu também para os gerentes informações sobre a situação de pessoal de cada unidade, identificando o percentual de funcionários efetivos e prestadores de serviços (incluindo aqueles prestadores de serviço que por prestarem serviço há muito tempo ao Estado são identificados como pró-tempores), que trabalham nas instituições. A orientação do secretário, baseada no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pelo governador Ricardo Coutinho junto ao Ministério Público Estadual, é que sejam elaboradas listas pela direção das escolas, de profissionais que trabalham, priorizando os protêmpores e prestadores de serviços contratados antes de 2009, que sejam necessários nas escolas. O secretário pediu que o processo, seja feito com ética e justiça, para viabilizar o funcionamento dos educandários e preservar aqueles que realmente são comprometidos com a Educação no Estado, visando garantir a escola a crianças e jovens que precisam dela. Os gerentes das regionais foram nomeados interinamente. Durante o período em que permanecerem a frente da Gerência Regional será lançado edital para seleção dos gestores das 12 gerências, que serão escolhidos mediante apresentação de projetos e currículo profissiográfico, obedecendo alguns critérios, como ser servidor efetivo do Estado e morar na região. Com relação aos diretores que estão com mandatos até o final de janeiro, o secretário disse que devem responder até o final do mandato e aguardar que o gestor eleito tome posse. Atualizado em ( 14-Jan-2011 )

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Na Paraíba, grupo vai apoiar criação de conselhos escolares

Fonte: Jornal da Paraíba, 25/11/2010
Diário Oficial do Estado publica decreto que cria equipes de articulação para dar apoio aos conselhos
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, em 2009, 12,66% das cidades paraibanas, ou seja, 28 municípios, ainda não possuíam Conselhos Escolares. Para tentar incentivar a criação destes grupos em toda Paraíba, foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado um decreto que cria uma equipe de articulação para dar apoio aos conselhos, que são instrumentos para o acompanhamento dos recursos destinados às escolas e estão previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial, o grupo articulador deverá ter integrantes de diversos segmentos, como universidades, Associação de Professores, Ministério Público e da Assembleia Legislativa. Entre os objetivos está a orientação para a implantação dos conselhos em todas as unidades de ensino, independente do número de alunos. Além disto, a equipe que será formada deverá rever o documento que trata da organização dos colegiados em cada unidade de ensino.
O decreto estabelece ainda que as providências para a criação do grupo de acompanhamento estadual deverão ser tomadas pelo secretário de Estado da Educação e Cultura, Sales Gaudêncio. A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA tentou entrar em contato com o secretário, mas não obteve retorno.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), entre as atribuições dos conselheiros de cada unidade de ensino estão definir e fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola e discutir o projeto pedagógico com a direção e os professores.
A composição é variável, mas para assegurar uma gestão democrática, o MEC recomenda que seja levada em conta a representação de todos os segmentos envolvidos com o ambiente escolar: professore, funcionários, pais, alunos, diretores e a comunidade local.
DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DA PARAIBA Nº 14.527 DE 24 DE DEZEMBRO DE 2010.
Ato Governamental nº 3.847 João Pessoa, 23 de dezembro de2010.
O GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAIBA, no uso de suas atribuições que lhe confere o artigo 86, Inciso IV, da Constituição do Estado,
RESOLVE nomear para integrar o Grupo Articulador - GA, da Secretaria de Estado da Educação e Cultura, criado pelo Decreto nº 31.796, de 23 de novembro de 2010, os seguintes membros:
I – Representantes da Gerência de Acompanhamento a Gestão Escolar-GEAGE Maria do Socorro de Oliveira Pinto Patrício (Coordenador) Maria de Fatima Pereira da Silva (Titular) Rizoneide Gomes de Almeida (Suplente)
II – Representantes da 1ª Gerência Regional de Educação e Cultura Valdira da Silva Nobrega (Titular) Zoraide Andriola Leite Rolim (Suplente)
III – Representantes da 2ª Gerência Regional de Educação e Cultura João Francisco Bezerra (Titular) Antonio Manoel da Silva Neto (Suplente)
IV - Representantes da 3ª Gerência Regional de Educação e Cultura Rui Vieira Marinho (Titular) Maria Madalena Ramalho Celestino (Suplente)
V - Representantes da 4ª Gerência Regional de Educação e Cultura Maria de Fatima Dantas Azevedo (Titular) Ana Claudia Diniz e Silva (Suplente)
VI - Representantes da 5ª Gerência Regional de Educação e Cultura Maria Josenice da Silva Martins (Titular) Damiana Alves Feitosa (Suplente)
VII - Representantes da 6ª Gerência Regional de Educação e Cultura Irene Simôa da Silva Calado (Titular) Telma Maria Dias Américo (Suplente)
VIII - Representantes da 7ª Gerência Regional de Educação e Cultura Rita de Cassia de Paula Ramalho (Titular) José Carlos Leite de Souza (Suplente)
IX - Representantes da 8ª Gerência Regional de Educação e Cultura José Cleiton Domingues de Souza (Titular) Marcos Aurelio de Souza e Silva (Suplente)
X - Representantes da 9ª Gerência Regional de Educação e Cultura Maria Aldery de Abreu (Titular) Maria Isnailda Mendes Pedrosa (Suplente)
XI - Representantes da 10ª Gerência Regional de Educação e Cultura Antonio Lourenço de Souza (Titular) Maria dos Remedios Gonçalves Lourenço (Suplente)
XII -Representantes da 11ª Gerência Regional de Educação e Cultura Adrina Lopes de Lima (Titular) Socorro Edilene Virgolino (Suplente)
XIII -Representantes da 12ª Gerência Regional de Educação e Cultura Patricia Karla M. Gomes (Titular) Ana Paula Almeida Araújo (Suplente)
XIV -Representantes da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência-FUNAD Euresia de Souza Pereira Rique (Titular) Ana Cristina de Almeida C. Bastos (Suplente)
XV -Representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação- UNDIME/PB Vanilene Maria Vieira Frade Alves (Titular) Antonio Marcos Oliveira da Silva (Suplente)
XVI -Representantes da Associação dos Professores de Licenciatura Plena-APLP Zenobia Rodrigues D. Cordeiro (Titular) Odenilson José de Medeiros Azevedo (Suplente)
XVII -Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação-SINTEP Antonio Arruda das Neves (Titular) Paulo Tavares da Silva (Suplente)
XVIII – Representantes da Conselho de Alimentação Escolar-CAE Maria de Lourdes Gomes Dantas (Titular) Angelo Rofran Vasconcelos Saldanha (Suplente)
XIX – Representantes do Ministério Público Simone Cartaxo Rangel (Titular) Antonio Pereira de Souza (Suplente)
XX – Representantes da Assembléia Legislativa Felipe Santos (Titular) Lucio Andre (Suplente)
XXI – Representantes da Universidade Federal da Paraíba Jean Carlos de C. Costa (Titular) Suamy de Paula Lima Soares (Suplente)
XXII – Representantes da Universidade Estadual da Paraíba Francisco Rodrigues Mascena (Titular) Cristiane Maria Nepomuceno (Suplente)

Recursos deixados em caixa para formação de Conselheiros

Estes foram os recursos deixados pela GEAGE - Secretaria de Educação do Estado da Paraíba, no ano de 2010, para serem investidos, exclusivamednte, na formação dos Conselheiros Escolares.
Infelizmente não sabemos o que está sendo feito dele.
PTA – 2007 E 2008
PAR / PLANO DE METAS (Genérico) - Convênio 806030/2007
DIMENSÃO 1 - GESTÃO EDUCACIONAL - AÇÃO “B” – CONSELHOS ESCOLARES
Justificativa
Tendo em vista viabilizar a execução da Ação “B” da Dimensão 1 – Gestão Educacional: “Capacitar os membros dos Conselhos Escolares”, prevista no PTA/PAR – Genérico do Convênio 806030/2007, apresentamos alterações no convênio original orçado no valor de R$ 245.644,67 ( duzentos e quarenta e cinco mil, seiscentos e quarenta e quatro reais e sessenta e sete centavos), para R$ 471.800,00 ( quatrocentos e setenta e um mil e oitocentos reais), considerando a execução plena do previsto na ação do anexo 3.
Por orientação do MEC, solicitamos a indispensável participação dos quatro palestrantes (doutores) no evento, face ao conhecimento e à experiência por eles vivenciadas. Faz-se necessário para tanto arcar com despesas de transporte aéreo, alimentação, hospedagem e pagamento de hora/aula, de acordo com a discriminação abaixo. Ressalvo a participação dos palestrantes além dos ministrantes porque estes conduzirão toda a Formação.
Igualmente solicitamos o indispensável pagamento das despesas com transporte para os cursistas (membros dos Conselhos Escolares: professores pais de alunos, gestores, técnicos educacionais) etc, assim como para os ministrantes (30), uma vez que o evento acontecerá em quatro pólos do Estado, sendo portanto necessário o deslocamento dos mesmos da cidade de origem ao local do evento.
Houve acréscimo no valor do Material Instrucional, previsto na sub ação “H” no valor de R$ 53.446, 67 (cinqüenta e três mil, quatrocentos e quarenta e seis reais e sessenta e sete centavos), para R$ 64.260,00 (sessenta e quatro mil, duzentos e sessenta reais) devido à correção da quantidade a ser reproduzida para custas, ministrantes e cursistas.
Detalhamento da execução:
A. Alimentação:
1.500 cursistas x R$ 30,00 x 02 dias = R$ 90.000,00
30 ministrantes x R$ 30,00 x 02 dias = R$ 1.800,00
04 palestrantes x R$ 30,00 x 02 dias = R$ 240,00
B. Hospedagem:
1.200 cursistas x R$ 40,00 x 02 dias = R$ 96.000,00
30 ministrantes x R$ 40,00 x 02 dias = R$ 2.400,00
04 Palestrantes x R$ 40,00 x 02 dias = R$ 320,00
C. Transporte:
1.500 cursistas x R$ 100,00 = R$ 150.000,00
30 ministrantes x R$ 100,00 = 3.000,00
D. Transporte palestrante - passagem aérea:
04 palestrantes x R$ 548,15 x 02 dias = R$ 4.328,28
E. Logística:
30 salas x R$ 100,00 x 02 dias = R$ 6.000,00
F. Pagamento dos Ministrantes:
30 ministrantes x R$ 60,00 h/aula x 16 horas = R$ 28.800,00
G. Pagamento Palestrante:
04 palestrantes x R$ 100,00 h/aula x 16 horas = R$ 6.400,00
H. Kit do Cursista:
1.530 kits x R$ 10,00 = R$ 15.300,00
I. Material instrucional:
1.530 x 12 apostilas x R$ 3,50 = R$ 64.260,00
Valor Total: R$ 471.800,00
João Pessoa, 25 de novembro de 2010.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Geage faz homenagem póstuma ao professor Dustan Carvalho

Geage faz homenagem póstuma ao professor Dustan Carvalho 19-Nov-2010
Os servidores da Gerência Executiva de Acompanhamento a Gestão Escolar (Geage) fizeram homenagem ao professor Dustan Carvalho, de saudosa memória. Dustan foi o fundador da antiga Inspetoria Técnica, em 1965, quando era liga ao então Departamento doe Educação Média da Secretaria da Educação do Estado. Durante a solenidade foi afixada na parede uma foto do professor que tão boas lembranças deixou a todos aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar ou estudar com ele.
A homenagem ocorreu na terça-feira (16), na Geage, no 4º andar da Secretaria, na sala que passará a ter o nome do professor e foi prestigiada pela secretária executiva de Estado da Educação e Cultura Emília Lins Freire, pela gerente de Acompanhamento a Gestão Escolar Socorro Pinto, dentre outros gerentes da SEEC, de servidores do setor e de familiares do homenageado. Além das filhas do professor Dustan: Cristiane e Maria de Lourdes Carvalho compareceram a irmã, Mirtes Carvalho e seu cunhado Roberto Ciraulo. Alguns servidores destacaram a justa homenagem ao fundador do ITE, ressaltando a enorme contribuição que o professor deu ao setor, além de agradecer pelo privilégio de ter convivido e trabalhado ao lado dele. O professor Dustan Carvalho, que faleceu em 2007 com 73 anos de idade, deu uma enorme contribuição a Inspetoria Técnica desde sua implantação, como fundador, organizador e coordenador durante muitos anos. O setor foi denominado também de Divisão de Reconhecimento e Inspeção, entre outros nomes até ser nomeado de Geage, no ano de 2007. Janildes Andrade, Assessoria de Imprensa da SEEC
Acesse o link a seguir e veja a matéria na íntegra: http://www.sec.pb.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1290&Itemid=56

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Homofobia é uma realidade nas escolas paraibanas

Notícias - 13/10/2010 Bruno Ribeiro
Vítimas da Homofobia têm queda de rendimento escolar e baixa auto-estima
“Eu era estudante e sofria preconceito, e ainda hoje como professor também sofro. Eu lembro que a professora me taxou de ‘menino do conjuntinho’ porque eu usava uma roupa que era sempre padrão, com a mesma cor. E isso na 4ª série é algo que eu lembro porque me marcou bastante. Depois teve outros eventos pontuais, que o pessoa me xingava e discriminava a ponto de eu ser forçado a namorar uma menina, pra mostrar que era uma coisa que eu não era”.
A fala acima é do professor, educador e militante do movimento LGBTT (lésbica, gays, homossexuais, transexuais e transgêneros) na Paraíba, Victor Pilato, e revela uma dura realidade das escolas paraibanas: os alunos homossexuais sofrem algum tipo de preconceito por parte da comunidade escolar. Para se ter uma idéia, dados divulgados pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP revelam que dentro das escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade (pais, professores, alunos, funcionários) tem algum grau de preconceito contra homossexuais.
“Temos casos de professores e funcionários, como diretores e secretários, que agem de forma homofóbicas nas escolas. Há os alunos e outros funcionários como porteiro, vigia, merendeira que apontam ‘há, aquele ali é gay, aquela é lésbica’ dentro do ambiente da escola, infelizmente”, lembrou Victor que, como militante do movimento LGBTT é um dos coordenadores do Movimento do Espírito Lilás (Mel), na área da educação.
Homofobia afeta o rendimento e a auto-estima dos alunos A homofobia dentro das escolas se manifesta de diversas formas, seja com piadas preconceituosas e cochichos nos corredores até as exclusões em atividades escolares e em grupo. Os casos extremos são as agressões físicas. E isso afeta os alunos de diversas formas.
“Dependendo do aluno, isso afeta a auto-estima e o rendimento escolar deles, porque a criança ou o adolescente que é vítima desse preconceito se retrai e se fecha. Dentro dele já existe um conflito de identidade, que é agravado quando ele se torna alvo dos colegas”, comentou a psicóloga Amanda de Lourdes Duarte.
Os casos mais extremos fazem com os alunos prefiram interromper os estudos. “Vai depender muito do aluno, mas isso pode criar uma certa raiva ‘daquele mundo’ onde ele é vitima de violência”, explicou Amanda.
Falta discussão em sala de aula
Pesquisa recente realizada em 11 capitais brasileiras pela Ong Reprolatina, com apoio do Ministério da Educação, revelaram que as escolas brasileiras são hostis aos homossexuais. O estudo revelou que o tema da sexualidade continua sendo pouco discutido nas salas de aula. Outro dado preocupante da pesquisa concluiu que os homossexuais são bastante reprimidos no ambiente escolar, uma vez que o comportamento diferenciado “interfere nas normas disciplinares da escola”.
De acordo com a Secretaria de Educação do Estado da Paraíba (SES-PB), não existe um programa especifico para combater a homofobia. O que existem nas escolas do Estado são práticas isoladas que são (e podem ser) propostas pelo Conselho da escola. De acordo com a gerente de acompanhamento de gestão escolar (antiga inspetoria técnica de ensino), Socorro Pinto, quando o problema surge na escola, cabe ao conselho escolar criar práticas pedagógicas a fim de resolver.
“Toda escola possui o conselho escolar. Ele é criado para elaborar propostas pedagógicas e acompanhar os casos nas escolas. Então quando surge um problema como esse, cabe ao conselho da escola se reunir para ver o que pode ser feito a fim de combater”, explicou Socorro. O conselho escolar é formado pelo diretor, vice e um representante dos professores, alunos, funcionário, pai e comunidade local. “A pessoa deve se dirigir a pessoa que é representada e a fim de procurar uma forma de combater”, explicou.
P
ara Victor, uma forma de lidar com o problema da homofobia na sala de aula são com rodas de diálogos e atividades entre os alunos, com a temática do preconceito. “O professores não muda o mundo, mas pode criar práticas pedagógicas a fim de discutir e combater qualquer tipo de preconceito nas escolas e entre os alunos”.

Ano Cultural Zé Ramalho 2010- Escola Frei Albino

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Conselheiros escolares farão curso de formação na Paraíba

MATÉRIA PUBLICADA NO PORTAL DO MEC: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15849
Quarta-feira, 08 de setembro de 2010 - 14:58
Centenas de integrantes dos conselhos escolares das 1.038 escolas da rede pública estadual da Paraíba vão participar, em novembro, de três dias de formação. Os conteúdos abordados no curso estão na coleção de 11 cadernos produzidos pelo Ministério da Educação e distribuídos para as escolas das redes públicas.
Embora os conselhos escolares tenham sido criados no estado há mais de dez anos, por decreto, a qualificação dos conselheiros ainda é precária, de acordo com a gerente executiva de acompanhamento da gestão escolar da Secretaria de Educação da Paraíba, Maria do Socorro de Oliveira Pinto Patrício. Ela explica que, para intervir na vida da escola, os conselheiros precisam saber o que é e como se pratica a gestão democrática, o que é e como se alcança a qualidade da educação, como acontece o processo de ensino e aprendizagem, além do papel de fiscalização dos recursos da educação.
O projeto de criação do curso de formação de conselheiros nasceu durante o Dia do Conselho, denominado Dia C, que a Gerência de Gestão Escolar realizou em 30 de julho nas 1.038 escolas da rede pública do estado. Nesse dia, segundo Maria do Socorro, milhares de pessoas, entre alunos, pais, professores, representantes de instituições e entidades foram para a escola discutir. “A resposta ultrapassou nossa expectativa”, disse.
No município de Cajazeiras, que é sede de uma das 12 gerências de educação e cultura da Paraíba, todas as escolas municipais participaram do Dia do Conselho promovido pela Secretaria Estadual de Educação. O evento, segundo Maria do Socorro, terminou na praça central da cidade, com uma série de manifestações culturais preparadas durante aquele dia. A qualificação dos conselheiros é uma das respostas às expectativas que a comunidade trouxe.
Conselho Escolar – Previstas no artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), criada em 1996, a gestão democrática e a participação da comunidade na vida da escola foram reforçadas no Plano Nacional da Educação (PNE), em vigor de 2001 a 2010. A participação da comunidade na gestão democrática acontece no Conselho Escolar.
Segundo o coordenador do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares da Secretaria de Educação Básica (SEB), Roberto Junior, o MEC não tem dados atualizados sobre a constituição dos conselhos nas 27 unidades da Federação e nos 5.565 municípios. A informação deve ser prestada pelas secretarias de educação no processo de atualização dos planos de ações articuladas (PAR) neste ano.
Ionice Lorenzoni

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dia "C" - Dia do Conselho Escolar nas Escolas da Paraíba- 3ª Grec

Já as escolas da 3ª GREC, com sede em Campina Grande, também realizaram o evento. O link a seguir é de uma reportagem sobre o Dia "C" na Escola Estadual Dom Helder Câmara, que focalizou o tema violência: Cultura de Paz, matéria veiculada no programa Bom dia Paraíba na TV Paraíba no dia 02/08/2010,
http://jpb1.paraiba.tv.br/index.php?ev=1&yearID=2010&monthID=8&d=2010-08-02 .

Dia "C" - Dia do Conselho Escolar nas Escolas Estaduais da Paiba - 2ª Grec Part 1

No período de 26 a 30 do mês de Julho próximo passado as Escolas Estaduais da Rede Oficial de Ensino do Estado da Paraíba, realizaram o DIA ''C'' - Dia dos Conselhos Escolares. Dia em que a escola “respirou” conselho escolar.
Como uma simples letrinha pode ter a ousadia de tentar descrever o TAMANHO e a BELEZA desse MOVIMENTO em prol da gestão democrática na escola.
A Paraíba caminha a passos largos, para garantir a participação da comunidade escolar e local na gestão finaceira, administrativa e pedagógica da escola.
A 2ª GREC - Gerência Regional de Educação - com sede em Guarabira realizou o Dia "C" e postou no YOU TUBE - onde quem quiser encontrar o video deve procurar por FOTOS DIA C NAS ESCOLAS - 2ª GREC PARTE 1 e PARTE 2. Vale a pena conferir:


http://youtu.be/I2UY4tbOlSE

terça-feira, 10 de agosto de 2010

DIA ''C'' - Dia dos Conselhos Escolares na Paraíba

Hoje venho aqui socializar o resultado da nossa ação intitulada DIA “C”. No período de 26 a 30 do mês de Julho próximo passado as Escolas Estaduais da Rede Oficial de Ensino do Estado da Paraíba, realizaram o DIA ''C'' - Dia dos Conselhos Escolares. Dia em que a escola “respirou” conselho escolar.
CUITÉ
PEDRA BRANCA
ITAPORANGA
COREMAS
SANTA INÊS
O tema foi motivo de discussão durante a semana inteira em cada escola, por alunos, professores, gestores e presidentes dos conselhos, que se empenharam em divulgar, conscientizar e preparar a comunidade escolar e local para a realização do evento, que teve sua culminância com caminhadas expondo cartazes, faixas, paródias e textos informativos sobre a importância dos Conselhos Escolares e enfatizando à importância e a função de cada membro do Conselho escolar, a competência e responsabilidade dos conselheiros. Uma variedade de apresentações em praça pública entre elas: poesias, músicas, fantoches, jograis, palestras, dança, etc, tudo sobre CONSELHO ESCOLAR.
ITABAIANA
Foram focalizadas questões relacionadas ao dia-a-dia da escola em três dimensões: gestão pedagógica; qualidade do ensino; e, processo ensino/aprendizagem. Também participaram do evento, algumas Secretarias Municipais de Educação. Autoridades convidadas participaram como palestrantes: Conselhos Tutelares, representantes do Ministério Público, Policia Militar e até Juiz de Direito. Todos reunidos debatendo questões relevantes em prol da construção de uma escola cidadã, democrática e participativa, em regime de parceria entre gestores e conselhos escolares.
SANTANA DOS GARROTES
Esta é a segunda ação pensada pelo nosso Grupo Articulador Estadual, para a grande Campanha de Fortalecimento dos Conselhos Escolares que o Governo do Estado da Paraíba está implementando, através da Secretaria Estadual de Educação e Cultura, realizado pela GEAGE – Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar, em parceria com as Gerências Regionais/ NAGE's, a quem agradecemos o apoio e creditamos o sucesso do evento.
Já estamos planejando realizar formação daqui para o término deste ano, com todos os membros dos Conselhos Escolares do Estado, após levantamento por zoneamento, conforme a prioridade de cada regional de ensino. f

domingo, 25 de julho de 2010

CONSELHO ESCOLAR




Foi encerada a fase de conscientização dos Gestores Escolares e dos Presidentes de Conselhos Escolares das 1038 escolas da Rede Estadual de Ensino da Paraiba, feita mediante realização de Encontros por regional de ensino ( 12), ação do Grupo Articulador da Paraíba.

Os temas abordados nos referidos Encontros tiveram uma boa aceitação da parte de todos os participantes que elaboraram nas oficinas realizadas de cada evento, a programação para o Dia C (Dia do Conselho Escolar). Dia em que a escola "respirará" CONSELHO ESCOLAR.

Antes deles responderem nas oficinas, apresentamos os seguientes questionamentos para reflexão:

Todos nós somos responsáveis pelo bom funcionamento do Conselho

FORTALECER O FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS ESCOLARES NA GESTÃO ADMINISTRATIVA, PEDAGÓGICA E FINANCEIRA;

ESCOLA DEMOCRÁTICA SE FAZ COM PARTICIPAÇÃO.

Como é o funcionamento do Conselho de sua escola?

Ø Você conhece os membros do Conselho?

Ø Você conhece os valores dos recursos e os programas existentes em sua escola?

Ø Qual é a participação do Conselho Escolar na Gestão (financeira administrativa e pedagógica)?

Ø Como membro da comunidade escolar, qual é o seu envolvimento com relação a: Fiscalização dos recursos; Prestação de contas;

Ø Execução da Proposta pedagógica;

Ø Cumprimento do Regimento escolar;

Ø Cumprimento do calendário escolar;

Ø Acompanhamento das avaliações escolares;

Ø Acompanhamento nos índices de aprovação, evasão e repetência.

Ø Acompanhamento de boas práticas em escolas públicas avaliadas pela Prova Brasil.

Estratégias de trabalho:

Ø Trabalho coletivo, em equipe, compartilhado, coordenado. Projetos de ensino;

Ø Inovações na organização da escola;

Ø Ensino contextualizado;

Ø Implementação de novas formas de acompanhamento e avaliação da aprendizagem dos alunos, incentivando à participação das famílias, não apenas em reuniões periódicas, mas em decisões que afetam a vida dos alunos.


“Não há docência sem discência, as duas se explicam, e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar; e quem aprende ensina ao aprender”. Paulo Freire
Participe desta Luta


A seguir, alguns links com matérias publicadas sobre os nossos Encontros:

http://www.quixaba.pb.gov.br/index.php?categoryid=19&p2_articleid=116

http://www.pbnews.com.br/educacao/i-encontro-dos-conselhos-escolares-sera-realizado-nesta-sexta-no-cine-bangue/

http://patosonline.com/interna.php?modulo=publicacao&codigo=12721

http://www.quixaba.pb.gov.br/index.php?categoryid=19&p2_articleid=116

http://martinhoalves.blogspot.com/search?updated-max=2010-07-10T04%3A53%3A00-07%3A00&max-results=5&reverse-paginate=true


sábado, 17 de julho de 2010

Secretário de Educação da PB abre o I Encontro de Educação para o Fortalecimento do Conselho Escolar na 1ª GREC

Sábado, 17 de Julho de 2010
A 1ª Gerencia Regional de Educação e Cultura da Paraíba com sede na capital do estado e que abrange 25 municípios e 286 escolas realizou na manhã desta sexta-feira (16) o I Encontro de Educação para o Fortalecimento do Conselho Escolar com o objetivo de dar continuidade às suas ações na construção de uma gestão democrática nas escolas públicas, cujo foco é disseminar os princípios básicos para concretização da gestão democrática.
A abertura dos trabalhos teve início porvolta das 9:00 e contou com a presença do Secretário de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, Francisco Sales Gaudêncio, da Secretária Executiva da Educação, Emília Augusta Freire, da Gerente da 1ª GREC, Tereza Mônica Solano Macedo Brito e da Representante do Programa de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Maria Socorro de Oliveira Pinto.
Diretores e Presidentes de COnselhos Escolares de escolas da 1ª GREC estiveram presentrs ao evento que também teve a participação do Coordenador do Programa de Políticas sobre drogas do Governo do Estado, Dr. Deusimar.
Da Redação Do Expresso PB

sexta-feira, 16 de julho de 2010

I Encontro dos Conselhos Escolares

http://showdamanhapb.blogspot.com.br/2010/07/i-encontro-dos-conselhos-escolares.html
Nesta sexta feira (16) a 1ª GREC realiza o I Encontro dos Conselhos Escolares no Cine Banguê do Espaço Cultura com a participação do Ministério Público da Paraíba e que terá como tema central ressignificando o conselho escolar e garantindo a gestão democrática.
A solenidade de abertura acontece as oito horas da manhã pelo secretáriode educação e cultura Sales Gaudencio ,pela representante do fortalecimento do conselho escolar gerente da GEAGE/SEEP-PB Maria Do Socorro Oliveira Pinto e pela Gerente da 1ª GREC Tereza Mõnica Solano.
Em seguida serão realizas mesas redondas que discutirão temas como políticas anti-drogas, o papel da família além da função do conselho escolar.
Durante o evento também será feito o planejamento para o dia C.
De acordo com Tereza Mônica da 1ª GREC a participação do Ministério Público no I Encontro dos Conselhos Escolares vem fortalecer o evento já que o grande objetivo de dar cotinuidade as ações na construção de uma gestão democrática nas escolas públicas cujo foco é disseminar os pricipios básicos para concretização desta gestão democrática. Postado por Luiz Claudio Souza às Sexta-feira, Julho 16, 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

I Encontro dos Conselhos Escolares

EDUCAÇÃO
http://pbnews.com.br/educacao/2010/07/i-encontro-dos-conselhos-escolares-sera-realizado-nesta-sexta-no-cine-bangue.html
I Encontro dos Conselhos Escolares
[15/07/2010 19:56]
Nesta sexta feira a 1ª GREC realiza o I Encontro dos Conselhos Escolares no Cine Banguê do Espaço Cultura com a participação do Ministério Público da Paraíba e que terá como tema central ressignificando o conselho escolar e garantindo a gestão democrática.
A solenidade de abertura acontece as oito horas da manhã pelo secretáriode educação e cultura Sales Gaudencio ,pela representante do fortalecimento do conselho escolar gerente da GEAGE/SEEP-PB Maria Do Socorro Oliveira Pinto e pela Gerente da 1ª GREC Tereza Mõnica Solano.
Em seguida serão realizas mesas redondas que discutirão temas como políticas anti-drogas, o papel da família além da função do conselho escolar.
Durante o evento também será feito o planejamento para o dia C.
De acordo com Tereza Mônica da 1ª GREC a participação do Ministério Público no I Encontro dos Conselhos Escolares vem fortalecer o evento já que o grande objetivo de dar cotinuidade as ações na construção de uma gestão democrática nas escolas públicas cujo foco é disseminar os pricipios básicos para concretização desta gestão democrática. Fonte : PBnews

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Encontro para fortalecimento dos conselhos escolares em Patos

7 de Julho de 2010 Airton Alves
A Secretaria de Estado da Educação e Cultura, através da Gerência Executiva de Acompanhamento e Gestão Escolar (GEAGE), realizou nesta quarta-feira, 7, em Patos, o I Encontro de Educação para Fortalecimento do Conselho Escolar da 6ª Gerência de Educação e Cultura. O evento que aconteceu das 8h00 ás 12h00, contou com cerca de 100 participantes entre técnicos e dirigentes da secretaria estadual e das secretarias municipais de educação. A programação constou de apresentação de palestras, de experiências das redes de ensino e a realização de oficinas temáticas.
Os conselhos escolares são colegiados que têm funções deliberativas, consultivas, fiscais e de mobilização e são co-responsáveis pela gestão administrativa, financeira e pedagógica no âmbito da escola. Sua composição é variável, mas para assegurar a gestão democrática da educação é importante que seja levada em conta a representação de todos os segmentos envolvidos com o ambiente escolar: professores, funcionários, pais, alunos, diretores e a comunidade local.
A representante do Programa Fortalecimento dos Conselhos Escolares e gerente da GEAGE, Maria do Socorro de Oliveira Pinto, mostrou por meio de Telão, o conteúdo do kit do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, composto por cinco cadernos instrucionais, um de consultas e o caderno Indicadores da Qualidade na Educação (Unicef/Ação Educativa).
Para a gerente da 6ª Gerência de Educação e Cultura, Adalmira Marques da Silva Cajuaz, não há limites para definir a importância da implantação de um Conselho na escola. “A importância não tem limite. A escola que melhor funciona, é aquela que tem uma equipe que funciona em conjunto. E o Conselho tem um poder muito grande dentro da escola, e não é tanto pelo poder, é porque ele pode ver os defeitos e resolve-los junto à direção da escola”, comentou a gerente da 6ª Gerência de Educação e Cultura.
Histórico - O Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares teve origem com a Portaria ministerial nº 2.896, de 16 de setembro de 2004. Além de criar o programa, a portaria determinou a constituição de um grupo de trabalho formado pela SEB, Undime, Consed, CNTE, Unicef, Unesco e Pnud, que ficou encarregado de discutir, analisar e propor medidas para a sua implementação. Airton Alves
Veja matéria na íntegra: http://pbnoticias.com/index.php?categoryid=21&p2_articleid=3776

Criação do Grupo Articulador dos Conselhos Escolares da Paraíba

A Gerente Executiva da GEAGE – Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar, a Professor Socorro Pinto e a Professora Maria de Fátima Pereira da Silva, representando a Secretaria de Estado da Educação e Cultura da Paraíba, participaram no período de 8 a 11 de Junho de 2010, em Brasília, do II Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar.
O encontro foi organizado pelo Ministério da Educação e faz parte do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, com o objetivo de ampliar a participação da comunidade escolar e local na gestão administrativa, financeira e pedagógica das escolas públicas, além de apoiar a implantação e o fortalecimento de conselhos escolares.
Participaram do II Encontro Nacional , técnicos das Secretarias de Educação dos Municípios que possuem mais de 150 mil habitantes e os técnicos das Secretarias Estaduais da Educação do País, responsáveis por implementarem ações de organização e fortalecimento do Conselho Escolar em seus respectivos sistemas de ensino.
O encontro teve como proposta ampliar a discussão sobre mecanismos de fortalecimento dos conselhos escolares nas escolas públicas de Educação Básica, como também, promover um diálogo reflexivo sobre práticas fortalecimento dos conselhos escolares. Como prática dos colegiados, foram discutidas ainda, a importância da construção de uma gestão democrática e participativa nas escolas públicas, além de outros temas.b>
Na programação estavam incluídas; palestras, painéis, relatos de experiências com Conselhos Escolares, inclusive da Paraíba, grupos de trabalho para reflexão sobre as práticas realizadas nos Estados e uma audiência pública realizada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, que teve como foco a discussão dos Projetos de Lei nºs. 1785/1999 e 4.483/2008, que tratam da regulamentação dos Conselhos Escolares.
No primeiro Encontro de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, ocorrido igualmente em Brasilia no mês de Junho/2009, foi trabalhada a criação dos Conselhos Escolares onde estes ainda não existiam, bem como a implementação dos já existentes. No Estado da Paraíba, já estamos bem avançados, uma vez que os nossos Conselhos funcionam desde o ano de 1995, por força do Decreto de Nº 18.068, D.O.E. de 29/12/95.
"O Nosso foco agora é garantir o funcionamento desse órgão, que tem o papel consultivo, deliberativo e fiscalizador de todas as ações que a escola decide coletivamente", explica a Gerente da GEAGE, para quem o maior desafio agora, é fortalecer a atuação desse órgão para que ele possa atuar de forma mais precisa. "O nosso objetivo é fazer com que os “CEs” atuem de verdade no sentido de fazer o controle social da qualidade do ensino, garantindo a participação de toda a comunidade escolar no processo participativo".
Nesse sentido, está sendo criado o Grupo Articulador, representado por órgãos governamentais, não governamentais e sociedade civil organizada, com a finalidade de fortalecer as ações do Conselho Escolar, cuja ação programada para acontecer no período de 06 a 17 de Julho de 2010, quando serão realizados Encontros Regionais com os Gestores Escolares e os Presidentes de Conselhos Escolares com vistas à preparação para a realização do “DIA C” – Dia de mobilização da escola e da comunidade escolar para o fortalecimento das ações dos Conselhos Escolares.
DATA REGIONAIS DE ENSINO 06/07 8ª REGIONAL 9ª REGIONAL 07/07 6ª REGIONAL 7ª REGIONAL 10ª REGIONAL 08/07 4ª REGIONAL 3ª REGIONAL 5ª REGIOANL 09/07 12ª REGIONAL 2ª REGIONAL 13/07 11ª REGIONAL 16/07 1ª GERÊNCIA
O Objetivo do Grupo Articulador é a Implantação , Implementação e Fortalecimento dos Conselhos Escolares f

sábado, 3 de julho de 2010

CHORA TROMBONE






Paulo de Tácio de Oliveira Pinto
(Jornalista – paulodetacio@globo.com)



Agosto este ano chegou mais cedo, trazendo no seu bojo ausências e perdas irreparáveis. O mês do desgosto parece que resolveu se apresentar com trinta dias de antecedência, marcando, ainda no primeiro dia de julho, com o seu sangue, a vida dos inesquecíveis amigos e conterrâneos Radegundis Feitosa, Luis Benedito e Roberto Ângelo “Cabelo de Cachorro” Sabino, levando consigo, também, o competente músico patoense Adenilton França.

Radegundis Feitosa é daqueles amigos de infância que continuam para a vida toda, embora hajam tantos desencontros em função das adversidades da própria vida. Nos idos de 1973/74, recordo-me bem quando o lendário Padre Zé Sinfrônio, do Ginásio Diocesano de Itaporanga, escalou o professor e maestro Sales, à época auxiliar do maestro Sargento Severino, para dar aulas à parte, em separado, a uma trinca que ele, Padre Zé, gostaria de vê trombonistas.

Esses três mosqueteiros que se iniciavam nos primeiros solfejos das notas musicais éramos eu, Radegundis Feitosa e Sandoval Moreno. Eu, muito magro – quase cadavérico – fui retirado depois das aulas por minha mãe, que achava que de tão raquítico não agüentaria soprar um instrumento. Deus parece que não me queria músico, pois me reservara outras estradas. Mesmo assim ainda insisti tocando uma caixa na banda, seguindo depois para o tarol da Filarmônica da Escola Técnica Federal, na Capital. Desisti da música como instrumentista e fiquei músico apenas por continuar sabendo escutar. (E como gosto de escutar a boa música!...) Fui para outras pairagens.

Radegundis Feitosa e Sandoval Moreno, ao contrário, continuaram estudando o trombone, fazendo dele não apenas um instrumento para a vida, mas dando vida a este instrumento. E que vida. O trombone, que Radegundis Feitosa já se iniciara, antes mesmo do Ginásio, vendo o seu pai, Heleno Feitosa Costa tocar, deixara de ser um brinquedo de criança, e passara o seu objeto de estudo. E como estudou.

Foi um dos primeiros alunos do curso de música da UFPB, juntamente com seu inseparável companheiro Sandoval Moreno, aprimorando os conhecimentos na arte de tocar trombone. Fez mestrado, doutorado e pós-doutorado. Virou um dos maiores trombonistas do mundo, arrebatando prêmios por onde passava. Para mim, o melhor de todos. Fez escola. Depois vieram seus irmãos Costinha e Bobó, e arrastaram outros conterrâneos como Gilvandro Azeitona, Roberto Ângelo Cabelo de Cachorro, como o chamávamos na intimidade, além de tantos outros.

Roberto Ângelo Sabino era da mesma estirpe de Radegundis Feitosa e de Sandoval Moreno. Sabia brincar com o trombone como se aquilo fosse uma coisa fácil de tocar. Era ao mesmo tempo um dos mais técnicos ao executar os clássicos da Orquestra Sinfônica da Paraíba ou os hits mais populares das Orquestras Metalúrgica Filipéia, Mistura Fina ou da Black Tie. Para ele era indiferente o grupo onde estava tocando. Podia ser clássico, jazz, samba, frevo ou dobrado. Na verdade, dobrava bem em todas. Sempre se destacou em todos os lugares. Fez da música seu meio de vida. Do trombone seu meio de comunicação. Dele - o seu trombone - surgiam sempre os melhores acordes, as melodias mais aprimoradas.

Roberto Ângelo fez parte do Quarteto de Trombones juntamente com Sandoval Moreno, Gilvando Azeitona e Rogërio. Parteicipava de sextetos, quintetos ou qualquer grupo aonde o trombone pudesse destrombar. Fez parte de todos os grupos coordenados por Radegundis Feitosa, Maestros Chiquito, Rivaldo e Vianey. Não importava se estava tocando num baile de gala, bloco de carnaval ou num teatro. Clássico ou popular tanto fazia. Bom mesmo era tocar em qualquer lugar. Nem que fosse numa simples farra que sempre improvisava com os amigos nos finais de semana quando estava de folga.

Luis Benedito era daqueles músicos que se podia chamar “das antigas”. Com seu vozeirão, sempre encantou executando os clássicos do cancioneiro popular, das inesquecíveis serestas ou serenatas, ou das orquestras de carnaval. Começou ainda menino em Itaporanga, terra natal de todos, aprendendo a educar a sua voz com o irmão mais velho Antonio Benedito – pai de Sandoval Moreno – e um dos melhores compositores de músicas instrumentais, hinos e dobrados de sua época.

Durante toda a sua vida se dividiu entre a arte de cantar e o ofício de alfaiate, aliás, um dos melhores que a Paraíba já conheceu. Seus ternos, sobretudo e palitós sempre foram disputados, e não apenas pela colônia itaporanguense. Em Itaporanga foi presidente do Independente Clube, um clube onde ele dizia que branco não poderia entrar. Era o “Clube dos Morenos”, como definia. Foi vereador e amigo de todas as horas dos amigos. Transferiu-se mais tarde para João Pessoa, onde continuou alternando as artes de costurar com a de cantar.

Estive com ele, pela última vez, no dia noite de 12 de Junho deste ano, no aniversário da Asfita, em companhia de Radegundis Feitosa e de outros amigos. Ele estava empolgado, pois terminara de gravar o seu CD solo, tendo os arranjos de Radego, como carinhosamente apelidávamos o Radegundis, e do maestro Chiquito Fernandes. A produção fora feita pelo próprio Radegundis. Marcamos de nos encontrar, agora no início de julho, para programarmos o lançamento.

Lamentavelmente nada mais disso será possível com a presença deles, restando a nós apenas uma homenagem póstuma. Morreram quando voltavam para o sublime torrão que tanto amavam. Iam participar das festa de 150 anos da Paróquia de Misericórdia.
A perda desses amigos é irreparável para mim, mas será muito maior para a música brasileira. Os trombones nunca mais tocarão do mesmo jeito, no mesmo diapasão, e aquele canto forte não mais ecoará em nossas serenatas.

A estrada entre Piancó e Itaporanga ficou marcada para sempre. Agora, quem passar por lá terá a oportunidade de ouvir, quase aos pés do Cristo Redentor, o toque dos trombones que a história guardará. Não morreram somente os músicos, mas um pedaço de nossa música popular, de nossa cultura, da história deste lugar

Vão, amigos. Sei que agora o Céu terá uma orquestra completa. Juntem-se Antonio Benedito, Sivuca, Luiz Gonzaga, e tanta gente boa que estavam a lhes aguardar. Ficamos com a instituição cultural que vocês fizeram como gente, gente que cultura, cultura institucional. Vocês deixaram a vida para virarem institutos. Animem a festa, a gente chega mais tarde.

sábado, 19 de junho de 2010

ESCOLA DEMOCRÁTICA SE FAZ COM PARTICIPAÇÃO.

Todos nós somos responsáveis pelo bom funcionamento do Conselho
Encerramos a fase de conscientização dos Gestores Escolares e dos Presidentes de Conselhos Escolares das 1038 escolas da Rede Estadual de Ensino da Paraiba, feita mediante realização de Encontros por regional de ensino ( 12), ação do Grupo Articulador da Paraíba.
Os temas abordados nos referidos Encontros tiveram uma boa aceitação por todos os participantes nas oficinas realizadas em cada evento onde elaboraram a programação para o Dia C (Dia do Conselho Escolar). Dia em que a escola "respirará" CONSELHO ESCOLAR.
Antes deles responderem nas oficinas, foi-lhes apresentado os seguientes questionamentos para reflexão:
Como é o funcionamento do Conselho de sua escola?
Você conhece os membros do Conselho?
Você conhece os valores dos recursos e os programas existentes em sua escola?
Qual é a participação do Conselho Escolar na Gestão (financeira administrativa e pedagógica)?
Como membro da comunidade escolar, qual é o seu envolvimento com relação a: Fiscalização dos recursos; Prestação de contas;
Execução da Proposta pedagógica;
Cumprimento do Regimento escolar;
Cumprimento do calendário escolar;
Acompanhamento das avaliações escolares;
Acompanhamento nos índices de aprovação, evasão e repetência.
Acompanhamento de boas práticas em escolas públicas avaliadas pela Prova Brasil.
Estratégias de trabalho:
Trabalho coletivo, em equipe, compartilhado, coordenado. Projetos de ensino; <
/blockquote> Inovações na organização da escola;
Ensino contextualizado;
Implementação de novas formas de acompanhamento e avaliação da aprendizagem dos alunos, incentivando à participação das famílias, não apenas em reuniões periódicas, mas em decisões que afetam a vida dos alunos.
FORTALECER O FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS ESCOLARES NA GESTÃO ADMINISTRATIVA, PEDAGÓGICA E FINANCEIRA f

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Paraíba - uma experiência estadual

Folder do II Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares em Brasília/ DF 08 a 11 de junho de 2010 A Paraíba apresenta em Brasília uma experiência estadual
A criação do Conselho Escolar traz para o interior das Escolas Públicas a possibilidade de democratizar as estruturas do poder escolar, pois permite a seus agentes a formulação de políticas de interesses locais, estabelecendo um processo de diálogo com a comunidade escolar, fazendo valer seus direitos constitucionais. A democracia, a liberdade, e a autonomia plena são um processo de conquista conjunta, coletiva da sociedade que se organiza e se insere como sujeito da história, traz a participação de pais para a gestão pedagógica e financeira da escola pública. Todavia esse processo necessita, ainda, de maior democratização do poder escolar permitindo a participação na tomada de decisão por toda a comunidade: diretores, professores, pais de alunos, merendeiras. Toda a comunidade escolar tem direito a voz e voto nos conselhos de escola .

quinta-feira, 13 de maio de 2010

LEIS QUE PROTEGEM

Violência contra crianças e adolescentes é tema de evento nesta quinta-feira(13)
Programa de Combate ao Bullying e Campanha de Esclarecimentos sobre o Crime de Pedofilia estão sancionados em leis Estaduais que visam à proteção de crianças e adolescente nas escolas públicas e privadas do Estado.
E para discutir essas leis, com vistas à adoção de práticas de prevenção à violência no ambiente escolar, diretores de escolas particulares de Campina Grande se reúnem, nesta quinta-feira (13), a partir das 14h, no auditório da FIEP (Av. Manoel Guimarães, 195. José Pinheiro – Campina Grande) durante o I Encontro de Sensibilização e Ação de Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes nas Escolas da Rede Privada de Ensino de Campina Grande.
Segundo o diretor do Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino de Campina Grande (Sinepec), Paulo Loureiro, as questões de violência nas escolas fazem parte de um debate mundial e em Campina Grande estamos trabalhando de forma preventiva. “Esse evento representa uma atitude de respeito e cuidado com os nossos alunos, queremos contribuir da melhor forma para o desenvolvimento pleno dos cidadãos”, ressaltou Paulo.
Palestra
Durante o encontro, a Gerente Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar da Secretaria de Educação e Cultura do Governo do Estado da Paraíba, Socorro Pinto, irá apresentar, de forma interativa com o público, a palestra “Leis que protegem”.
Leis
As leis estaduais que tratam das questões de combate à violência nas escolas e que serão discutidas no encontro são as leis Nº 8.839 de 12 de junho de 2009 e Nº 8.538 de 07 de maio de 2008.
Realização
O evento é uma realização do Governo do Estado e conta com o apoio do Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino de Campina Grande – Sinepec.(LID Comunicação) (Assim)
Veja na íntegra:http://www.ancomarcio.com/site/publicacao.php?id=30267
O Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Educação e Cultura, em parceria com o Sindicato das Escolas Privadas de Campina Grande/PB (SINEPEC), promove nesta quinta-feira, 13, o I Encontro de Sensibilização e Ação do Combate à Violência Contra as Crianças e os Adolescentes nas Escolas, intitulado "Leis que protegem".O evento acontecerá nesta quinta-feira (13/05), às 14h, no Auditórioda FIEP Campina Grande (Av. Manoel Guimarães, 195. José Pinheiro - Campina Grande)
Esta coluna é publicada em cinco portais e no http://blogdopedromarinho.blogspot.com
GERENCIA EXECUTIVA DE ACOMPANHAMENTO DA GESTÃO ESCOLAR
C O N V I T E
A Secretaria de Estado da Educação e Cultura, através da Gerencia Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar em parceria com o Sindicato das Escolas Privadas de Campina Grande-PB, tem a honra de convidar V. Sª para participar do I Encontro de sensibilização e ação do combate à violência contra as crianças e os adolescentes nas escolas, em cumprimento as Leis, intitulado “ LEIS QUE PROTEGEM”, a realizar-se às 14h do dia 12 de maio de 2010.
Profª Maria do Socorro de Oliveira Pinto GERENTE EXECUTIVA DA GEAGE
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b> Prof.. Paulo Loureiro PRESIDENTE DO SINDICATO ....
PAUTA
<
blockquote>ENCONTRO: 12 de Maio de 2010
TEMÁTICA: LEIS QUE PROTEGEM
14:00 Abertura
14:15 Pronunciamento: Prof. Paulo Loureiro
Profª Maria do Socorro de Oliveira Pinto
14:30 Exposição: LEIS QUE PROTEGEM com interatividade do público alvo
17:30 Encerramento

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Secretaria da Educação orienta conselhos escolares quanto à prevenção da violência nas escolas

MATÉRIA PUBLICADA NO PORTAL DO GOVERNO DO ESTADO DA PARAIBA em 09 de Abril de 2010
S
ecretaria da Educação orienta conselhos escolares quanto à prevenção da violência nas escolas
Sala de reuniões do CEE
Assuntos como bullying, pedofilia e proibição do trabalho infantil foram temas de reunião realizada na Secretaria de Estado da Educação e Cultura (SEEC), nesta sexta-feira (9), com representantes dos Núcleos de Acompanhamento da Gestão Escolar (Nages) das 12 Gerências Regionais de Educação e Cultura (GRECs), do Estado. O uso da chamada “pulseira do sexo” de que tanto tem se falado atualmente, também foi um dos temas da pauta.
De acordo com a gerente executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar da SEEC, Socorro Pinto, a orientação da Secretaria é que as escolas incluam nos seus regimentos e propostas pedagógicas, dispositivos que tratem da lei do bullying, da pedofilia, dentre outros, para que a instituição desenvolva ações junto aos conselhos que possam prevenir a violência contra a comunidade escolar.
A conseqüência do uso da pulseira, que é o abuso sexual, já está incluída na lei do bullying, que trata de atitudes de violência física ou psicológica intensionais ou repetitivas contra pessoas. Com o objetivo de coibir esses abusos a SEEC, em conjunto com o Ministério Público e Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolvem o programa “Escola que Protege”, trabalhando ações que tratam da violência nas escolas.
Com relação ao uso da pulseira, Socorro Pinto disse que não há na Secretaria da Educação nenhuma determinação de proibir o uso, mas de trabalhar o tema a que ela se propõe junto às escolas, no caso a violência de forma mais ampla.
Janildes Andrade, Assessoria de Imprensa Atualizado em ( 09-Apr-2010 )

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Evasão escolar chega a 16% ao ano Índice é registrado nas escolas estaduais da Paraíba. Governo do estado vai implantar dois programas educacionais

Cotidiano
Edição de sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Isabela Alencar // Isabelaalencar.pb@dabr.com.br
A evasão escolar é um dos maiores problemas que afeta o bom desempenho dos estudantes da rede pública de ensino na Paraíba. Para amenizar esse quadro, a Secretaria de Educação, Cultura e Desportos da Paraíba vai implantar este ano mais dois programas educacionais para tentar reduzir a evasão escolar, que já registra um índice de 16% ao ano.
Os programas "Ensino Médio Inovador" e "Mais Educação" foram apresentados ontem, durante um encontro realizado com os representantes das escolas que integram a 3ª Região de Ensino de Campina Grande, que ocorreu no bairro do Catolé.
Representantes de 40 escolas da região de Campina Grande se reuniram ontem para traçar metas para o ano letivo de 2010 Foto: Xico Morais/DB/D.A Press
De acordo com a gerente executiva de Acompanhamento à Gestão Escolar do Estado, Socorro Pinto, o intuito destes novos programas e dos que já estão sendo executados é tentar atrair a atenção dos estudantes para a educação. Além disso, o evento também objetivou preparar os diretores das escolas estaduais para o ano letivo 2010. Na próxima terça-feira, todos os gestores da 3ª região, que representam40 municípios, deverão participar de uma nova reunião.
Segundo a gerente executiva, 22 programas deverão funcionar à partir do dia 3 do próximo mês, quando será iniciado o ano letivo 2010. "O nosso objetivo com a implantação dos programas é sugerir uma maior participação da comunidade e dos próprios pais dos alunos, para que se envolvam mais e aconselhem os estudantes sobre a importância da educação", disse ela.
A gerente também informou que este ano foram disponibilizadas mais 40 mil vagas nas escolas estaduais da Paraíba. Conforme a gerente, o programa Mais Educação tem o objetivo de oferecer aos estudantes maior tempo de permanência na escola. "Eles deverão permanecer na escola por dez horas diárias, cumprindo seu horário normal e depois realizando atividades extra-curriculares. Na escola serão disponibilizados alimentação e todo o material necessário para os alunos", informou.
Em Campina Grande deverão participar deste programa 25 escolas estaduais e 39 municipais, em parceria com o Governo Federal. Outro programa que será implantado no início das aulas será o Ensino Médio Inovador, que pretende estabelecer mudanças significativas nas escolas públicas de Ensino Médio não profissionalizantes, na tentativa de reverter os quadros negativos, entre adolescentes de 14 a 17 anos de idade.
Pioneiras
As escolas Estadual Elpídio de Almeida (Estadual da Prata), Estadual Severino Lopes, e Estadual Hortênsio de Sousa Ribeiro (Premen) serão as primeiras contempladas. De acordo com Socorro Ramalho, gerente da 3ª Região de Ensino, os programas são fundamentais para combater a evasão escolar.
Socorro também informou que durante os próximos 90 dias, a regional deverá realizar um recenseamento para verificar a quantidade de jovens que estão fora da escola. "Esta foi uma determinação do Ministério Público que se baseou na Constituição Federal. Vai ser um trabalho difícil, mas esperamos contar com a ajuda do IBGE para realizar a pesquisa", disse ela. O sub-gerente da secretaria estadual, Antonio Caldas, informou que enquanto aaprovação nas escolas particulares é de 94%, nas escolas públicas apenas 70% dos estudantes são aprovados no final do ano. Um taxa ainda deficitária, segundo ele.
Segundo o manual de orientação distribuído pela Secretaria da Educação para os gestores escolares, o ano letivo deverá ter 200 dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado para os exames finais. Assim, serão 206 dias para o turno diurno e 212 dias para o turno noturno. A frequência escolar mínima exigida de alunos beneficiados pelo Bolsa Família é de 85%, para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, e de 75% para aqueles com idade entre 16 e 17 anos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Colégio Hipócrates matricula alunos Escola recorreu na Justiça e está efetivando inscrições de novatos. Estudantes antigos estão pedindo transferência

Pr
imeiro Caderno | Dia-a-dia : http://www.jornalonorte.com.br/2010/01/06/diaadia7_0.php Edição de quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Apesar da recomendação do Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça da Educação, para que o Colégio Hipócrates não efetive matrículas para a unidade do Jardim Luna, o estabelecimento começou a receber o cadastro dos alunos para o ano letivo de 2010. Segundo a direção da escola, o estabelecimento recorreu da decisão que proíbe o funcionamento este ano na Justiça. "Nós queremos resolver esses impasses para podermos reorganizar tudo, e estamos recebendo novos alunos porque recorrermos da decisão judicial", afirmou Zuleide Porfírio, diretora pedagógica da unidade Jardim Luna.
Estabelecimento tem anunciado em propaganda a abertura de vagas para 2010 Foto: Fabyana Mota/ON/D.A Press.
O colégio é acusado de funcionar de forma irregular e de apresentar problemas graves como número excessivo de aulas vagas decorrentes da falta de pagamento dos salários de professores, atraso na entrega de material didático, ausência de responsável, mudança
constante de diretores e problemas relativos à conservação e higiene do prédio.
Socorro Pinto, coordenadora da Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar da secretaria de Educação (Geage), informou que todos as denúncias foram apuradas e constatadas as irregulares, agora depende apenas da decisão do conselho. "Os encaminhamentos foram realizados e todo o processo está na secretaria estadual de educação a qual deverá tomar as providências cabíveis", disse.
A recomendação do Ministério Público, de impedir as matrículas de novos alunos, tem caráter preventivo e cautelar e visa proteger pais e estudantes frente às denúncias de irregularidades encaminhadas ao Conselho Estadual de Educação. Para Odésio Medeiros, presidente do Sindicato dos Proprietários de Escolas Particulares da Paraíba, o fechamento do Colégio Hipócrates seria doloroso e lamentável. "Não se pode fechar uma instituição de ensino a toque de caixa, ainda mais em um País como o nosso onde existe um grande número de analfabetos. É uma situação dolorosa e lamentável", concluiu.
Devido a uma série de irregularidades apontadas pelo Ministério Público, muitos pais estão retirando os filhos da escola temendo prejuízos futuros no aprendizado em função da instabilidade da instituição e das condições pedagógicas e de infraestrutura. "Ninguém sabe se vai continuar funcionando ou não, então, vou procurar imediatamente um outro colégio para evitar de transferir depois", disse uma das mães que preferiu não ter o nome revelado. Uma outra mãe afirmou que a proposta pedagógica estava muito aquém do esperado e que a insatisfação com o ensino foi o principal motivo para escolher uma outra escola para sua filha. "Estava muito desorganizado, não havia mais disciplina nem infra-estrutura adequada", revelou Carla Florentino (nome fictício).
Sebastião Vieira, presidente do Conselho Estadual de Educação, órgão responsável por julgar o processo em trâmite contra o colégio, afirmou que o processo será julgado após o dia 21 deste mês, data do retorno das atividades do conselho. "Estamos aguardando o parecer da relatoria para poder votar pelo fechamento ou não do colégio e, essa decisão só deve acontecer depois do recesso do conselho", afirmou.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MP e SEC fazem parceria para fortalecer os conselhos escolares

23/10/2009 Paraíba | Estados e União - Ministério Público
O Ministério Público da Paraíba, através da Promotoria da Educação, e a Secretaria Estadual de Educação estabeleceram uma parceria com o objetivo de fomentar e fortalecer os conselhos escolares. Conforme a promotora de Justiça Vasti Cléa Lopes, o MP está engajado no grupo articulador criado pela secretaria para orientar as escolas sobre a importância da implementação dos conselhos.
“O grupo possui um projeto que visa incentivar, orientar e conscientizar a comunidade escolar a respeito do papel dos conselhos, com o intuito de que eles efetivamente funcionem”, explica a promotora.
Além do MPPB, o grupo é formado por representantes das 12 Regionais de Ensino, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), da Associação dos Professores de Licenciatura Plena (APLP), da Gerência Executiva de Gestão e Acompanhamento Escolar (Geage), das Gerências de Infantil e Fundamental, Ensino Médio e Jovens e Adultos, e do Comitê pela Educação de Qualidade.
De acordo com a gerente de Gestão e Acompanhamento Escolar, Socorro Pinto, o conselho escolar é um colegiado que tem o papel de auxiliar a direção nas tarefas administrativas, pedagógicas, financeiras e disciplinares. “O conselho é escolhido democraticamente e deve ter representatividade de todos os segmentos da escola”, destaca a gerente.
Socorro Pinto informou que todas as escolas da rede estadual já possuem conselhos, mas muitos não funcionam com efetividade. “Muitos conselheiros não conhecem o papel dos conselhos, por isso, vamos fazer capacitações para fortalecer esses colegiados que possuem uma função de controle social muito importante”, explica. Quanto à parceria com o Ministério Público, a gerente lembra que a Constituição assegura o regime de cooperação entre os entes que atuam na educação. “Nós, como Secretaria, não podemos ficar de fora, precisamos trabalhar de mãos dadas”. Para a promotora Vasti Cléa, “quando se trabalha em conjunto, a educação avança com mais rapidez”.