quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Nova Ordem Mundial









A Nova Ordem Mundial

Vídeo com Padre Paulo Ricardo



A Nova Ordem Mundial está sendo implantada rapidamente em nossa sociedade. O projeto que culminará em um governo mundial será alicerçado em uma religião sem dogmas, "ao gosto do freguês". Por isso, a maior luta travada nesse momento é a descontrução (=destruição) dos valores judaico-cristãos, mais especificamente da Igreja Católica Apóstolica Romana e de tudo que ela traz em seu bojo (vida, família, valores éticos, morais etc.). Para saber mais, assista a aula.


http://www.youtube.com/v/ZnmmWBqwBwU?version=3&autohide=1&showinfo=1&autohide=1&autoplay=1&feature=share&attribution_tag=vVrsHJRhDHcYmAR69saCYQ


Livro "Poder Global e Religião Universal"

Autor: Juan Claudio Sanahuja



Descrição: A crise da Igreja é grave. Tenho a impressão de que não se esconde de ninguém que o cataclismo social – que afeta o respeito à vida humana e à família – tem essa triste situação como causa. Michel Schooyans afirma, sem nenhuma dúvida, que a Nova Ordem Mundial, "do ponto de vista cristão, é o maior perigo que ameaça a Igreja desde a crise ariana do século IV", quando, nas palavras atribuídas a São Jerônimo, "o mundo dormiu cristão e, com um gemido, acordou ariano".

(...) Soma-se à atitude vacilante de muitos católicos a ditadura do oliticamente correto, muito mais sutil que as anteriores e que reivindica a cumplicidade da religião, uma religião que por sua vez não pode intervir nem na forma de conduta nem no modo de pensar. A nova ditadura corrompe e envenena as consciências individuais e falsifica quase todas as esferas da existência humana.


A sociedade e o estado excluíram Deus, e "onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornarse evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes – ainda não nascidas – se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria".

Adquira o livro através da Editora Ecclesiae: http://www.ecclesiae.com.br/Poder-Global-e-Religiao-Universal




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Saulo e Forró de Lamparina

“Esse artista trabalha sem descanso;
Tá na guerra da arte desde moço;
Uma voz diferente das que eu ouço;
E um forró com mais ritmo que os que eu danço;
Ele tem o forró nos seus perfis;
A autenticidade de Luis;
E o gingando de Jackson nos seus atos;
A metade do mundo se ilumina;
Porque Saulo e Forró de Lamparina;
Vem dar show no Programa dos Nonatos.”
Esse moço tem quatro CD’s gravados em mais de trinta anos de carreira. Ele veio para ficar com a coroa de Rei. E como ele mesmo declama:
“Venho nas asas do vento
Para cumprir a minha sina
Nas estradas do forró
Canção que ao povo domina
Trago a luz e o fogo ardente
O verso, a rima, o repente
Do Forró de Lamparina.”
Saulo Lacerda
. (Cantor e Poeta)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ministério Público do Trabalho na Paraíba lança Projeto para educomunicadores juvenis



MPT lança hoje projeto para educomunicadores juvenis
O Ministério Público do Trabalho na Paraíba lança, hoje,  o projeto “Educomunicadores Juvenis” voltado para capacitação de 45 adolescentes de quatro comunidades de João Pessoa na área de educomunicação, com oficinas específicas sobre rádio, internet e televisão. 
O projeto é executado em parceria com as organizações não governamentais Amazona e Casa Pequeno Davi. A UFPB, por meio do curso de Mídias Digitais, também é parceiro do projeto.
O projeto trabalha na linha de educomunicação, que utiliza ferramentas de comunicação dentro do processo de formação de atores chaves na defesa dos Direitos e proposição de políticas públicas de Crianças e Adolescentes. 
O projeto fundamenta-se no desejo de ler o mundo de forma criativa e crítica, produzindo “um  outro mundo possível”  a partir da imersão no universo da mídia com a perspectiva da ética, da democracia e da construção efetiva de sujeitos midiáticos críticos.
Os adolescentes das comunidades do Citex, Timbó, Baixo Roger e Rafael serão capacitados nas oficinas de formação para a Cidadania através de ferramentas educomunicativas, repórter cidadão e nas oficinas de texto e produção para TV, rádio e internet. 
Os adolescentes abordarão temas nas comunidades referentes à saúde, lazer, educação, Estatuto da Criança e Adolescente, Trabalho Infantil e Exploração e Abuso Sexual. Os garotos e garotas foram selecionados por educadores sociais que atuam nas Associações de Bairro das comunidades. 
O projeto terá duração de 8 meses com aulas semanais extraclasse no estúdio de TV e Rádio do Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil. Mensalmente serão produzidos produtos de comunicação, que serão divulgados através de um blog criado pelos próprios adolescentes.
Fonte: Portal Correio da Paraíba
MPT lança hoje projeto para educomunicadores juvenis

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

COMUNIDADE QUILOMBOLA DE BARRA DE OITIS - PB


Culminância do Projeto
 Filhos da África


Nessa ultima sexta-feira, dia 11, alunos da Escola Emília Diniz Alvarenga concluem o projeto Filhos da África, realizado pela professora Jossana Pinto 

“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas Transformam o mundo”.  (Paulo Freire)


Você tem em suas mãos o poder de Transformar o mundo.

Em tempos que se busca corrigir anos de injustiças sociais, ideologicamente demarcadas pela estereotipia dominante, caracterizada pelo racismo, discriminação e violação de direitos humanos, fica evidente que ainda é longa a jornada para que se faça entender que os negros, na sua maioria, continuam às margens da sociedade, camuflados pelo “Mito da Democracia Racial” tão difundido por escritores renomados como Gilberto Freire e Jorge Amado e ratificado por autoridades políticas nos dias atuais.

Em nome de uma “raça’ superior, já se cometeram milhares de atrocidades durante a história da humanidade. O Apartheid na África do Sul e o trabalho escravo no Brasil e em diversos países do mundo são provenientes de uma filosofia de superioridade racial.

“Não se vende mais o corpo do negro ou do trabalhador como antigamente, mas se negocia com a sua identidade, imputando-lhe uma carga de inferioridade e discriminação que fere tanto quanto a venda de seu corpo”. Essas questões continuam incorporadas às práticas, às políticas e a composições institucionais que levam um grupo de uma raça ou cor a estar em desvantagem e outra a gozar de privilégios.

Como disse Paulo Freire: 
“Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina”.

O projeto apresenta uma proposta de trabalho de pesquisa partindo de marcos referenciais relevantes da cultura afro–brasileira, proporcionando discussões acerca do contexto histórico, legislação e política de afirmação no negro no Brasil, com o intuito de dar maior visibilidade às questões sociais, diretamente ligadas às questões raciais.

Com este projeto “Filhos da África” pretende-se conhecer a história e a cultura formadora da população de Comunidade Remanescente Quilombola através de pesquisa de campo, identificando traços que aprofundam os conhecimentos teóricos e práticos acerca da temática abordada.

Escolhi as turmas do 2º ano de acordo com as diretrizes da Disciplina de Sociologia do 2º ano, que tem como uma das metas aplicar, conteúdos que tratem do SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA NO BRASIL.
Jossana Maria de Oliveira Pinto
Professora de Filosofia e Sociologia



Jossana Pinto com os representantes da comunidade Quilombola e o diretor da escola Augusto Franco 

Paródia feita pelos alunos 

Professores, direção da escola e representantes da comunidade quilombola Barra de Oitis 

Coreografia da música Canto das três raças - Clara Nunes 

Alunos prestigiando o projeto 

Representantes da comunidade Quilombola 

Jossana pinto junto com o veriador Douglas, o diretor Augusto e o aluno Géverton 

Alunos da EJA, funcionário da escola e coordenador Pedagógico José Alves (Tchú)
                                                                 
Jossana Pinto e alunos que participaram do projeto 

        Fotos cedidas pelo blog: Boa Ventura Online 






Vídeo com Culminância do Projeto: 
Filhos da África
Orientadora: Professora Jossana Pinto
Disciplinas: Filosofia e Sociologia
EEEM Emília Diniz Alvarenga - Boa Ventura - PB/Brasil.

O Documentário Barra de Oitis, é o resultado - CULMINÂNCIA do Projeto Filhos da África,desenvolvido desde início do ano letivo de 2013 na Escola Estadual de Ensino Médio Emília Diniz Alvarenga, localizada em Boa Ventura-PB/Brasil.

A pesquisa teve a participação de 40 alunos da escola na Comunidade Quilombola de Barra de Oitis, localizada no município de Diamante – PB, reconhecido pela Fundação Palmares.

O projeto Filhos da África, apresenta uma proposta de trabalho de pesquisa partindo de marcos referenciais relevantes da cultura afro--brasileira, proporcionando discussões acerca do contexto histórico, legislação e política de afirmação no negro no Brasil, com o intuito de dar maior visibilidade às questões sociais, diretamente ligadas às questões raciais.

Com este projeto "Filhos da África" pretende-se conhecer a história e a cultura formadora da população de Comunidade Remanescente Quilombola Barra de Oitis no município de Diamante-PB, através de pesquisa de campo, identificando traços que aprofundam os conhecimentos teóricos e práticos acerca da temática abordada.



PEÇA TEATRAL SINHÁ MOÇA

Miniatura
http://youtu.be/g4Spie1_l5c

Neste vídeo, Peça Teatral sobre a saga SINHÁ MOÇA, protagonizada pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Emília Diniz Alvarenga, localizada na cidade de Boa Ventura-PB, sob a orientação da Professora Jossana Pinto, das disciplinas Sociologia e Filosofia.


Segunda etapa do projeto ''Filhos da África''

Alunos do segundo ano, do ensino médio da escola E.E.E.M. Emília Diniz Alvarenga do município de Boa Ventura PB,  visitam   a comunidade Barra de Oitis, município de Diamante PB,  para dar sequencia ao projeto que esta sendo realizado pela professora Jossana Pinto.

Apresentação da dança do coco na semana cultural, em Diamante PB

Dona Luzia, umas das remanescentes mais velhas da comunidade, contando o que sabe sobre os seus ancestrais  aos alunos 


Alunos conhecendo a comunidade 

Remanescente que ajudou os alunos à chegar ao antigo engenho 

Engenho 



Professor Aluízio - Palestra

Alunas com as moradoras da comunidade

Resgate da cultura- Capoeira  


Alunos com o grupo de capoeira, também formado por alunos da comunidade 



Professores da E.E.E.M. Emília Diniz Alvarenga 

Professor Aluízio, quem nos recebeu e nos falou tudo sobre a história do local 





Outras matérias sobre o assunto:

Escola boaventurense realiza culminância de projeto sobre comunidade diamantense

sábado, 12 de outubro de 2013


A culminância do “Projeto Filhos da África”, aconteceu ontem (11), por volta das 20:00h na quadra de esporte da escola estadual Emília Diniz Alvarenga, e teve como destaque a comunidade quilombola Barra de Oitis, localizada no município de Diamante-PB.

O evento que é de realização do 2º ano “A” e “B” contou com varias apresentações; a exemplos, parodia, dança, teatro e um documentário sobre aquela comunidade.



O projeto que é de iniciativa da professora de Filosofia e Sociologia Jossana Pinto, tem como principal foco conscientiza e quebra todos os tipos de preconceito em relação ao tema, outro ponto que o projeto tem como alvo é mostrar o Quilombo que temos na nossa região e explorar o mesmo.


A culminância, contou com a parecença do vereador; Douglas Franco, dos representantes da Barra de Oitis; Aluizo Delfino e Sandro, do gesto da escola; Augusto Franco, além de todo corpo docente e discente da escola boaventurense.















Fonte: BoaVenturaOnline






segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Feliz Dia do Professor!


O SER PROFESSOR...
Paulo Freire


 Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor, que
 por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição.
Uma tomada de posição.
Decisão.
Ruptura.
Exige de mim que escolha entre isto e aquilo.
           
Não posso ser professor a favor de quem quer que seja
e a favor de não importa o quê.
Não posso ser professor a favor simplesmente do Homem ou da Humanidade,
 frase de uma vaguidade demasiada
contrastante com a concretude da prática educativa.

Sou professor a favor da decência contra o despudor,
a favor da liberdade contra o autoritarismo,
da autoridade contra a licenciosidade,
da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda.
Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação,
contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.

Sou professor contra a ordem capitalista vigente
que inventou esta aberração: a miséria na fartura.
Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo.
Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.

Sou professor a favor da boniteza da minha própria prática,
boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar,
se não brigo por este saber, se não luto pelas condições
materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado,
corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser
de lutador pertinaz, que cansa, mas não desiste.


Feliz Dia do Professor! 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Um Pronatec a curto prazo




Entrevista  à Gustavo Vara, por Carta na Escola

gabriel gabrowski


Foco excessivo em cursos de rápida duração não ajuda a elevar a escolaridade do trabalhador


Desde outubro de 2011, estima-se que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tenha criado cerca de 2,5 milhões de vagas. Num momento em que as matrículas no Ensino Médio estão estagnadas, a procura por formação técnica e profissionalizante cresceu 74,9%, desde 2002, de acordo com o Censo Escolar de 2010.
Uma boa situação para uma política pública como o Pronatec, avalia Gabriel Grabowski, especialista em ensino técnico, professor e pesquisador da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que, todavia, tem restrições quanto ao foco excessivo dado à parceria com o Sistema S – formado por organizações criadas pelos setores produtivos, como indústria, comércio, agricultura, transportes e cooperativas, e que soma 11 instituições, entre elas, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
“A preocupação não é pelo que o Sistema S executa, mas por estar extremamente centrado nos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), que é algo que ele faz há 70 anos e não resolveu a questão da mão de obra no País como um todo”, avalia. Os cursos, hoje, correspondem a 70% das matrículas do Programa (tabela da pág. 14).
“O Sistema S é importante, mas não tem a função de fazer formação básica estratégica. Sua natureza é muito centrada na qualificação emergencial, algo que estamos fazendo há muitos anos e não resolvemos o problema ainda”, afirma o professor a Carta na Escola. “São mais certos os efeitos duradouros dos cursos de qualificação se eles tiverem uma base sólida, daí que seria melhor investir parte desses recursos na elevação da escolaridade.”
Carta na Escola: O Pronatec tem cumprido seus objetivos?
Gabriel Grabowski: O Pronatec, enquanto estratégia de governo, de política pública, para aumentar as matrículas de ensino técnico no País, é uma iniciativa positiva. O Brasil precisa aumentar rapidamente a formação e a qualificação da força de trabalho. Nós temos hoje 50 milhões de jovens e, até o ano passado, apenas 1 milhão de matriculados no ensino técnico, o que é muito pouco. Essa estratégia está correta. As minhas preocupações em relação ao Pronatec são de outra ordem, na estratégia usada para aumentar isso. Ela está calcada, fundamentalmente, e uma análise das matrículas agora demonstra isso, nos cursos de Formação Inicial e Continuada. Muitos estudos questionam esse tipo de curso. O Sistema S faz isso há 70 anos, inclusive nos seus balanços é dito que já foram formados 50 milhões de trabalhadores. Se formaram mesmo, então onde eles estão? Os estudos mostram que essa classe de formação inicial continuada, para uma questão pontual, ajuda, mas não resolve o problema da formação de mão de obra do País. Essa estratégia de fazer cursos de curta duração, fragmentados, dispersos, tem mantido a nossa força de trabalho desqualificada.
CE: Essa experiência do Sistema S afeta de que forma o tipo de formação oferecida pelo Pronatec?
GG: A grande maioria da força de trabalho brasileira não tem educação básica, há milhões de jovens sem Ensino Fundamental, mais da metade fora do Médio. Temos um problema de escolarização da população economicamente ativa. Essa estratégia de centrar na formação continuada, fragmentada, pontual, de curta duração, não resolve isso, só perdura a situação do trabalho sem qualificação. O conjunto de cursos técnicos que o governo está oferecendo neste momento está também sendo ofertado pelo Sistema S. Além de ser a menor parte do Pronatec, ele foi delegado para o Sistema S, que possui uma competência relativa, mas que por sua vez está desassociado da formação da educação básica. Ou seja, o trabalhador está recebendo uma formação fragmentada. Emergencialmente, isso ajuda, mas, do ponto de vista estratégico, a médio e longo prazo, trará consequências. É fundamental que a formação técnica profissional esteja integrada à formação profissional para que tenha mais qualidade. Hoje não se separam mais os conhecimentos gerais dos específicos. Além do mais, é uma privatização dessa formação. O aluno faz a formação básica na escola pública, em sua maioria, e vai fazer profissionalização dentro do Sistema S, que tem uma visão, uma concepção e uma ideologia privadas. Eu faria o Pronatec via escolas públicas.
CE: Mas, do modo como é feito hoje, temos condições de integrar os conteúdos dos ensinos Médio e Técnico?
GG: Temos de resolver o problema do currículo, não adianta criar outro. Em razão desse problema, é criada uma estratégia equivocada de ter um currículo pro técnico e um outro pro médio. A formação técnica é uma complementação da básica. O que ocorre é que nunca teremos um profissional tecnicamente bem formado ou qualificado se ele não tiver uma boa base de formação geral. Busca-se hoje um aluno com domínio das formas de comunicação e expressão. Onde ele vai aprender isso? Na aula de português, na de literatura, no Ensino Básico, não é no curso técnico. Tem de ter formação sólida em outras áreas também. Ele tem de dominar esses fundamentos mais gerais para depois a formação técnica ser complementar. Essa dualidade entre formação geral e técnica é histórica, mas eu não acredito nessa dissociação, na qual se insiste no Pronatec. O problema de ter esse foco é que o governo federal resolveu delegar, quase majoritariamente, seja pela urgência dada ao programa, seja pela premência dessas questões, ao Sistema S. Como ele tem estrutura instalada, faz mais rápido, é verdade. Mas, aí, ele se torna um braço da execução da política pública. Assim, o Pronatec está fortalecendo o Sistema S, delegando gradativamente a formação profissional para eles, que são qualificados, mas é empresarial, com visão e ideologia empresarial, para formar e suprir a demanda emergencial do mercado. Não basta só isso. A educação tem de pensar para além do mercado, e não apenas responder a demandas de hoje.
CE: Como o senhor vê a parceria com o Sistema S, em termos gerais?
GG: Eu tenho a percepção de que o Sistema S é importante e necessário para o Brasil. Ele possui um trabalho qualificado, mas não tem a função de fazer formação básica estratégica. Sua natureza é muito centrada na qualificação emergencial, e isso ele sabe fazer muito bem. Minha preocupação é que isso é algo que estamos fazendo há muitos anos e não resolvemos o problema ainda. Eu sou professor há 26 anos e tenho escutado esse tempo todo que temos problemas de formação de mão de obra. Eu digo que teremos esse problema por mais 50 anos se continuarmos repetindo essa fórmula isso. O grande problema é que estamos fazendo uma formação técnica e uma qualificação profissional sobre uma base inexistente, e aí vamos passar a vida toda gastando dinheiro nisso. Se pegarmos parte desses recursos e investirmos mais na elevação da escolaridade do jovem brasileiro, e mesmo na força de trabalho, com a Educação de Jovens e Adultos, vamos ter muito mais sucesso a médio e longo prazo. Isso trará mais resultado que gastar esse monte de dinheiro em cursos pontuais, que é o que o Pronatec infelizmente tem feito. O porcentual de jovens acima de 18 e 20 anos que não concluem o Ensino Médio é vergonhoso. Temos de conseguir que ele volte e conclua a formação básica junto da profissionalização, como no Proeja (Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Educação Profissional Integrada à Educação de Jovens e Adultos), que é a profissionalização com a educação de adultos. Depois, são mais certos os efeitos duradouros dos cursos de qualificação se eles tiverem uma base sólida. E tem o problema da gestão pública, dos recursos públicos, indo para a gestão privada, quando a escola brasileira teria condições de ser fortalecida com esses valores.
CE: Esse fortalecimento vem pela transferência de verbas para o Sistema S, não?
GG: Sim, há mais recursos nominais para o ensino técnico e profissionalizante hoje, disso não há duvidas, mas eles estão sendo geridos pelo sistema privado, o Sistema S. Um recurso público sob gestão privada. Eu diria que, na esfera pública, conseguiríamos resultados em escala maior com custo menor. Se o governo coloca essa verba na estrutura da escola pública instalada, ele pode fazer tanto ou mais. Por exemplo, no Rio Grande do Sul, temos em torno de 200 escolas públicas que fazem educação profissional. Se elas tiverem autonomia e recursos, terão condições de fazer isso em escala muito rápida e elevada. O problema é que a concepção do Estado brasileiro não permite essa descentralização. Por que o Estado vai financiar a expansão de uma rede vinculada a uma rede empresarial e esse dinheiro não poderia ir para as escolas públicas?
CE: Há algum indício de que isso possa mudar conforme o programa se consolide?
GG: Não, e isso me preocupa bastante. Inclusive porque cresce a convicção de que o Sistema S é mais rápido e eficiente. E, como o governo tem pressa e acha que o Pronatec é emergencial, ele tende para o caminho mais fácil. Além de repassar, dá também maior autonomia a ele. Só que essa aparente vantagem inicial trará consequências no futuro. A preocupação não é pelo que o Sistema S executa, mas por estar extremamente centrado nos cursos FIC, que é algo que ele faz há 70 anos e não resolveu a questão da mão de obra no País como um todo. Eu temo que o Pronatec seja mais um programa estruturado em uma lógica equivocada. Historicamente, tivemos uma série de programas reeditados com a mesma lógica, nos anos 1960, sob o ex-ministro Paulo Renato etc., e que são muito similares na sua concepção e execução e que, contudo, não deram conta da demanda.
CE: Em relação aos eixos tecnológicos, o Pronatec tem atendido às demandas locais?
GG: Não fiz uma análise muito pontual disso, mas o que ocorre é que o Pronatec incorporou na sua grande maioria o guia de cursos que o Sistema S já tinha. Então, na verdade, o Pronatec ampliou as áreas e os cursos do próprio Sistema S. São os mesmos. Estou fazendo uma pesquisa agora verificando a aderência desses cursos no Rio Grande do Sul, entre arranjos produtivos locais e esses cursos. Minha hipótese é que isso não foi levado em consideração. Até pela urgência do programa, não foi feita essa compatibilização. Obviamente, em algumas regiões isso responde a demandas do mercado. A minha preocupação é que o Sistema S, quando cria um curso, monta para o País inteiro, e o nosso parque industrial é bem diversificado em todos os níveis. Eu acho que não dá para ficar aplicando o mesmo curso técnico para todas as regiões e realidades com o mesmo currículo. São condições de gestão e organização do trabalho diferenciada. Isso é outra situação que precisaria ser analisada.