segunda-feira, 9 de junho de 2014

O papa Francisco, o presidente de Israel e o líder palestino rezam pela paz

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O presidente israelense Shimon Peres, papa Francisco e o líder palestino Mahmud Abbas plantam uma oliveira nos jardins do Vaticano neste domingo 8 de junho


Francisco reúne Peres e Abbas para orar pela paz


Líderes israelense e palestino atenderam ao chamado do papa e oraram junto a Francisco no Vaticano pela paz no Oriente Médio
por AFP — publicado 08/06/2014 22:34, última modificação 08/06/2014 22:36




Cidade do Vaticano (AFP) - O papa Francisco, o presidente  de Israel, Shimon Peres, e o líder palestino, Mahmud Abbas, realizaram neste domingo, nos jardins do Vaticano, uma inédita oração conjunta pela paz no Oriente Médio.

O papa Francisco convidou palestinos, israelenses e todos os povos do Oriente Médio a darem exemplo de "coragem" e, favor da paz, afirmando que "é preciso mais coragem para a paz do que para a guerra".
Diante dos dois líderes, o papa acrescentou: "é preciso coragem para dizer sim à negociação e não às hostilidades, sim ao respeito de acordos e não às provocações, sim à sinceridade e não à duplicidade".
"O mundo", argumentou Francisco, "é um patrimônio que nós herdamos de nossos ancestrais, mas também um presente que damos às nossas crianças; crianças que estão cansadas e exaustas por causa de conflitos, que anseiam pelo nascimento da paz; filhos que nos pedem para que derrubemos as paredes da inimizade e que sigamos pelo caminho do diálogo e da paz".
"Muitos destes filhos sucumbiram, vítimas inocentes da guerra e da violência, plantas tiradas do solo em pleno vigor. É nosso dever fazer com que seu sacrifício não seja em vão. Que sua memória inspire em nós a coragem da paz, a força de perseverar no diálogo a qualquer custo, a paciência de costurar, dia após dia, a trama cada vez mais sólida de uma coexistência pacífica", pregou Francisco.
"A história nos ensina que nossas forças sozinhas não são suficientes. Mais de uma vez nós estivemos perto da paz, mas o mal, das mais diversas maneiras, conseguiu impedir que chegássemos até ela. É por isso que estamos aqui (...) Nós não renunciamos às nossas responsabilidades, mas invocamos Deus como um ato supremo de responsabilidade, face às nossas consciências e face aos nossos povos", disse o santo padre.
"Nos dê a coragem de dizer: 'guerra nunca mais'"; "com a guerra tudo é destruído!".
"Este encontro", lembrou o pontífice aos dois presidentes, "está sendo acompanhado pela oração de inúmeras pessoas, de diversas culturas, pátrias, línguas e religiões".
Shimon Peres reconheceu que para se obter a paz entre Israel e os palestinos são necessários "sacrifícios e compromissos".
"A paz não se alcança facilmente. Temos que unir todas as nossas forças para consegui-la, e pronto. Isto exige sacrifícios e compromissos", disse o presidente de Israel durante o encontro de oração.
Peres defendeu uma "paz entre iguais", afirmando que "nossa missão é conquistar a paz para nossos filhos".
"Nós podemos, juntos e agora, israelenses e palestinos, transformar nossa nobre visão em uma realidade de bem-estar e prosperidade. Está em nossas mãos conceder a paz a nossos filhos. É nosso dever, nossa santa missão", declarou Peres.
O líder palestino, Mahmud Abbas, por sua vez, em prece a Alá, deus dos muçulmanos, pediu uma "paz global e justa" para seu país e todo o Oriente Médio.
"Senhor, conceda-nos uma paz justa para todos, para nosso país e para a nossa região. Queremos a paz para nós e para nossos vizinhos", garantiu o presidente ao final da cerimônia, pedindo a Deus que "torne próspero e promisso o futuro" de seu povo, e que lhes conceda "a liberdade em nosso Estado soberano e independente".
O Papa argentino, cuja popularidade cresce entre católicos, judeus e muçulmanos, lançou de forma inesperada durante sua viagem em maio à Terra Santa esta iniciativa audaz com o desejo de aproximar israelenses e palestinos, particularmente distanciados após o fracasso em abril das negociações de paz.
Na manhã deste domingo, diante de milhares de fiéis que acompanharam o Ângelus na Praça de São Pedro, o Papa agradeceu a todos que rezaram e seguem rezando "tanto pessoalmente quanto em comunidade" pelo encontro pela paz no Oriente Médio.
FONTE: http://www.cartacapital.com.br/internacional/francisco-reune-peres-e-abbas-para-orar-pela-paz-1974.html

Aluno processa professor por ter tomando celular na sala de aula





sábado, 7 de junho de 2014

Aluno processa professor por ter tomando celular em sala de aula; Justiça nega pedido!


Um aluno que teve seu celular tomado pelo professor não será indenizado. O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor que tomou seu celular em sala de aula.

De acordo com os autos, o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula. Segundo o site Migalhas, o estudante foi representado por sua mãe, que pleiteou reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".

Na negativa, o juiz afirmou que "o professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe”.

O magistrado se solidarizou com o professor e disse que "ensinar era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma". Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor. Ainda, considerou que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade.
"Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os ‘realitys shows’, a ostentação, o ‘bullying’ intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”, declarou.
Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor. "No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor".









FONTE: BoaVenturaOnline : Aluno processa professor por ter tomando celular e...

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Mortes dos negros no Brasil, verdadeiro genocídio






"Os números de mortes dos negros no Brasil são dados de um verdadeiro genocídio. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 272.422 assassinatos de negros no país entre 2002 e 2010 e temos uma das maiores populações carcerárias do mundo, dentre a qual 61% é negra ou parda."




De Palmares à junho de 2014: o povo preto continua lutando pelo direito de viver
Paraíba, 04/06/2014
Cláudia Silva Ferreira é um nome que nunca mais vou esquecer. Desde que vi a imagem dessa mulher sendo arrastada pelo carro da Polícia Militar do Rio de Janeiro como um saco que cai de um caminhão de lixo em movimento, ver uma abordagem policial me revira o estômago. Cláudia era uma mulher negra de 38 anos, auxiliar de limpeza, mãe de duas filhas e moradora do Morro da Congonha no Rio de Janeiro.
Era mais uma Silva, como muitos outros Silvas que acordam cedo e trabalham duro para sustentar suas famílias, e, também como muitos outros Silvas, poderia ter tido uma morte invisível se não fosse a mobilização popular em torno do caso. Infelizmente, diante de casos como de Cláudia, Amarildo, DG, Douglas e Jean, carregamos a incerteza diária de não saber, ao sairmos de casa, se ou quando iremos retornar, se a exemplo de Amarildo sumirão com nossos corpos ou se a exemplo do jovem Douglas nossos filhos serão obrigados a perguntar para um policial: “Por que o senhor atirou em mim?”.
Os números de mortes dos negros no Brasil são dados de um verdadeiro genocídio. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 272.422 assassinatos de negros no país entre 2002 e 2010 e temos uma das maiores populações carcerárias do mundo, dentre a qual 61% é negra ou parda.
Mesmo assim, não são esses os dados noticiados nas grandes mídias. Seguimos morrendo nas quebradas ou nas penitenciárias, seja pela violência policial, seja pela própria guerra interna da periferia, mas se vez ou outra nossas mortes aparecem nos noticiários por conta da mobilização popular ou pelo forte impacto, não trazem tanta audiência quanto a notícia de uma mulher que matou seu marido por ciúme ou o Lucas não ter sido convocado para a seleção brasileira que jogará a Copa do Mundo 2014.
O pior é que não pára por aí. A população negra passa por um processo de extermínio desde que foi raptada de seus países de origem na África e trazida para o Brasil para ser vendida como “coisa”, e falar sobre esse assunto não é tão simples. É que ainda que a principal causa de morte dos negros no país seja os assassinatos, também é preta a cara das mulheres que morrem na fila do SUS aguardando para fazer seu parto, é preta a cara da população em situação de rua ou das ocupações urbanas que são removidas para a construção de estádios de futebol, é preta a cara das pessoas que se esmagam como sardinhas enlatadas nos vagões de trem que vão para a periferia e mais se parecem com navios negreiros.
O tempo todo, a elite branca brasileira quer acabar conosco: banalizam nossas religiões, criminalizam nossa música, nos negam acesso a direitos básicos como saúde, educação e moradia, matam e encarceram nossos jovens e ensinam às nossas meninas que seus cabelos e narizes não são bonitos o suficiente.
A história do povo preto foi e continua sendo escrita sob muita luta e resistência. Quilombo dos Palmares e Revolta dos Malês nos mostraram o caminho, e é essa inspiração que nos faz não deixar passar desapercebidas as mortes de Douglas, Jeans, Cláudias, Amarildos, MCs Duda do Marapé, Marias, Pedros, Joãos, Felipes, e tantos outros…
Seguimos assim, porque a cada vez que um nosso se vai, muitos outros se erguem para fazer jus à nossa história!
Fonte: www. blogueirasnegras.org