quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

“Nunca tivemos uma geração tão triste”





“Nunca tivemos uma geração tão triste”

Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com a gente sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupou críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!

Excesso de estímulos
“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema 'bateu, levou', e a desenvolver altruísmo e generosidade.”
Geração triste
“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

Dor compartilhada
“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

Intimidade
“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”

Mais brincadeira, menos informação
“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”

Parabéns!
“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”
Conselho final para os pais
“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”

Fonte: M de Mulher



































quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Homenagem a Boa Ventura.avi


Pedro Pinto lembra da importância de Terezinha Óton para Boa Ventura



Recentemente Boa Ventura perdeu uma filha querida: a compositora do hino do município, a senhora Terezinha Oton. E como lembrou muito bem ao blog o senhor Pedro Pinto, ela era inteligente e sensível à arte e à cultura.

De acordo com o ex-prefeito, Boa Ventura Foi emancipada no ano de 1961, mas até o seu segundo mandato, ninguém tinha ainda despertado o interesse de festejar e nem criar uma música em homenagem a independência do município.

No ano de 1973, Pedro Pinto assumia a prefeitura e tinha nomeado Terezinha Oton para o cargo de tesoureira, assim como o fez em seu primeiro mandato, em 1965. “Então, como ela era inteligente e voltada muito à cultura, conversamos sobre festejar o dia da cidade com muita festa, e ela de pronto aceitou, bem como pensar em escrever um hino para essa festa”, disse Pedro ao blog.

Desafio lançado, Têca, como era carinhosamente chamada, preparou uma grande festa, juntamente com dona Paula Cordeiro e outras senhoras da comunidade, bem como apresentou a letra do novo hino de Boa Ventura ao então prefeito, que gostou e oficializou como sendo a composição da terra.

Pedro Pinto contou que foram muitos dias de festa e que era para descontar os anos que se passaram sem ser festejado. “Foi uma programação muito boa, com jogos de futebol, vaquejada, festa no prédio de seu Abraão Diniz e outras atividades”, lembrou.

Alguns anos atrás o jornalista Delcides Brasileiro publicou no folhadovali a seguinte matéria em homenagem a Terezinha Oton:

A autora do hino de Boa Ventura 50 anos depois da histórica composição

Neste dia primeiro de dezembro, data em que Boa Ventura comemora 50 anos de emancipação política, e a Prefeitura agendou uma programação festiva para comemorar a data, merece destaque a senhora Terezinha Oton de Carvalho, 84 anos de idade e autora do hino oficial do município, composto à véspera da publicação do ato de independência político-administrativa boaventurense, em 1962, assinado pelo então governador Pedro Moreno Gondim.

Nascida em Princesa Izabel, veio ainda pequena para Boa Ventura, onde, juntamente com os pais e irmãos, cresceu e plantou amizades, com seu jeito peculiar de cativar as pessoas. Ainda jovem e atraída pela magia da representação, e incentivada pelo seu professor Lindolfo Ramalho, um italiano dotado de sabedoria, deu alguns passos como atriz, contracenando em várias peças de teatro, escrita pelo seu estimado professor, com exibições sempre em frente à pequena igreja católica da época. “Lembro-me muito bem que cheguei a fazer um par romântico com Cláudio Arruda, que anos depois seria o primeiro prefeito eleito em nossa cidade. Era uma época muito boa, inocente e pacata”, recorda.

“Vivi o clima de emoção dos moradores quando da expectativa das notícias da capital dando conta da nossa emancipação, e nessa alegria sentida pelos moradores da vila de São Boa Ventura, com muita felicidade comecei a compor uma música em homenagem a minha terra de coração, que daí em diante tornou-se o hino do município, cantado por todos daqui até os dias atuais. No dia do anúncio oficial, teve uma grande festa e todos se abraçavam emocionados, ao som da homenagem que fiz” diz ela.

Terezinha Oton conta que ocupou alguns cargos importantes na administração municipal, como o de tesoureira em duas ocasiões, bem como a função de servidora responsável pela Junta Militar no município, até se aposentar em 1990. Em várias ocasiões, ela foi homenageada pela população e autoridades, pelo carisma e emoção ao transmitir em forma de música um resumo da história do município.

Hino de Boa Ventura:

Letra e Música – Terezinha Otto de carvalho 
Data da Composição – 02 de dezembro de 1973

Boa Ventura, teu nome é glória no porvir
Teu povo bravo,
Presta homenagem hoje a ti
No teu passado,
Com harmoniosa tradição
Tiveste assim Boa Ventura,
A tua heroica fundação
Boa Ventura, Foste a República da Estrela
Um fato histórico,
Em nossa terra assim ficou
Nos orgulhamos
E exaltamos a bravura
Do Coronel Zuza Lacerda
Que a Republica aqui fundou
Hoje teus filhos, comemora com emoção,

A data magna
Da tua emancipação
Torrão bendito
Que a todos nós vistes nascer
A te queremos até morrer
Com muito amor e gratidão

Congratulamos a esta terra estremecida
Boa Ventura tão querida
Recebe a nossa saudação.

FONTE:
http://itaporangapb.blogspot.com.br/2015/02/pedro-pinto-lembra-da-importancia-de.html