Novembro, mês da Consciência Negra no Brasil
Novembro é o mês da consciência negra, mas relações raciais e o respeito à diversidade devem ser trabalhados o ano todo.
O que sabemos sobre a escravidão no Brasil?
Como sua escola aborda o racismo?
A trajetória histórica do negro é estudada em sua escola em que momento? No Dia da Abolição da Escravatura, em agosto, mês do folclore, e no Dia da Consciência Negra; Como conteúdo, nas várias áreas que possibilitam tratar o assunto; Ou não é estudada?
Muitos professores de História ainda possuem dúvidas sobre os conteúdos relativos à escravidão no Brasil. Conhecer alguns aspectos desse período pode ajudar os alunos a entender a realidade social e econômica do Brasil hoje, bem como saber as raízes do preconceito racial no país.
O tema abordado sobre a Lei 10639/2003, que incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar, e torna obrigatório o ensino sobre diversas áreas da História e cultura Afro-Brasileira cujas abordagens temáticas são imprescindíveis, como: a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira, o negro na sociedade nacional, a inserção do negro no mercado de trabalho, a discriminação, a identificação de etnias, entre outros. É de vital importância o conhecimento dessa lei, tanto para o profissional da educação, quanto para a sociedade como todo, pois o conhecimento é um dos caminhos que permite ao indivíduo não cometer tantos erros. Vale a pena não só a divulgação das informações contidas nessa lei, mas que a mesma seja trabalhada e aplicada em sua integra.
O Dia da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20 de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira. A lei Nº 12.519, de 10 de Novembro de 2011, institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, mas não obriga que a data seja feriado. Isso significa que ser feriado ou não vai variar de cidade para cidade. O Dia da Consciência Negra é um feriado em mais de 800 cidades brasileiras.
O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo tinha a função de lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.
Nos Estados Unidos e Canadá existe o Mês da História Negra - "Black History Month" - que é celebrado em Fevereiro.
Para que estou aqui na terra?
Qual o sentido da minha Vida?
"NEle foram criadas todas as coisas no Céu e na terra, as criaturas visíveis e invisíveis" (Col 1,16)
Se desejas saber porque te puseram neste planeta, deves perguntar a Deus. Nasceste por sua vontade e para o seu propósito.
Qual o sentido da minha vida? O que quero ser? Que devo fazer da minha vida? Como será meu futuro? Perguntas como estas intrigam muita gente
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Muitos livros conhecidos tentam responder estas perguntas, levando seus leitores a buscar o sentido da vida dentro se si mesmos. Provavelmente já tenhas feito esta experiência.
Quem te criou foi Deus. Será que a melhor maneira de encontrar a resposta não seria perguntar ao teu Criador?
Se eu colocasse em tuas mãos um invento meu que nunca vistes, como saberias para que serve? Só o inventor e o manual de instruções é que poderiam revelar o propósito do invento. Foste criado por Deus e para Ele, e até que entendas isto, tua vida não terá nenhum sentido. Só encontramos nossa identidade, propósito, significado n’Ele.
Alguns livros de autoajuda abordam este tema. Geralmente eles oferecem os mesmos passos: pense nos seus sonhos, nas suas metas, defina seus valores, seja disciplinado, creia em si mesmo para conseguir atingir seus objetivos, nunca se dê por vencido, etc. Pode ser que estas recomendações realmente façam-nos obter êxito, mas ter êxito e cumprir os propósitos na nossa vida são coisas muito diferentes. Podemos cumprir nossas metas de acordo com os padrões do mundo e sermos vencedores, mas continuamos sem saber a razão pela qual Deus nos criou.
Como descobrir então o para que fomos criados?
Temos duas opções: a primeira é teorizar, adivinhar, fazer suposições, a segunda é a revelação. Deus revelou na sua Palavra a respeito da vida. A maneira mais fácil de entender o propósito do invento é perguntar ao inventor.
Para saber a razão de sua existência: pergunte a Deus. Busque a Palavra de Deus com sabedoria, não a do mundo, para fundamentar tua existência nas verdades eternas.
"NEle é que fomos escolhidos, predestinados segundo o desígnio daquele que tudo realiza por um ato deliberado de sua vontade." (Ef 1,11 )
FONTE: http://formacao.cancaonova.com/diversos/para-que-estou-aqui-na-terra/
TICs, telefones celulares e a escolassaura
30/01/2012
A escola é, talvez, a instituição mais jurássica de todos os tempos (por que vivo repetindo isso?). Embora ela tenha o compromisso de educar a geração atual para um mundo futurista que nem nasceu ainda, e nem sabemos como será, ela mesma ainda vive na pré-história em diversos sentidos e não tem o menor desejo de “evoluir”, pelo menos o suficiente para chegar perto dos tempos atuais. Mas antes de concordar com isso, pense bem, caro leitor amigo: a escola não se encerra nos limites de seus próprios muros, ela se estende por toda a sociedade, e você, caríssimo leitor, também é responsável por essa escola jurássica e suas idiossincrasias.
Enquanto escrevo esse artigo, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 2806/2011. Esse projeto é uma “extensão” de um projeto anterior que proibia o uso de telefones celulares em todo o país e, agora, “modernizado”, o projeto prevê a proibição de qualquer aparelho eletrônico portátil em todas as escolas e em todos os níveis de ensino, do infantil ao superior.
No Estado de São Paulo, na cidade do Rio de Janeiro, no Ceará e em Rondônia (e talvez também em outros estados e municípios, pois as más idéias se espalham rápido) já há leis específicas proibindo o uso de telefones celulares e outros aparelhos eletrônicos pelos alunos.
Ao invés de entrar em uma polêmica tola sobre “se devemos permitir ou proibir o uso de celulares, games e outros brinquedinhos eletrônicos em sala de aula”, eu lhes pergunto algo bastante simples e objetivo: em que momento algum professor, alguma escola, algum pai de aluno ou algum governo defendeu ou defenderá que os alunos devam ir à escola apenas para jogar videogame, assistir vídeos no Youtube, bater papo no MSN ou fotografar o professor tirando caca do nariz para depois publicar no seu fotolog?
A mim, e espero que a você também, parece evidente que a escola não é apropriada para esse tipo de “diversão”, assim como não esperamos o mesmo comportamento em uma missa ou em um enterro (olha, eu juro que tentei comparar com outras situações, mas a escola está mais para missa e enterro do que para festa de casamento).
Por outro lado, faça um esforço e tente se lembrar de sua infância… Agora pense: se quando você era criança e estava na escola você tivesse um telefone celular onde pudesse jogar videogame, fazer filmes sacanas do professor ou dos colegas, trocar mensagens e fofocas instantâneas, ouvir música, etc., etc., será que você não o faria?
Eu não posso responder por você, mas posso responder por mim mesmo. Eu faria sim, às vezes. E sei que seria punido por fazê-lo (mas mesmo assim faria!). Hoje eu não faço mais, mas hoje eu sou adulto e, como agravante, sou professor, tenho sempre que dar exemplo de “bom comportamento” e, a bem da verdade, de qualquer forma essas coisas já não me interessam mais.
Pois bem, o mundo mudou, a tecnologia se espalhou por todas as partes, as possibilidades são imensas mas, mas, mas… As crianças e adolescentes de hoje continuam sendo crianças e adolescentes como nós mesmos fomos um dia! A tecnologia só lhes fornece novos meios de fazerem suas traquinagens, e eles as farão até que se tornem adultos e, talvez, acabem como pessoas “xaropes” como eu e você.
Alguns adultos parecem que se esqueceram que já foram crianças e agora não entendem mais nada sobre a infância e a adolescência. Esses adultos acreditam que publicando leis poderão mudar a estrutura neurológica, os hormônios e a psicologia das crianças e dos adolescentes. Isso é tão ridículo que parece traquinagem de adolescente que possui um brinquedinho novo de “assinar leis”.
Fato: mais da metade das crianças entre 7 e 9 anos de idade possui um telefone celular. Quase metade dessas crianças não recebe nenhuma orientação de uso desse brinquedinho tecnológico por parte de seus pais ou de seus professores!
Pergunta: se crianças e adolescentes possuem celulares (que ganham dos pais!) e não possuem orientação alguma, nem da família nem da escola, sobre como utilizá-los em diversos ambientes e situações e, além de tudo, são crianças e adolescentes e não adultos xaropes, como se pode esperar deles que não levem seus brinquedinhos à escola e, estando lá, não brinquem com eles?
Smartphone Optimus Black
Eles são úteis aos alunos e aos professores
Em outro artigo publicado nesse blog, Uso pedagógico do telefone móvel (Celular), eu já tratei de diversas possibilidades de fazer um uso adequado desses aparelhinhos em sala de aula, então agora só quero compartilhar algumas experiências que talvez possam ser úteis para que professores possam conviver melhor com esses “monstrinhos divertidos” ao invés de apostarem em leis caducas que não serão cumpridas e entrarão para a história como a lei de Jânio Quadros que proibia o uso do biquini nos concursos de miss (pode rir agora, mas à época também havia polêmica e defensores da proibição).
Você não precisa de novas leis
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) estabelece os direitos e deveres de todos os agentes envolvidos no processo Educacional. Estados e municípios também possuem legislações próprias garantindo direitos e deveres desses agentes.
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) reforça a garantia à todos os alunos do direito à aprendizagem e, portanto, confere aos professores o dever de garantir esse direito em suas salas de aula.
Toda escola tem um regimento escolar interno que já estabelece direitos e deveres para alunos e professores.
Todo professor pode e deve estabelecer um regimento de conduta em suas aulas (o que chamamos vulgarmente de “combinados”) com os alunos.
Isto posto, fica claro que nenhum aluno pode, à revelia de todos os “combinados”, regimentos e leis, fazer o que bem entende na sala de aula, e isso inclui qualquer atividade que coloque em risco sua própria aprendizagem ou a aprendizagem dos seus colegas. Obviamente que aí se inclui qualquer brincadeira ou distração que não faça parte das atividades pedagógicas propostas pelo professor, quer seja ela feita com “brinquedos eletrônicos”, quer seja feita com brinquedos não eletrônicos (como jogar futebol dentro da sala, jogar baralho no fundão, andar de skate, etc.).
O que é fundamental aqui é que o professor esclareça seus alunos sobre seus direitos e, consequentemente, deixe claro as regras a que todos estarão submetidos para que se possa ter um ambiente saudável de aprendizagem onde esses direitos sejam respeitados por todos
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Não é óbvio para os alunos que eles têm que ter seu direito à aprendizagem garantido pelo professor e que, por causa disso, é o professor que pode e deve estabelecer quais usos são admitidos ou não para qualquer aparelho, objeto ou material presente na sala de aula.
No caso específico dos telefones celulares o professor deve deixar claro as situações em que esse aparelho será útil e aquelas onde ele deverá permanecer desligado.
É evidente que nem sempre os alunos seguirão as regras (Lembra-se? Eles são crianças e adolescentes e não adultos xaropes!) e toda vez que algum deles fizer uma transgressão ele deverá sofrer uma sanção proporcional à sua transgressão. Aqui é fundamental ter bom-senso e entender que ocorrerão várias transgressões, que será preciso ter paciência e compreender com naturalidade a natureza dessas transgressões e, por fim, que a autoridade do professor não pode ser abandonada em momento algum, da mesma forma que não pode ser transformada em autoritarismo. É preciso educar o aluno para o bom uso do celular e não brigar com ele quando ocorre um mau uso.
Minha experiência com o uso de telefones celulares em classe
A quase totalidade dos meus alunos possui telefones celulares e uma porcentagem considerável possui smartphones.
Em minhas aulas os alunos podem e devem trazer o telefone celular e usá-los dentro dos limites e regras que são discutidos, explicados e acordados logo no início do ano. Eu optei por permitir e estimular o uso pedagógico dos telefones celulares nas minhas aulas pelos seguintes motivos:
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, para qual trabalho como professor, não possui condições para prover a escola de recursos materiais em quantidade suficiente para atender todos os meus alunos e, em contrapartida, a quase totalidade deles dispõe dos seguintes recursos próprios em seus telefones celulares:
calculadora;
agenda eletrônica;
bloco de anotações;
câmera fotográfica digital;
filmadora digital;
lockquote>gravador de áudio digital;acesso à internet;dispositivo digital de reprodução multimídia (sons, imagens, filmes e animações);
Eu tenho um compromisso com a qualidade do ensino oferecido aos meus alunos que não me permite abrir mão de todos esses recursos oferecidos pelos telefones celulares;
O uso dos telefones celulares pelos meus alunos favorece sua aprendizagem permitindo práticas, dinâmicas e atividades que seriam inviáveis sem eles. Além disso, o uso dos celulares melhora a produtividade da aula permitindo ganhos de tempo e qualidade da aprendizagem;
Entendo que é parte do meu ofício como professor orientar meus alunos quanto aos bons usos do telefone celular de maneira a permitir-lhes que exercitem esse bom uso em atividades escolares cotidianas para que, por extensão, também o façam fora dos limites da escola (no seu trabalho, na sua casa e em diferentes meios de convívio). E eu não poderia fazer isso de forma efetiva sem que eles usassem os telefones celulares em minhas aulas.
Meus alunos usam telefones celulares regularmente para:
fazer contas usando a calculadora;
agendar tarefas e provas na agenda do celular;
fotografar as minha lousas (eu sugiro esse método, ao invés da cópia da lousa no caderno, porque são alunos do Ensino Médio, porque isso garante maior fidelidade da informação, porque isso é uma atividade sustentável que evita o uso de papel e porque o celular permite armazenar as lousas do ano todo em parte insignificante de sua memória). Eu mesmo fotografo minhas lousas para ter o registro exato do que foi trabalhado em cada classe;
fotografar materiais didáticos indisponíveis para toda a classe, como páginas de um dado livro que a escola não dispõe para a classe toda;
registrar por meio de filmes e imagens as atividades práticas no laboratório ou fora da sala de aula;
desenvolver atividades no laboratório ou fora da sala de aula usando recursos de multimídia e outros disponíveis no celular (áudios/entrevistas, vídeos, imagens, apresentações, calculadora, cronômetro, etc.)
pesquisar conteúdos na internet (para os que têm smartphones);
usar como fonte de material de consulta em “provas com consulta” (podendo usar o conteúdo da memória do celular ou o obtido via internet ou redes sociais).
Meus alunos não usam o telefone celular em classe para:
fazer ou receber ligações na sala de aula (isso eles podem fazer quando saem para ir ao banheiro);
jogar videogame, assistir vídeos, ouvir música, participar de redes sociais, navegar pela internet ou fazer qualquer outro uso que não tenha sido explicitamente solicitado por mim como parte de alguma atividade pedagógica;
produzir qualquer tipo de material (áudio, imagem, vídeo, etc.) não solicitado explicitamente por mim;
participar de redes sociais ou manter comunicações com outras pessoas, exceto quando isso faz parte de uma atividade e foi solicitado por mim.
Além disso:
Procuro orientar meus alunos sobre o uso seguro dos celulares e da internet de forma geral;
Discuto com meus alunos questões envolvendo ética, direitos autorais e violação dos direitos privados dos colegas;
Oriento-os a estabelecerem contratos de uso dos celulares com todos os demais professores, esclarecendo que cabe a cada professor determinar a forma como os telefones celulares podem ou não ser usados em suas aulas.
O número de vezes que tenho que intervir para garantir o uso correto dos celulares cai progressivamente ao longo do ano nas classes dos primeiros colegiais e é mínimo nas classes onde os alunos já me conhecem.
Nunca houve nenhum caso de mau uso do celular onde as sanções precisassem passar do nível da advertência verbal e discreta.
Os relatos de experiências de professores com os quais tenho contato em projetos que participo, nas redes sociais e em oficinas de formação onde atuo como formador dão conta de resultados bem parecidos com os meus. Logo, não apenas a “teoria” sobre o uso pedagógico do telefone celular, como também a prática, têm mostrado que é possível, viável e recomendável que ele seja usado cada vez mais em nossas aulas.
Finalmente, aos professores que imaginam que proibir o uso do telefone celular por meio de leis, ou da proibição do aluno levá-lo à escola, poderá ser um meio “mais fácil” de lidar com o problema do seu mau uso, eu deixo aqui uma pergunta bastante razoável: não seria mais “profissional” da parte do professor educar ao invés de proibir?
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Referências na internet:
A Geração Interativa na Ibero-América: publicação do Educarede Ibero-Americano disponível em pdf para download. Conheça também o Projeto Gerações Interativas.
Projeto de Lei 2806/2011: Proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis nas salas de aula dos estabelecimentos de educação básica e superior.
Uso pedagógico do telefone móvel (Celular): artigo publicado nesse blog que discute possíveis usos pedagógicos do telefone celular nas salas de aula. Contém extensa sugestões de links e leituras.
(*) Para citar esse artigo (ABNT, NBR 6023):
ANTONIO, José Carlos. TICs, telefones celulares e a escolassaura, Professor Digital, SBO, 30 jan. 2012. Disponível em:
. Acesso em: [coloque aqui a data em que você acessou esse artigo, sem o colchetes].
FONTE: https://professordigital.wordpress.com/tag/tics/
Por Tião Rocha é fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, organização não-governamental que atua nas áreas de Educação popular e desenvolvimento comunitário sustentável.
Um boa educação exige bons educadores que pensam a educação como algo plural, que leva em conta "os saberes, os fazeres e os quereres" de todas as pessoas envolvidas no processo; uma educação que não exclua nem selecione, mas que respeite o tempo de aprendizado de cada um. "O bom educador é aquele que se propõe a ser um aprendiz, tem que aprender o outro, que é perceber a potencialidade do outro e dar as oportunidades para crescer... educação só existe no plural e tem que ter no mínimo duas pessoas (o eu e o outro). Se o professor e o aluno são pessoas diferentes, a relação entre eles tem que ser de iguais. Ou seja, não tem o que sabe mais ou o que sabe menos, não existe isso, são experiências distintas, pessoas distintas".
Cafuné pedagógico - "É uma coisa simples: só dá cafuné para o outro quem aprendeu a ter cafuné na vida. É criar acolhimento para aqueles que ainda não tiveram isso. Todos nós precisamos de colo. Quanto mais produzir afetos, generosidade, mais as pessoas vêm. Eu não conheço nenhuma criança que possa ter aprendido e se desenvolvido plenamente na base do castigo. Agora, eu conheço centenas de milhares que aprenderam e cresceram cidadãos plenos à base do afeto".
Quebrar as paredes - Mas o que seria essa escola do futuro? Para Viana, uma escola bem diferente da que temos hoje. "Se a gente não mudar o jeito de ensinar, não adianta. Não é questão de verba, é questão de mudar efetivamente, romper, quebrar com essa grade curricular, quebrar as paredes que estão dentro escola", afirma.
"Hoje as crianças têm um currículo que metade das informações são inúteis. Ou então ele aprende um monte de gramática, mas não aprende a gostar de ler. O aluno fingindo que aprendeu, o professor finge que ensinou, a escola finge que existe, o Estado finge que paga e nós estamos pensando que essa educação forma. Ela finge que forma"