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Edição de quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Apesar da recomendação do Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça da Educação, para que o Colégio Hipócrates não efetive matrículas para a unidade do Jardim Luna, o estabelecimento começou a receber o cadastro dos alunos para o ano letivo de 2010. Segundo a direção da escola, o estabelecimento recorreu da decisão que proíbe o funcionamento este ano na Justiça. "Nós queremos resolver esses impasses para podermos reorganizar tudo, e estamos recebendo novos alunos porque recorrermos da decisão judicial", afirmou Zuleide Porfírio, diretora pedagógica da unidade Jardim Luna.
Estabelecimento tem anunciado em propaganda a abertura de vagas para 2010 Foto: Fabyana Mota/ON/D.A Press.
O colégio é acusado de funcionar de forma irregular e de apresentar problemas graves como número excessivo de aulas vagas decorrentes da falta de pagamento dos salários de professores, atraso na entrega de material didático, ausência de responsável, mudança
constante de diretores e problemas relativos à conservação e higiene do prédio.
Socorro Pinto, coordenadora da Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar da secretaria de Educação (Geage), informou que todos as denúncias foram apuradas e constatadas as irregulares, agora depende apenas da decisão do conselho. "Os encaminhamentos foram realizados e todo o processo está na secretaria estadual de educação a qual deverá tomar as providências cabíveis", disse.
A recomendação do Ministério Público, de impedir as matrículas de novos alunos, tem caráter preventivo e cautelar e visa proteger pais e estudantes frente às denúncias de irregularidades encaminhadas ao Conselho Estadual de Educação. Para Odésio Medeiros, presidente do Sindicato dos Proprietários de Escolas Particulares da Paraíba, o fechamento do Colégio Hipócrates seria doloroso e lamentável. "Não se pode fechar uma instituição de ensino a toque de caixa, ainda mais em um País como o nosso onde existe um grande número de analfabetos. É uma situação dolorosa e lamentável", concluiu.
Devido a uma série de irregularidades apontadas pelo Ministério Público, muitos pais estão retirando os filhos da escola temendo prejuízos futuros no aprendizado em função da instabilidade da instituição e das condições pedagógicas e de infraestrutura. "Ninguém sabe se vai continuar funcionando ou não, então, vou procurar imediatamente um outro colégio para evitar de transferir depois", disse uma das mães que preferiu não ter o nome revelado. Uma outra mãe afirmou que a proposta pedagógica estava muito aquém do esperado e que a insatisfação com o ensino foi o principal motivo para escolher uma outra escola para sua filha. "Estava muito desorganizado, não havia mais disciplina nem infra-estrutura adequada", revelou Carla Florentino (nome fictício).
Sebastião Vieira, presidente do Conselho Estadual de Educação, órgão responsável por julgar o processo em trâmite contra o colégio, afirmou que o processo será julgado após o dia 21 deste mês, data do retorno das atividades do conselho. "Estamos aguardando o parecer da relatoria para poder votar pelo fechamento ou não do colégio e, essa decisão só deve acontecer depois do recesso do conselho", afirmou.
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