quarta-feira, 3 de maio de 2017

Por que tiraram a Dilma?

Temos só 516 anos de história e esquecem dos golpes e crises que passamos. Talvez não seja muito relembrar de 2 em 2 dias que esta Presidenta não tem acusações e isto é sabido pelo mundo.
Dilma sofre um bombardeio de quase todos os lados:
- corruptos querem tirar Dilma porque ela quer acabar com a corrupção.
- médicos querem tirar Dilma porque ela quer acabar com a falta de médicos.
- judiciário quer tirar Dilma porque ela vetou aumento de salário deles.
- mídia quer tirar Dilma porque ela redistribuiu as verbas publicitárias.
- americanos querem tirar Dilma porque ela investe nos BRICS.
- investidores especulativos querem tirar Dilma porque ela junto com os BRICS terão moeda forte diferente do dólar.
-MBL, VPR e revoltados querem tirar Dilma porque eles representam corporações como a família Koch.
- família Koch quer tirar Dilma porque lhes interessam "gratuitamente" as riquezas do Brasil.
- petrolíferas estrangeiras querem tirar Dilma porque querem levar o pré-sal.
- empresas querem tirar Dilma porque ela cobra sonegação.
- FIESP quer tirar Dilma porque ela defende os trabalhadores.
- evangélicos querem tirar Dilma porque ela atende a todas as minorias.
- bancada da bala quer tirar Dilma porque ela é contra o armamento.
- indústria farmacêutica quer tirar Dilma porque ela investe em pesquisa nacional.
- planos de saúde querem tirar Dilma porque ela investe no SUS.
- escolas particulares querem tirar Dilma porque ela investe na escola pública, nas escolas técnicas e nas universidades.
- latifundiários querem tirar Dilma porque ela disponibiliza terra para quem quer plantar.
- madeireiros clandestinos querem tirar Dilma porque ela quer acabar com devastação na Amazônia.
- grandes fazendeiros querem tirar Dilma porque ela quer regularizar terras indígenas.
- classe média mais alta quer tirar Dilma porque ela ajuda as classes menos favorecidas com mais oportunidades.
- bancos querem tirar Dilma porque ela quer aumentar taxa sobre ganhos altíssimos dos bancos.
- classe extremamente alta quer tirar Dilma porque ela quer taxar grandes fortunas.
- estudantes ricos querem tirar Dilma porque ela possibilitou estudo aos pobres.
- elite do sul e sudeste quer tirar Dilma porque ela deu novas esperanças para o norte e nordeste.
- coronéis querem tirar Dilma porque ela liberta a população do voto cabresto.
- parte da classe média quer tirar Dilma porque fiéis a mídia conservadora, acreditam em mentiras.
- classe média que acredita ser alta quer tirar Dilma porque não aceita ascensão de outras classes.
- elites querem tirar Dilma porque tem preconceitos contra as minorias (mesmo que maioria em números) que tem sido valorizadas.
- Bolsonaro e todos que ele representa querem tirar Dilma porque ela é contra qualquer tipo de violência.
- "família tradicional" quer tirar Dilma porque devem favores a quem é golpista e que cedeu favores a estas família como grilagem de terras, aposentadorias indevidas, concursos com cartas marcadas, furar filas de esperas, perdoar multas, sonegar dívidas, aprovar projetos...
- Tiririca e todos que ele representa querem tirar Dilma porque eles ficaram abestados.
- oposição quer tirar Dilma porque não tem projeto de governo melhor.
- oposição quer tirar Dilma porque ela e Lula fizeram bons governos e eles terão poucas chances nas urnas.
- oposição quer tirar Dilma porque eles perderam por 4 vezes e não conseguem cumprir o que prometeram para quem os financiou.
- oposição quer tirar Dilma porque as investigações chegaram neles.
E quando querem tirar Dilma, querem tirar o Lula e toda a esquerda, porque o que está em jogo para estes é o que eles "perdem" (mesmo que ganhem de outra forma, "não vem ao caso"), mas sempre pensando só neles, SOMENTE NELES.

( Marcelo Schmitt - 01/05/16 )

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

tecnologias da informação e comunicação - TICs

TICs - tecnologias da informação e comunicação

 

"A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje"  Marcia Padilha Lotito


TICs - Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem esta ferramenta!

Entre os estudantes a chegada dos computadores, da internet, celulares, datashow, notebook, netebook, emails, blogs em sala de aula traz  uma inquietação. Parece que, o seu mundo está sendo invadido não só pela família, mas, também pela escola. Encontra-se resistência para informar dados como seu email, a socialização de seu produto pedagógico em blog, não entende como, um professor poderá usar deste equipamento a serviço do conteúdo. Isto é normal, pois ainda é novo, confuso, incompreensível, pensar que a união da tecnologia com a escola  surgem oportunidades de ensino significativas.

"Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas". "...expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos?"

TICs -  fundamentais para aprender mais e melhor! 

Contudo, preste atenção: os resultados são melhores quando é considerada a didática específica de cada área.

 Confira mais no link abaixo: 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Como melhorar o metabolismo de sua tireoide?




A glândula tireoide tem grande importância para a nossa saúde.
Se ela não funcionar bem, o organismo ficará bastante perturbado.
A tireoide produz hormônios essenciais para que tenhamos energia e disposição.
Esses hormônios são responsáveis ​​por controlar o ritmo de muitas atividades realizadas pelo organismo.
Entre essas atividades, estão a velocidade de queima de calorias e os batimentos do coração.
As doenças que atingem a tireoide afetam aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo, porém mais da metade dos casos não são diagnosticados.
No Brasil, cerca de 15% da população sofre com problemas nessa glândula, sendo uma das doenças que mais atinge os brasileiros, principalmente as mulheres, de acordo com o censo do IBGE.
A alimentação desempenha papel fundamental para a prevenção e o combate de problemas na tireoide.
A principal causa de problemas na tireoide é o iodo.
Às vezes é por falta desse nutriente, outras vezes por excesso
Quando é por falta de iodo, temos o hipotireoidismo.
E o excesso, o hipertireoidismo ou, o que é pior, câncer de tireoide.
Aqui no Brasil, a população está consumindo muito iodo.
Isso se deve ao exagero do consumo do sal comum.
Foi por isso que a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou uma resolução obrigando os fabricantes de sal a diminuir a quantidade de iodo.
A melhor forma de obter iodo sem exagero é pelo consumo de frutos do mar, verduras escuras e frutas.

Agora você vai saber quais os melhores alimentos para a tireoide:
1. Peixe

Crie o hábito de comer peixe, principalmente de águas frias e profundas do oceano.Além de ricos em ácidos graxos ômega-3, são excelentes fontes de iodo, fundamental para o funcionamento da glândula tireoide, bem como de minerais como selênio e magnésio.
Atenção!
O mercúrio pode ser encontrado em níveis elevados em alguns tipos de peixe, como o peixe-espada, o atum e o espadarte (peixes de água profunda).
A Food Standards Agency do Reino Unido aconselhou as mulheres grávidas e as crianças a não consumir esses tipos de peixe, pois o mercúrio pode danificar o sistema nervoso do feto e aumentar o risco de envenenamento em crianças pequenas.
Os peixes com maior teor de mercúrio são o cação, o peixe-espada (branco e preto), o espadarte e o atum.
Os peixes grandes e predadores de águas profundas são mais ricos em mercúrio do que os peixes pequenos.
Por isso, é bom evitar os peixes anteriormente citados (não comer mais de duas vezes por semana) e o fígado de todos os peixes, bem como preferir os peixes pequenos. Esta regra é válida sobretudo para as mulheres grávidas.
2. Alimentos ricos em iodo

O iodo é necessário, em pequenas quantidades, para a função da glândula tireoide, assim como para o metabolismo das gorduras, produção de hormônios sexuais e uma série de processos bioquímicos.
Cãibras musculares, dores de cabeça, depressão, pés frios, mãos geladas e ganho de peso podem ser sinal de deficiência dessa substância. Deficiências de iodo podem aumentar a suscetibilidade para doenças como câncer de mama e pólio.
Alguns alimentos ricos em iodo:

frutos do mar; algas marinhas; sal integral; caldo de peixe caseiro; abacaxi; alcachofra; aspargos; verduras de coloração mais escura.
Para que possa ser utilizado pelo organismo, o iodo requer níveis adequados de vitamina A.
O iodo em excesso pode ser tóxico para o organismo, por isso não se recomenda o consumo excessivo de algas ou de sal iodado (o sal comum, que a maioria dos brasileiros consome).
Considerações sobre as algas

Quanto às algas marinhas, embora elas sejam ricas em iodo e uma série de outros minerais, seu consumo excessivo pode causar intoxicação pelo próprio iodo.
Além disso, algumas pessoas não têm a enzima capaz de digerir o carboidrato complexo presente nas algas e muitas algas comerciais são tratadas com pesticidas e fungicidas durante o processo de secagem e armazenamento, razão pela qual é importante se conhecer os métodos utilizados pelo fabricante da alga.
Por fim, recomenda-se deixar as algas in natura de molho por um período de 6 horas, a fim de auxiliar a digestão.
3. Caldo de cabeça de peixe

Prepare caldo de peixe em casa, à moda dos nossos ancestrais, utilizando carcaça e cabeça, ricas em minerais, inclusive iodo. Além disso, a cabeça de peixe é fonte direta de hormônios da tireoide, além de outras substâncias que nutrem essa glândula. Quatro mil anos atrás, os médicos chineses rejuvenesciam seus pacientes idosos com sopa feita com a tireoide de animais. Segundo os textos antigos, esse tratamento ajudava os pacientes a se sentir remoçados, com mais energia e capacidade mental.
Na Inglaterra do período vitoriano, os médicos prescreviam sanduíches especiais de tireoide crua para seus pacientes mais doentes. Esse sanduíche não oferece o menor apelo ou atração para nosso paladar, mas as sopas e os molhos feitos com caldo de peixe caseiro são uma delícia! Um “remédio” impossível de recusar!
4. Ova de peixe
Inclua ovas de peixe na sua alimentação. As ovas sempre foram valorizadas pelos povos primitivos pela sua capacidade de prevenir problemas da tireoide, promover a fertilidade e nutrir mulheres grávidas e crianças em fase de crescimento.
5. Verduras cruas
Algumas verduras cruas contêm substâncias naturais chamadas glucosinolatos, que podem interferir negativamente na produção de hormônios da tireoide. Entre essas verduras estão repolho, brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor e espinafre. Para neutralizar esse efeito potencialmente prejudicial à tireoide, basta cozinhar essas verduras, ligeiramente, no vapor, em água ou em sopas. Ocasionalmente, pode-se – e até se deve – consumir essas verduras cruas, pois somente quando cruas elas têm importantes propriedades anticâncer (por causa daqueles mesmos glucosinolatos, que são neutralizados pelo cozimento). A sabedoria está em não consumi-las cruas diariamente, mas sim ocasionalmente.
Lembre-se: prefira as verduras sem agrotóxico ou, na impossibilidade de tê-las, está uma receita que, pelo menos, diminuirá a presença de venenos agrícolas.
6. Grão, cereais e sementes integrais
Consuma grãos, cereais e sementes integrais que tenham sido deixados de molho por 7 a 24 horas, em água com gotas de limão ou 1 colher (sopa) de soro de iogurte. Faça isso com feijão, arroz integral, grão-de-bico, lentilha, trigo, aveia e todos os grãos e cereais que você consumir. Esse procedimento neutraliza substâncias potencialmente prejudiciais à tireoide, denominadas antinutrientes. O único grão que não obedece a essa regra é a soja, pois seus antinutrientes não são neutralizados por tais procedimentos. Por essa razão, seu consumo deve ser evitado ao máximo.
7. Sal integral
Consuma sal integral, ou seja, que contém iodo na sua forma natural. Os melhores são o sal do Himalaia e o sal de Guérande (vendem-se em delicatessens, em lojas de produtos naturais e em bons supermercados).
8. Sol
São muito importantes a atividade física e os banhos de sol. O sol é fonte de vitamina D. E um estudo provou que os níveis de vitamina D eram significativamente mais baixos em pessoas que sofrem de hipotireoidismo.

9. Óleo de coco

O óleo de coco é excelente para a tireoide, especificamente para o hipotireoidismo. No livro "Óleo de Coco, a gordura saudável", do dr. Wilson Rondó, encontramos a seguinte informação:- O óleo de coco melhora a função da tireóide.Quando as pessoas com hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônio tireoidiano) começam a consumir o óleo de coco, elas frequentemente referem aumento de energia pela melhora da função tireoidiana.
Muitos individuos que sofrem com problemas de tireoide são capazes de eliminar a medicação para tireoide até completamente quando começam a consumir óleo de coco. Obviamente você não deve nunca suspender a medicação sem consultar seu médico.
10. Abacaxi
O abacaxi contém em abundância a bromelina. Essa enzima reduz a inflamação, por isso ajuda em alguns distúrbios da tireoide

E OS VILÕES DA TIREOIDE

Minimize o consumo de açúcar e farináceos, pois altos níveis de açúcar no sangue podem desregular o funcionamento desta glândula. Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

Fonte: www.curapelanatureza.com.br

Sinais ocultos de Alzheimer e como previnir a doença





O mal de Alzheimer se desenvolve lentamente e, por isso, muitas famílias acabam não sabendo se o problema de esquecimento é resultado da doença ou é apenas a velhice.

Sinais de alerta para esta terrível doença:

1. Perda de memória: esquecer ocasionalmente nomes é normal, mas quem tem Alzheimer esquece cada vez mais coisas ao longo do tempo.

2. Dificuldade em realizar tarefas do cotidiano.

3. Problemas com a linguagem: o vocabulário fica cada vez mais curto e difícil de compreender.

4. Sensação de que está perdido e sozinho, mesmo em meio à família.

5. Comportamentos estranhos, como sair de casa com roupas íntimas.

6. Passividade: quem sofre de Alzheimer tende a esquecer as coisas que gostava de fazer e acaba ficando muito tempo sentado em frente à televisão.

7. Problemas de raciocínio para executar simples tarefas, como usar um cartão de crédito ou preencher uma folha de cheque.

8. Perda do senso, como colocar as chaves no congelador.

9. Mudança repentina de humor, indo da calma à fúria sem nenhum motivo.

10. Tristeza cada vez maior.

"Uma pessoa bastante idosa pode esquecer frequentemente onde deixou as chaves.Mas alguém que sofre com Alzheimer, quando encontra o que está perdido, não faz ideia do que se trata".

Como podemos prevenir esse mal?

Etimular a mente com jogos como xadrez e palavras-cruzadas...

Há uma estreita relação entre o cérebro e a saúde do coração. Ou seja, à medida que se aumenta o risco de doença cardiovascular, também se aumenta o risco de Alzheimer. Portanto, tudo o que diminui o risco de problemas cardíacos, também previne a doença do esquecimento.

O que evitar para ficar mais protegio?

1. Fumo: os fumantes têm o dobro de chances de desenvolver Alzheimer.

2. Colesterol ruim alto, que dificulta a circulação em todo o corpo.

3. Pressão arterial elevada

4. Obesidade

5. Diabetes

6. Gordura de origem animal em excesso

7. Bebida alcoólica em excesso

Medidas de proteção contra a doença:


- Exercício físico

- Dieta baseada em frutas e legumes

- Consumo adequado de antioxidantes como ômega 3 e vitaminas C e E
.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O Começo da Vida



A HUMANIDADE SÓ SERÁ MELHOR SE CUIDARMOS DA PRIMEIRA INFÂNCIA...EU TAMBÉM ESTOU NESSA DE LEVAR ESSE MOVIMENTO DO FILME E A CAUSA PARA MAIS PESSOAS NO BRASIL E NO MUNDO




O Filme "O Começo da Vida" iniciou um movimento pela causa da primeira infância, período que vai do nascimento aos seis anos, para mostrar a importância dos primeiros anos de vida na formação de cada indivíduo, pois a Ciência nos traz evidências de que o pleno desenvolvimento no começo da vida é essencial para a construção de uma sociedade mais justa. Acreditamos que mudar o começo da história é mudar a história toda.
O documentário retrata famílias de diferentes culturas, nacionalidades e realidades socioeconômicas revelando aquilo que nos torna diferentes e o que é essencial para todos. É uma produção da Maria Farinha Filmes, com direção de Estela Renner, e percorreu os quatros cantos do mundo para mostrar que os primeiros anos na vida da criação são cruciais para uma sociedade mais justa e fraterna. O filme está sendo exibido na plataforma VideoCamp e na Netflix.
Refletamos junt@s, enquanto sociedade: será que estamos cuidando bem deste momento único da vida que determina tanto o presente quanto o futuro da humanidade? “Como posso contar bem aventurança se o começo da vida não é levado em conta?”
As relações mãe, pai, filho e a importância desses vínculos para o bom desenvolvimento da criança.
O universo conspira para que haja uma mudança significativa na relação pais e filhos. Ser pais que estão aí para os filhos em todas as horas, pais humanizados, empoderados e participativos, é não esta à toa no mundo.
Pensar na infância dos nossos filhos, na infância que tivemos, poder conversar abertamente com nossos pais e conhecer suas histórias, apenas torna-nos mais fortes e menos preconceituosos diante da diversidade da vida
“Os seres humanos aprendem mais – e mais rápido – da gestação aos três anos do que em todo o resto de suas vidas”
A gente não pode ser pai, sem antes ser filho, sem antes ser neto. A gente constrói a nossa vida, a nossa percepção do mundo em acordo com o modo em que fomos apresentados ao mundo e nossos guias são os pais, a família. Passar valores não é “fulaninho você tem que fazer tal coisa como eu faço”, e sim permitir que essa criança observe, absorva e participe ativamente da família. Entender que tudo é aprendizado para a criança. O contato, o brincar, o tempo, a contemplação, a birra tudo é instrumento para o fortalecimento cognitivo e emocional da criança. A infância é tão fundamental na construção do ser humano e, ao mesmo tempo, passa tão rápido que por vezes deixa de ganhar a devida importância. Criança precisa de cuidado e não de negligencia.
Qualidade precisa de quantidade, afeto cura e educa, diálogos olhos nos olhos fazem toda a diferença, entrar no mundo infantil é participar ativamente e contribuir para o fortalecimento da segurança da criança no universo.
A percepção de que o mundo possui os dois lado ou até mais é necessaário na formação do ser humano.Por isso é importante a participação do pai na apresentação do mundo além da visão da mãe, no enraizamento pelo contato com os avós, a sensação de pertencimento a algum lugar, o valor do lúdico, o brincar livremente e sem o condicionamento do adulto, permitir o uso do espaço e do nele contido para a criança criar, a importância do exemplo, o comprometimento das famílias com os pais da criança e com a própria criança, que família vai muito além das figuras mulher e homem, e, claro, o papel fundamental da sociedade (governos, entidades, organizações não governamentais, pessoas de bem) no levante para desencadear a transformação que o mundo reclama.

“Nossos bebês são lindas sementes e é nosso papel, enquanto sociedade, preparar o solo e tornar a terra fértil para ver brotar e florescer todo o seu potencial.

A seguir, entrevista da psicalista Vera Iaconelli sobre as relações mãe, pai e filhos. Vera é uma das especialistas que dão seu depoimento no filme “O Começo da Vida”. Neste post, Vera discute temas como as novas estruturas familiares, a maternidade, a paternidade e os preconceitos que ainda persistem nessas relações.
Fundação Maria Cecília Souto Vidigal – No filme “O Começo da Vida”, você faz vários depoimentos. Em um deles você define bem as relações mãe, pai, filho e a importância desses vínculos para o bom desenvolvimento da criança.
Vera Iaconelli – Bate-se muito na tecla mãe e bebê, mas existe o pai e outros agentes do entorno para participar do desenvolvimento da criança. No caso do pai, ele é o lastro e o trampolim para a coletividade, porque mostra à criança que a vida vai além da mãe. Ainda vivemos uma idealização feroz da maternidade e, ao mesmo tempo, uma desconstrução de alguns paradigmas. No entanto, temos de saber a medida certa, tomar cuidado para não exagerar, não normatizar, para não trocarmos simplesmente uma norma por outra.
FMCSV – Uma idealização que ressalta a mãe supermulher, que dá conta de tudo…
VI – Exatamente. Fantasia-se demais sobre essa figura, colocando o bebê sob seus cuidados, desonerando todos os outros da responsabilidade pela criança, seja o pai, os familiares ou o Estado. É claro que existem interesses econômicos em jogo aí também. Há também uma visão de pais e mães como heróis, uma idealização que nos é muito cara, porque esses pais e mães acabam tendo muita dificuldade de sair desse lugar narcísico. Essa onipotência cria dificuldades para fazermos pelos nossos filhos o que é possível em uma conjuntura social que é individualista. Hoje os pais de diferentes famílias não se ajudam, não trocam. Quando acontece algo com os filhos, eles correm até o especialista, fazem pesquisas na internet, mas não se conversam. Não se colocam entre pares.
FMCSV – No caso da mãe, parece que essa idealização é mais potencializada
VI – O nascimento do bebê é a fase onde essa idealização é mais clara. Ouve-se muito que ser mãe é alcançar a plenitude da mulher, que ao olhar para o recém-nascido ela pensa “sempre te amei”. Mas a realidade não é essa. O bebê é desconhecido até nascer e leva um tempo para vir a sê-lo. Nem a mãe, nem as pessoas a sua volta entendem, de fato, o que é o parto, ter um bebê, adotar uma criança. Tudo isso é um estranhamento natural estrutural necessário. Além disso, a mulher passa por uma série de experiências muitas vezes traumáticas. Várias mães sofrem violência obstétrica, passam por constrangimentos, em alguns casos, são medicadas sem necessidade, atos que denotam negligência sobre o corpo da mulher porque acontecem dentro de uma instituição que, a priori, deveria cuidar dessa mãe. Tudo isso dificulta o encontro delicado entre mãe e bebê. Não esqueçamos que essas experiências também têm efeitos sobre os pais, embora nunca se fale disso.
FMCSV – Falando em pai, como ele fica nessa história? Cada vez mais há o entendimento de que ele deve participar de tudo, desde o pré-natal, mas nem todos ainda aderiram a essa postura.
VI – Muitos ainda acreditam que o papel do pai é “ajudar” a mãe. Na verdade, ele tem o mesmo compromisso de cuidar da criança. Precisamos conscientizá-lo disso. Historicamente, os homens são criados para acreditar que não têm competências para a paternidade. Na infância, por exemplo, não são autorizados a brincar com bonecas, de casinha, ainda que o desejem. A maneira como são educados dá a entender que essas tarefas são pouco viris, que não são coisas de homem, mas na vida adulta são cobrados a participar, o que é um paradoxo. Eles têm de aprender como ser pais e muitos sofrem preconceitos. Aqueles que ultrapassam essa barreira, às vezes têm de vencer outra: o ressentimento da mãe que acha que ela deveria dar conta de tudo sozinha, ou seja, que uma boa mãe não precisaria de ajuda para cuidar do filho. Isto tem efeitos sobre o casal, pois a entrada do homem nos cuidados com a criança pode ser atrapalhada, especialmente se o pai sabe como agir, quando esbarra na fantasia de onipotência da mãe, essa idealização de perfeição que ela carrega. Nesse desencontro, muitos casais se separam ou ficam estremecidos. Quando os casais se dedicam aos filhos equilibradamente, as chances da relação dar certo são bem maiores. Ainda há muita confusão nessa comunicação entre mãe e pai, mas a tendência é melhorar. Por isso, é essencial que existam políticas públicas que apoiem as famílias, oferecendo condições para que assumam os seus papeis.
FMCSV – No filme “O Começo da Vida” você chama atenção às novas configurações familiares e como é importante vencer preconceitos.
VI – Com certeza. O preconceito é algo que perpassa a todos e que precisa ser enfrentado diariamente. A arte e a ciência têm importante papel na mudança desse olhar, transformando mentalidades e legitimando as novas configurações. Cada vez mais as pessoas estão trabalhando esses conceitos de família e não tem como ser diferente porque as crianças que vivem nelas estão aí, dando certo. Não adianta mais bater na tecla de que isso não funciona, porque funciona, sejam casais homoafetivos, pais solteiros, crianças criadas por avós ou em instituições. Estamos no momento de sustentar tudo isso para que a criança sinta que de onde ela vem é um lugar digno. Se a família é a catapulta para o coletivo e se o coletivo não acolhe essa criança, é porque nós estamos errados, sendo preconceituosos. As condições para criar uma criança não passam pelo casal heterossexual. Para gerar um filho precisamos de um homem e de uma mulher nascidos como tais, mas isso não diz nada do gênero (homem, mulher, trans…) ou da orientação sexual (hetero, homo, bi…). Não existe vínculo masculino, feminino, homossexual ou heterossexual. Existe, e tem que existir, afeto, amor, diálogo e respeito.

Vera Iaconelli é psicanalista, mestre e doutora em psicologia pela USP, autora do livro “Mal-estar na maternidade” (Annablume, 2005), diretora do Instituto Gerar de psicologia perinatal e parental e membro do fórum do campo lacaniano.

Um apelo: Assista!
http://ocomecodavida.com.br/








quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Processo de Escolha de Diretor(a) Escolar



Processo de Escolha de Diretor(a) Escolar: Democracia Representativa X Democracia Participativa
Por Maria do Socorro de Oliveira Pinto Patrício – Pedagoga


Reivindicar a democratização da educação pública deve ser uma bandeira de luta dos profissionais da educação. Nos diversos recantos do País, há muitas formas de escolher um diretor escolar que perpassam a indicação pura e simples feita pela classe política, passando pela indicação por meio de lista tríplice, concurso para gestores e eleição direta por meio do voto da comunidade escolar. Nesse sentido, as associações de profissionais dos vários segmentos têm alargado os seus fins para além dos objetivos sindicais e corporativos, buscando ser instrumento de conscientização da categoria para a mudança da sociedade no sentido de uma maior participação e autonomia da comunidade escolar.
À luz da concepção de gestão escolar instituída na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9.394/96, acabar com processo de escolha do diretor escolar pelo voto pode ser um retrocesso. Isto, se não evoluirmos da concepção de democracia representativa para a democracia participativa. Retroceder vai de encontro a uma ordem constitucional.
A Constituição Federal estabelece no Art. 37, Parágrafo V, que as funções de confiança (direção, chefia e assessoramento) devem ser exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira. Por sua vez, o artigo 206, inciso VI, nos garante a efetiva gestão democrática na educação pública.
A participação é um elemento essencial da democracia. Gestores, professores, funcionários, alunos, pais e demais membros da comunidade têm diferentes papéis no processo educativo. Alguns elementos constitutivos de uma gestão democrática:

• Conselho escolar atuante e fortalecido, que acompanhe a vida da escola e do aluno, atuando no cuidado com a aprendizagem e no combate à evasão escolar.

• Incentivo à participação das famílias, não apenas em reuniões periódicas, mas em decisões que afetem a vida dos alunos, como obras na escola, uso de uniforme e definição de normas de organização e disciplina.

• Incentivo e fortalecimento de possibilidades de participação de alunos em atividades socioculturais ou voltadas para a participação na gestão escolar.

• Formas diversas de decisão coletiva no que diz respeito às práticas pedagógicas da escola.

Exercer a cidadania e favorecer a democracia participativa dá trabalho, consome recursos e tempo. Aprofundar a democracia e transformá-la no meio de revolucionar o país, conduzindo-a a realidade sócio-política por intermédio de um genuíno processo democrático vai exigir muito de todos nós em tarefas de organização, discernimento, criatividade, solidariedade e civismo.
Em passado remoto, a sociedade e a educação brasileira tiveram um período negro e autoritário marcado pela indicação política como, por exemplo, a forma de escolha do diretor(a) escolar. Com a redemocratização do País a partir da década de 80, a forma de eleição direta por meio do voto da comunidade escolar foi uma conquista de todos. Da década de 90 até hoje, os diversos processos de escolha de diretor(a) escolar tem sido marcados por contradições e pelo aprofundamento de estudos de concepções de gestão escolar de caráter gerencial ou de caráter empresarial, com referenciais teóricos para a organização do trabalho pedagógico
A democracia é soberania popular, é construção de uma comunidade participativa, é igualdade. “Uma verdadeira democracia é um processo que implica não só modificações políticas, mas também modificações econômicas e sociais.” (COUTINHO, 2000, p.129). E a escola é uma instituição necessária para a democratização da sociedade, cabendo a ela fazer com que os alunos se apropriem do conhecimento.
A concepção gerencial da gestão escolar, mesmo utilizando-se de práticas eleitorais da democracia representativa com a escolha dos gestores feita através do voto, como foi o caso das escolas públicas do Estado da Paraíba e do Município de João Pessoa até recentemente, contribuía e reforçava a forma contraditória de reprodução social das relações de dominação no interior da escola, historicamente determinadas pela forma do trabalho capitalista.
Se quisermos encontrar alternativas à atual situação, a sociedade precisa gerar novas organizações e valores, criar estruturas e formas de manifestação e expressão de interesse da maioria dos cidadãos, fora do atual quadro de poderes manipuladores da opinião pública. Para passar da democracia representativa, mediada pelos interesses econômicos e grupos políticos que são a sua expressão, à democracia participativa, é preciso ir muito além da participação na votação periódica de dois em dois anos ou equivalente. Para conseguir que a maioria das pessoas se motive e trabalhe na procura das soluções que lhe interessam, faz-se necessário a efetivação de mecanismos eficazes de participação no âmbito da escola e o comprometimento da prática escolar com seus resultados na vida social. Isto não se faz se não for por intermédio de um Conselho Escolar atuante. Assim é que desvelarão os caminhos da melhoria da qualidade de ensino que se almeja.
João Pessoa, 08 de Dezembro de 2016.

sábado, 12 de novembro de 2016

RETROCESSO NA DEMOCRACIA BRASILEIRA ATINGE AS ESCOLAS PÚBLICAS


O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acatou duas ações do Ministério Público Estadual e julgou como inconstitucionais as leis do estado da Paraíba e do município de João Pessoa que tratam de eleições diretas para diretores e vice-diretores das escolas estaduais e municipais. A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça torna inconstitucionais a Lei Estadual nº 7.983/2006 e a Lei Municipal nº 11.091/2007, por subtraírem o direito, assegurado na Constituição Estadual, atribuído ao governador e ao prefeito em relação à escolha dos dirigentes dos estabelecimentos públicos de ensino.
“São inconstitucionais as hipóteses legais que estabelecem eleições diretas para direção de instituições de ensino mantidas pelo Poder Público, com a participação da comunidade escolar, por suprimir a prerrogativa privativa do chefe do poder executivo para prover cargo em comissão. Suprimidas dos ordenamentos jurídicos estadual e do Município de João Pessoa as hipóteses legais que impõem ao Governador do Estado da Paraíba e ao Prefeito do Município de João Pessoa a nomeação dos candidatos escolhidos pelas comunidades escolares para os cargos de diretores e vice-diretores, tornam-se inócuas as regras do processo eletivo, impondo a aplicação da técnica da inconstitucionalidade por arrastamento”, diz o acórdão do TJPB.
A ação de inconstitucionalidade das eleições partiu do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que aprovou o pedido de liminar com ação direta ele inconstitucionalidade suspendendo os efeitos da Lei de gestão Democrática nas escolas públicas que acatou um pedido da Procuradoria Geral do Distrito Federal, que por sua vez se baseou em representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do DF. Na avaliação do procurador, apoiada pelo voto do relator, “a Lei de Gestão Democrática alterou o regime constitucional de provimento das funções em comissão, já que a Constituição diz que a escolha independe de concurso público, bem como de qualquer processo de seleção, seja por meio de via eletiva ou em razão de concurso interno”.
O fato de a liminar não manter a obrigatoriedade do pleito não impede que o prefeito o faça, pois a Lei de Gestão Democrática, por sua vez, tem amparo na mesma constituição de 1988, em seu Art. 206, estabelece que o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: inciso VI – “gestão democrática do ensino público, na forma da lei”. Por sua vez, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), artigo 3º, inciso VIII, também garante que “o ensino será ministrado com base no principio da gestão democrática do ensino público”.
A nomeação e a eleição direta para escolha de gestores nas escolas municipais de João Pessoa acontecem desde o ano de 1999, pela Lei Ordinária Nº 8999, de 27 de dezembro de 1999, revogada pela Lei Nº 11.091, de 12 de julho de 2007.
É preocupante essa decisão. A justiça fere mortalmente o que mais defendemos que é a construção de gestões democráticas. O fato da comunidade escolar não poder mais participar desse importante processo pode resultar em medidas muitos graves e em um futuro breve poderemos ter escolas que enalteçam o preconceito, a intolerância, o conformismo, a “escola sem partido”. Esse livre provimento pode também atingir o cargo da carreira do magistério.
É retrocesso o que estão fazendo com a educação do nosso país. Com essa decisão, o critério deixa de ser o da competência para ser político. O cargo passa para a carreira política e qualquer cabo eleitoral poderá ser indicado.
Sou a favor da realização de eleições diretas para escolha dos diretores das escolhas públicas porque a Lei de Gestão Democrática estabelece critérios para o preenchimento dos cargos de direção das escolas. Para ser diretor, é preciso ser licenciado, pertencer à carreira do magistério, ter no mínimo dois anos de experiência, apresentar um projeto de gestão administrativa, pedagógica e financeira e fazer um curso de no mínimo 180 horas.
Não podemos ficar inertes. Temos que lutar contra essa onda conservadora que quer limitar o debate democrático nas escolas e isso passa pelas eleições dos gestores. A nossa democracia está se esvaindo pelo ralo. É chegada a hora de educadores e estudantes defenderem nas ruas o direito à democracia, para exigir dos deputados federais e senadores da Paraíba a aprovação de emenda constitucional, em caráter de urgência urgentíssima, no Congresso Nacional, que assegure a realização de eleições diretas para provimento de cargos comissionados nas diretorias de escolas públicas, com a participação da comunidade escolar.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

“Nunca tivemos uma geração tão triste”





“Nunca tivemos uma geração tão triste”

Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com a gente sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupou críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!

Excesso de estímulos
“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema 'bateu, levou', e a desenvolver altruísmo e generosidade.”
Geração triste
“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

Dor compartilhada
“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

Intimidade
“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”

Mais brincadeira, menos informação
“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”

Parabéns!
“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”
Conselho final para os pais
“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”

Fonte: M de Mulher



































quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Homenagem a Boa Ventura.avi


Pedro Pinto lembra da importância de Terezinha Óton para Boa Ventura



Recentemente Boa Ventura perdeu uma filha querida: a compositora do hino do município, a senhora Terezinha Oton. E como lembrou muito bem ao blog o senhor Pedro Pinto, ela era inteligente e sensível à arte e à cultura.

De acordo com o ex-prefeito, Boa Ventura Foi emancipada no ano de 1961, mas até o seu segundo mandato, ninguém tinha ainda despertado o interesse de festejar e nem criar uma música em homenagem a independência do município.

No ano de 1973, Pedro Pinto assumia a prefeitura e tinha nomeado Terezinha Oton para o cargo de tesoureira, assim como o fez em seu primeiro mandato, em 1965. “Então, como ela era inteligente e voltada muito à cultura, conversamos sobre festejar o dia da cidade com muita festa, e ela de pronto aceitou, bem como pensar em escrever um hino para essa festa”, disse Pedro ao blog.

Desafio lançado, Têca, como era carinhosamente chamada, preparou uma grande festa, juntamente com dona Paula Cordeiro e outras senhoras da comunidade, bem como apresentou a letra do novo hino de Boa Ventura ao então prefeito, que gostou e oficializou como sendo a composição da terra.

Pedro Pinto contou que foram muitos dias de festa e que era para descontar os anos que se passaram sem ser festejado. “Foi uma programação muito boa, com jogos de futebol, vaquejada, festa no prédio de seu Abraão Diniz e outras atividades”, lembrou.

Alguns anos atrás o jornalista Delcides Brasileiro publicou no folhadovali a seguinte matéria em homenagem a Terezinha Oton:

A autora do hino de Boa Ventura 50 anos depois da histórica composição

Neste dia primeiro de dezembro, data em que Boa Ventura comemora 50 anos de emancipação política, e a Prefeitura agendou uma programação festiva para comemorar a data, merece destaque a senhora Terezinha Oton de Carvalho, 84 anos de idade e autora do hino oficial do município, composto à véspera da publicação do ato de independência político-administrativa boaventurense, em 1962, assinado pelo então governador Pedro Moreno Gondim.

Nascida em Princesa Izabel, veio ainda pequena para Boa Ventura, onde, juntamente com os pais e irmãos, cresceu e plantou amizades, com seu jeito peculiar de cativar as pessoas. Ainda jovem e atraída pela magia da representação, e incentivada pelo seu professor Lindolfo Ramalho, um italiano dotado de sabedoria, deu alguns passos como atriz, contracenando em várias peças de teatro, escrita pelo seu estimado professor, com exibições sempre em frente à pequena igreja católica da época. “Lembro-me muito bem que cheguei a fazer um par romântico com Cláudio Arruda, que anos depois seria o primeiro prefeito eleito em nossa cidade. Era uma época muito boa, inocente e pacata”, recorda.

“Vivi o clima de emoção dos moradores quando da expectativa das notícias da capital dando conta da nossa emancipação, e nessa alegria sentida pelos moradores da vila de São Boa Ventura, com muita felicidade comecei a compor uma música em homenagem a minha terra de coração, que daí em diante tornou-se o hino do município, cantado por todos daqui até os dias atuais. No dia do anúncio oficial, teve uma grande festa e todos se abraçavam emocionados, ao som da homenagem que fiz” diz ela.

Terezinha Oton conta que ocupou alguns cargos importantes na administração municipal, como o de tesoureira em duas ocasiões, bem como a função de servidora responsável pela Junta Militar no município, até se aposentar em 1990. Em várias ocasiões, ela foi homenageada pela população e autoridades, pelo carisma e emoção ao transmitir em forma de música um resumo da história do município.

Hino de Boa Ventura:

Letra e Música – Terezinha Otto de carvalho 
Data da Composição – 02 de dezembro de 1973

Boa Ventura, teu nome é glória no porvir
Teu povo bravo,
Presta homenagem hoje a ti
No teu passado,
Com harmoniosa tradição
Tiveste assim Boa Ventura,
A tua heroica fundação
Boa Ventura, Foste a República da Estrela
Um fato histórico,
Em nossa terra assim ficou
Nos orgulhamos
E exaltamos a bravura
Do Coronel Zuza Lacerda
Que a Republica aqui fundou
Hoje teus filhos, comemora com emoção,

A data magna
Da tua emancipação
Torrão bendito
Que a todos nós vistes nascer
A te queremos até morrer
Com muito amor e gratidão

Congratulamos a esta terra estremecida
Boa Ventura tão querida
Recebe a nossa saudação.

FONTE:
http://itaporangapb.blogspot.com.br/2015/02/pedro-pinto-lembra-da-importancia-de.html

sábado, 28 de novembro de 2015

A alienação e a informação tendenciosa






Em nossos dias é essencial a formação de uma consciência reta sobre a informação. É necessário, sobretudo, que todos os interessados na utilização destes meios de comunicação formem retamente a consciência acerca de tal uso, em especial no que se refere a algumas questões acremente debatidas nos nossos dias. (Inter Mirifica, 5)

Alienação

A pessoa alienada não compreende que é o formador da sociedade e da política, e aceita tudo sem questionar, toma para si algo que não lhe pertence. Em nosso tempo, não se tem ética e nem escrúpulo em alienar a consciência do povo. Por exemplo, existem as agências de propaganda que sabem cientificamente como manipular a cabeça do povo mediante mensagens subliminares que age no inconsciente.

Imprensa tendenciosa</blockquote>

É perceptível que os veículos de comunicação – emissora de TV, Rádio, Imprensa impressa, Portal de internet e etc. – segue uma ideologia, segue uma linha política ou filosófica. Assim sendo, a informação sempre nos chegará a partir deste um foco ideológico peculiar de cada canal de notícias e informações.
Com isso, surge as manipulações de consciência ou alienação.
Exemplos de alienação e manipulações de informações ou notícias:
Manifestações do mês de julho – Uma bonita manifestação democrática, porém um exemplo de como a “massa” está alienada. Não houve mudança de consciência no povo. Resumindo, foi um jogo de interesses políticos, maus explicados, que fizeram as pessoas irem alienadamente para ruas. Muitos nem sabiam a intenção de estar nas manifestações. Foram manipulados por grupos ocultos de pessoas mal intencionadas.

Lobbys sociais
– Tendência geral da imprensa e da sociedade em incutir na cabeça das pessoas algo que não pertencem às suas consciências. Um prova disto, é que foram feitas algumas enquetes em sites e portais, que demonstraram que o povo é contra estes lobbys a favor do aborto, o casamento homossexual, liberação da maconha e etc. Mas mesmo assim é empurrado na consciência do povo, falsas verdades que se transformam em “leis”.
Ibope – O sobe e desce nos índices de aprovação dos políticos ou nas pesquisas de intenção de votos são produzidas mediante uma metodologia que manipula os dados em favor de “alguns”. Exemplo: Entre os muitos erros pesquisas nos últimos processos eleitorais, destaco a de prefeito de Curitiba, no qual o candidato que estava em primeiro lugar, segundo as pesquisas, nem chegou ao segundo turno. Um grande erro ou uma tentativa de manipulação?

Conclusão

Não podemos receber de forma passiva notícias e informações. Devemos ter uma consciência crítica, um filtro, diante de tudo que recebemos. Até mesmo na Igreja, em um curso de teologia, existem posições tendenciosas sobre seguimentos de linhas teológicas. Na dúvida fiquemos com o Magistério, com a voz do Papa, busquemos o verdadeiro pensamento da Igreja. Em tudo devemos ter uma reta formação de consciência para não ser mais um alienado na sociedade, e até mesmo dentro na Igreja.
Forte abraço,
Ademir Costa

FONTE:http://blog.cancaonova.com/diariodeumconsagrado/page/3/

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Projeto Leitura Giroler


A Escola Municipal de Ensino Fundamental Chico Xavier, localizada no Bessa, João Pessoa-PB, através das professoras Elzira Maria Fonseca de Lucena Costeira, Risolene Dantas Maia, ambas da Biblioteca, e da Orientadora Educacional Eliane Barbosa, bem como das Professoras/Tutoras Cristiane Pereira Soares da Silva e Diana Lisboa da Silva, está de parabéns pela iniciativa do Projeto Giroler, implantado na escola com o objetivo de desenvolver no aluno o gosto pela leitura e pela escrita, visando à construção e à formação de cidadãos reflexivos e leitores autônomos.



O projeto visa ainda diversificar a leitura com vários gêneros literários,previamente selecionados




O projeto será iníciado desenvolvendo o gênero poesia em cordel




Na apresentação do projeto, a metodologia teve boa aceitação da parte dos alunos que assimilaram a proposta da produção textual, uma vez que escrita e leitura são atividades indissociáveis.

Apresentação de vídeo sobre cordel

A professora/Tutora Cristiane e a Supervisora Escolar Socorro Pinto

Alunos do 8º e 9º Anos e a equipe responsável pelo projeto


Alunos do 8º e 9º Anos e a equipe responsável pelo projeto


Equipe responsável pelo Projeto



Professoras Cristiane e Diane

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Aceitação sem conformismo é o primeiro passo para a felicidade




Há momentos na vida, onde tudo parece estar perfeito, maravilhoso, melhor que o sonhado. Muitos desses momentos têm continuidade e nos permitem experimentar esta sensação de alegria profunda e realização, outros não. Alguns desses momentos são subitamente interrompidos por causas inesperadas, fatos inusitados e circunstâncias inimagináveis.

Uma amiga acaba de perder o bebê aos dois meses de gestação. Somente as mães compreendem em profundidade a dor oriunda de uma situação como essa. Nós exercitamos a empatia e imaginamos o que significa, mas por mais que nos sensibilizemos não podemos experimentar a mesma dor.
É conhecida a frase: a dor é inevitável, o sofrimento opcional. Nessas circunstâncias não é bem assim; para uma mãe ou futura mamãe que perde um filho em gestação, o sofrimento não é opcional, é uma realidade inevitável. Nessas circunstâncias, a frase deve ser adaptada para: “a dor é inevitável, a forma de enfrentar o sofrimento é opcional!”.
Há circunstâncias na vida onde não possuímos controle ou possibilidade de interferência ao ponto de mudar os resultados: resta-nos não como consolo, mas como atitude inteligente e digna o exercício da aceitação.

Dentro das principais opções que temos para enfrentar o sofrimento estão: o desespero, a raiva, a indiferença, a mágoa, a ira, a revolta, a depressão, a alienação e a aceitação. A única que não agrava nossos problemas e possui efeitos benéficos é a aceitação.

O exercício da aceitação é tanto mais fácil e possível quanto maior for o nosso grau de consciência, maturidade e espiritualização.
Aceitar é ser verdadeiramente humilde diante dos fatos inevitáveis e das circunstâncias imutáveis. A humildade nos faz reconhecer o limite das nossas possibilidades diante do universo ao nosso redor. Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser.
Diante dessas situações, seja forte. O mundo é dos fortes, diria uma sábia amiga se estivesse ao meu lado agora que escrevo este artigo. A verdadeira força reside nas capacidades de aceitação e de recomeçar.

Compreender as coisas, nem sempre diminui a dor e o sofrimento, mas nos permite optar por enfrentar a dor e o sofrimento com inteligência, dignidade e resignação.

Chamamos de resiliência a capacidade psicológica de, submetidos a fortíssimas pressões, conseguirmos retornar ao equilíbrio e retomar nossas vidas, realizando um novo começo.

Nessas circunstâncias onde a humildade e a aceitação são nossas maiores virtudes, vale lembrar três reflexões:

1) A prece da serenidade: “Senhor dá-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar,coragem para mudar as coisas que eu possa e sabedoria para que eu saiba a diferença.”

2) Uma reflexão que faço em meu livro Atitudes Vencedoras: “A fé é a certeza que fica quando todas as outras deixam de existir!”

3) Um conselho repetido muitas vezes por Omar Cardoso (pesquisador de astrologia e importante radialista brasileiro da década de setenta): “Todos os dias sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor!”

Estas três reflexões juntas nos permitem compreender que humildade e aceitação constituem o princípio da serenidade; que nossa fé deve ser superior a nossas dores e sofrimentos, mesmo quando não podemos compreender porque determinadas coisas aconteceram, justamente quando tudo parecia perfeito, e; que a certeza de um amanhã, de um renascer onde poderemos estar melhores a cada instante, deve nortear nosso recomeço.

Seja qual for a dor que te aflige, opte por enfrentar o sofrimento pela via da aceitação: a dignidade desse caminho lhe fornecerá as forças para renascer e recomeçar e assim como a mitológica ave Fênix, você renascerá das próprias cinzas (do sofrimento que vem lhe consumindo).

Viver é renascer e recomeçar a cada dia, como repetia com profundo amor Francisco Cândido Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Por mais difícil que seja este momento, ele não é o fim. Acredite, pode até parecer, mas não é o fim.

Pratique a humildade, aceite a realidade e recomece, recomece sempre…

Quanto mais cedo você exercitar a aceitação, mais cedo começará a ser feliz…
Seja forte!
Fonte: Portal Vya Estelar

segunda-feira, 16 de março de 2015

Eles não sabem, mas é Dilma quem melhor os representa

 Eles não sabem, mas é Dilma quem melhor os representa

 



Qualquer que seja o número final das manifestações deste domingo, que ainda devem gerar muita divergência entre governistas e oposicionistas, dois pontos são incontestáveis. Em primeiro lugar, era uma multidão, como raras vezes se viu no País. Em segundo, a principal bandeira comum era o combate à corrupção – algo que deveria ser um fator de união e não de divisão do País.
Considere, agora, critérios objetivos para avaliar em que medida um político é ou não corrupto. O principal deles, o patrimônio pessoal, antes e depois do ingresso na vida pública.

O que fará a presidente Dilma Rousseff depois de 31 de dezembro de 2018, quando terminará seu mandato? (sim, o Brasil é uma democracia consolidada, que não tolera golpes de estado)Ao que tudo indica, ela deixará o Palácio do Alvorada e irá morar perto do neto, em Porto Alegre, mantendo uma típica vida de classe média. Dilma não sairá da presidência da República com apartamento em Paris, casa de praia, fazenda, aviãozinho particular, nada disso. Também, ao contrário de Lula e FHC, não terá seu instituto. O segundo mandato será seu último cargo público. Dela, poderá se dizer qualquer coisa, menos que enriqueceu na política – o que é uma raridade.

Passe, agora, para um segundo critério: a defesa das instituições. Em meio a um cerco inédito ao PT e ao seu governo, que esconde interesses inconfessáveis, ela manteve a autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal, mesmo quando alguns exageros pareciam ter a intenção deliberada de atingir resultados políticos. Na Operação Lava Jato, delegados que a agrediam nas redes sociais, antes das eleições, foram mantidos. Teria sido assim em outros governos, onde órgãos de fiscalização são claramente aparelhados?
Bom, Dilma pode até ser honesta, mas permitiu a 'roubalheira' na Petrobras. Então, responda: quem demitiu Paulo Roberto Costa? Quem demitiu Renato Duque? Sim, foi Graça Foster, que era, até recentemente, a extensão da presidente Dilma na estatal.

Terceiro critério: a relação de um governo com a base aliada. Frequentemente, a presidente Dilma Rousseff é acusada de conduzir mal suas relações políticas. Nos últimos quatro anos, ela enfrentou várias rebeliões no Congresso. 

Recentemente, perdeu a disputa para a presidência da Câmara dos Deputados, quando o Palácio do Planalto foi derrotado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Qual é o motivo? Dilma, ao contrário de outros governantes, não se submete docilmente ao toma-lá-dá-cá da política. 

É esse o caminho mais fácil? Não, bem mais simples seria entregar todos os anéis, e também os dedos, ao parlamento. Mas, goste-se ou não, não é o jeito Dilma de governar. FHC, por exemplo, entregou o setor elétrico ao PFL (atual DEM), de Antônio Carlos Magalhães, que, naquele momento, tinha força no parlamento. Resultado: FHC conheceu a paz no Congresso, aprovou até a emenda da reeleição, mas o Brasil conheceu o apagão, em 2001.

Dilma, aliás, viveu seu melhor momento de popularidade quando enfrentou interesses de sua própria coalizão governista e se tornou, aos olhos da opinião pública, a "faxineira". Depois, quando se aproximaram as eleições, essa imagem se perdeu. São as contradições de um regime presidencialista fortemente submetido aos interesses do parlamento.

Por último, o critério mais importante, num país onde a corrupção, em muitos casos é individual, mas é sobretudo sistêmica: quem propõe o melhor mecanismo para solucionar os vícios da política brasileira?
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que bateu na trave na Operação Lava Jato e quase foi denunciado pelo esquema de caixa dois em Furnas, tendo sido citado pelo doleiro Alberto Youssef, disse durante as eleições que, para eliminar a corrupção no País, bastaria acabar com o PT.

Será mesmo? Um dos coordenadores da campanha de Aécio à presidência da República, o senador Agripino Maia (DEM-RN), foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal, acusado de receber uma propina de R$ 1,1 milhão. Outro dos coordenadores, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), já foi cassado por compra de votos. E o Swissleaks, que mal começa a ser desvendado, já revelou a conta de um personagem que foi diretor do Metrô de São Paulo, no governo de José Serra (PSDB-SP).

A presidente Dilma Rousseff já apresentou sua agenda no discurso feito no dia da vitória eleitoral, em 2014. Os pontos centrais são a reforma política e o fim do financiamento empresarial de campanha – ponto de convergência que a aproxima até de lideranças moderadas da oposição, como o governador paulista Geraldo Alckmin, do PSDB.

Portanto, se você foi às manifestações deste domingo, saiba que a presidente Dilma Rousseff é honesta, como até seus adversários reconhecem, não se dobra facilmente ao fisiologismo político e defende mudanças institucionais para fortalecer a democracia brasileira e torná-la imune à influência deletéria do dinheiro privado. Portanto, é ela quem melhor lhe representa – a menos, é claro, que seu interesse não seja propriamente o combate à corrupção.

Fonte: www.brasil247.com


Eles não sabem, mas é Dilma quem melhor os representa

Sobre as últimas manifestações no Brasil


16 de Março de 2015 às 05:30

Por Plínio Zúnica


'Nunca subestimem o ódio, o medo e a ignorância'


Plínio Zúnica denuncia o caráter fascista das manifestações de ontem, que reuniram multidões no País e espalharam imagens constrangedoras, como os pedidos de intervenção militar, o incêndio a uma sede do PT e as imagens de Dilma e Lula enforcados; "Vocês fizeram coro com gente carregando suásticas, enforcando bonecos da Dilma e do Lula, carregando cartazes com dizeres de puro ódio e violência", escreveu ele, dizendo por que se envergonhou de quem, ontem, vestiu verde e amarelo; "é um erro grande da esquerda achar que esse é um movimento feito só por grupos de elite. A ideologia é da elite, os interesses são da elite, o dinheiro é da elite, os porta-vozes são da pior das elites, mas essa ideologia é ardilosa o suficiente pra infectar as mentes de todas as camadas sociais"; leia a íntegra

Vocês que vestiram verde e amarelo ontem me envergonham.
Ontem, amigos, conhecidos e parentes apoiaram a maior imbecilidade que eu já vi. Não é questão de ser contra o governo, porque, francamente, existem milhares de pontos a serem altamente criticados na Dilma sim. A questão é que vocês não fazem a menor ideia do que estão criticando. Eu não apoio o que tem sido o governo Dilma, mas sei escolher as minhas bandeiras e com quem me misturo.

Eu tive dezenas de conversas com gente de todo o tipo nos últimos meses, e o ponto em comum é que a maioria das pessoas não faz ideia do que reclamar. Falam de uma corrupção que não sabem o que é, não sabem diferenciar o que é uma presidenta da Republica do que é uma rainha absolutista, não fazem ideia do que são as atribuições de cada esfera do governo. Gente que não conhece história, que não sabe o que foi o Collor,que não sabe o que foi a ditadura, que não sabe o que foi a era FHC, que não entende os programas mais simples e básicos do governo do PT. Gente botando a culpa até dos serviços de telefone nas costas da Dilma.

Gente que se informa por memes burros de Facebook, que acredita no Revoltados On Line, que ouve o que dizem e dá poder para escrotos como o Lobão, Danilo Gentili, Silas Malafaia, Jair Bolsonaro, Paulinho da Força. Gente que tem medo da "Ameaça Comunista", que acha de verdade que o PT tá tentando transformar o Brasil em Cuba. Gente que repete os chavões burros de "bolsa esmola", "bolsa bandido". Que acha que a corrupção do país vem toda do PT, e que não é capaz de fazer os raciocínios mais basais sobre as porcarias que afirmar. gente que protesta contra a corrupção usando uma camisa da CBF, cara!!! Cadê o senso de ridículo de vocês???

Gente que é burra o suficiente pra falar que o PT faz o Brasil passar fome. De todos os argumentos, acho que esse é um dos mais imbecis. Pode-se criticar o PT por muita coisa, mas falar sobre fome é de uma boçalidade impressionante.

Vocês, meus amigos, conhecidos e parentes, podem ter a melhor das intenções, mas estavam hoje marchando numa micareta com milhares de pessoas que pediam claramente a volta da ditadura militar. Vocês fizeram coro com gente carregando suásticas, enforcando bonecos da Dilma e do Lula, carregando cartazes com dizeres de puro ódio e violência.

Vocês marcharam ao lado de gente com um cartaz de "Femicídio sim!" (qualquer pessoa que tenha visto essa foto e não tenha ficado enjoado é um imbecil). Vocês juntaram sua voz com o que há de mais podre na sociedade. Deram poder pra gente como os revoltados On Line, Lobão, Danilo Gentili, Coronel Telhada, Jair Bolsonaro, Silas Malafaia, TV Globo.

Vocês choraram pateticamente ao som do hino nacional, se enrolaram em bandeira, caíram na ladainha nacionalista que é a base dos fundamentalismos modernos, e fizeram isso ao lado de centenas de cartazes pedindo pela intervenção militar.

Teve até um dos grupos mais acéfalos e míopes da esquerda universitária lançando um panfletinho safado pedindo que os grupos de esquerda se unissem ao coro da demência. Gente que vive num mundinho de revolução vila-madalena e tem uma capacidade de avaliação política pífia. Uma galera muito boa de pintar kraft bonito e muito ruim de juntar 2+2.

Não interessa qual foi a intenção de vocês. O que vocês fazem, com sua ignorância política e histórica, é dar força para os fundamentalistas religiosos, para os militares, para os assassinos da polícia, para grupos que pregam a violência contra mulheres, que promovem a perseguição de gays, lésbicas e transexuais, que alimentam o racismo, machismo, elitismo e homofobia.

É um erro grande da Esquerda achar que esse é um movimento feito só por grupos de elite. A ideologia é da elite, os interesses são da elite, o dinheiro é da elite, os porta-vozes são da pior das elites, mas essa ideologia é ardilosa o suficiente pra infectar as mentes de todas as camadas sociais. É uma ideologia baseada em medo, ódio e ignorância, e infelizmente esses elementos têm uma força de mobilização muito poderosa, mais do que a razão e a solidariedade. Não fosse assim, teria sido o movimento hippie a dominar o mundo, e não ideologias fascistas, imperialistas, colonialistas, eugenistas e elitistas. Não subestimem o poder do ódio, do medo e da ignorância. Não faltam exemplos do estrago que eles são capazes de fazer nas pessoas mais bem intencionadas.

Ontem foi um dia muito, muito triste.
(acesse aqui o blog de Plínio Zúnica) - http://descolonizacoes.blogspot.com.br/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Síndrome de Burnout


Síndrome de Burnout



Por Prof.Ms. Elizabeth Galvão em 7 de janeiro de 2015 enfermagem, psicologia, relações humanas, trabalho

Hoje quero abordar um assunto delicado, que – em maior ou menor medida – afeta ou vai afetar a todos nós, no ambiente de trabalho: o esgotamento profissional ou, como é conhecido tecnicamente, a Síndrome de Burnout.

Primeiro, vamos à definição clássica sobre o problema.
O que é a Síndrome de Burnout

“Burnout (esgotamento profissional) é definido como uma síndrome psicológica decorrente da tensão emocional crônica no trabalho. Trata-se de uma experiência subjetiva interna que gera sentimentos e atitudes negativas no relacionamento do indivíduo com o seu trabalho (insatisfação, desgaste, perda do comprometimento), minando o seu desempenho profissional e trazendo consequências indesejáveis para a organização (absenteísmo, abandono do emprego, baixa produtividade). O Burnout é caracterizado pelas dimensões: exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal.” (Tamayo e Tróccoli, 2002)

Burnout geralmente ocorre em profissionais que lidam com pressão emocional constante em seu dia-a-dia, e mantém contato direto com pessoas em situações estressantes, por longo período de tempo. Por exemplo: profissionais de saúde, da educação, policiais, agentes penitenciários, entre outros.

Esses profissionais se deparam com eventos estressores no ambiente de trabalho, além do intenso e contínuo contato interpessoal. O trabalho dos profissionais de saúde baseia-se na articulação das dimensões: técnica, ética e política, bem como na compreensão e manejo em lidar com a vida e com a morte.

Como acontece


O fator estressor, seja qual for, físico ou psicológico, ativa o sistema neuroendócrino.

Inicialmente há o envolvimento do hipotálamo que estimula a liberação de hormônios pela hipófise, entre eles o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) que estimulam as glândulas supra-renais a produzirem e liberarem cortisol e adrenalina, chamados de hormônios do estresse.

A síndrome envolve três componentes, que podem aparecer associados, mas são independentes:

Exaustão emocional – falta de energia associada a sensação de esgotamento emocional. O profissional sente que não pode despender mais energia para desenvolver suas atividades.

Despersonalização – indiferença em relação às atividades cotidianas do trabalho, presença de atitudes negativas e comportamentos de cinismo e dissimulação afetiva, até o tratamento de pessoas do convívio como objetos.

Falta de envolvimento com o trabalho ou baixa realização profissional – sensação de incapacidade, baixa autoestima, desmotivação e infelicidade no trabalho, afetando até a habilidade e a destreza.

Os 12 estágios de burnout:


1.Necessidade de se afirmar – provar ser capaz de tudo, sempre;

2.Dedicação intensificada – com predominância da necessidade de se fazer tudo sozinho;

3.Descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;

4.Recalque de conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;

5.Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;

6.Negação de problemas – nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
7.Recolhimento – aversão a grupos, reuniões – comportamento anti-social.

8.Mudanças evidentes de comportamento – perda do humor, não aceitação de comentários, que antes eram tidos como naturais.
9.Despersonalização – ninguém parece ter valor, nem mesmo a pessoa afetada. A vida se restringe a atos mecânicos e distância do contato social – prefere e-mails e mensagens.

10.Vazio interior – sensação de desgaste, tudo é difícil e complicado.
11.Depressão – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
12.E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência, e a ajuda médica e psicológica são urgentes.

Manifestações e sintomas


O desenvolvimento dessa síndrome decorre de um processo gradual de desgaste emocional e desmotivação acompanhado de manifestações físicas e psíquicas.

Ela se manifesta por meio de quatro dimensões sintomatológicas: física, psíquica, comportamental e emocional.
Principais Sintomas: Exaustão emocional, despersonalização, reduzida realização profissional; fadiga; dores; imunodeficiência; disfunções sexuais, desconfiança, irritabilidade, perda da iniciativa, tendência ao isolamento.

Sinais de doença avançada: enxaquecas, insônia, gastrite e úlcera, diarréias, crises de asma, palpitações, hipertensão, dores musculares, alergias e infecções, depressão, aumento do consumo de café, álcool, barbitúricos e, cigarros.

Tratamento


Depois de constatado, o tratamento da síndrome de Burnout é realizado através do psicoterapeuta.
Em alguns casos, é necessária a utilização de medicamentos como os antidepressivos que atuam como moderadores de ansiedade e da tensão, sendo sempre prescritos com avaliação médica.

Se perceber alguns dos sintomas, não deixe que eles tomem conta da sua vida. Há casos em que essa síndrome resulta em depressões profundas e até ideias suicidas. Portanto, se identificar alguns dos sintomas, busque soluções o mais rápido possível, incluindo orientação especializada.

FONTE: http://saudeexperts.com.br/sindrome-de-burnout-estresse-ocupacional/