quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Procedimentos que garantem o resultado esperado




Recebi este e-mail e fico grata à Roseli Brito pelas dicas de Gerenciamento de Sala de Aula - procedimentos para quem está sofrendo com a indisciplina dos alunos. 



Olá Socorro Pinto
Todos os dias recebo emails de Educadores de todo o Brasil, contando das experiências da sala de aula e de como essas dicas que são enviadas semanalmente estão ajudando, pessoas como eu e você, Educadores, Coordenadores, Diretores que estão fazendo a diferença por onde passam.
Toda profissão tem o seu passo a passo, o seu sistema, os seus procedimentos, e o profissional só pode ser chamado de excelente quando domina esse passo a passo, o sistema e os procedimentos. Pois são eles que garantem o resultado esperado.
Para garantir que o aprendizado aconteça (o resultado esperado), é preciso lançar mão de procedimentos para organizar o ambiente onde ocorrerá o aprendizado. 
Nos últimos artigos já falei sobre o que é e o que não é gerenciamento da sala de aula, e também falei sobre procedimentos para a sala de aula. 
Talvez você conheça alguém que já tenha dito: " não preciso de processo nenhum, quando algo dá errado envio o aluno para a Coordenadora ou para a Diretora " e está resolvido.
Quando o Educador, por motivos banais, envia o aluno para a Coordenação ou para a Direção está passando uma imagem negativa de si mesmo para várias pessoas:
- Aluno: o aluno vê que o Professor não tem autoridade para resolver;
- Outros alunos: a sala vê que o Professor não soube resolver a questão;
- Coordenador/Diretor: que o Professor não dispõe de conhecimento/competência para controlar/gerenciar a sala de aula;
- Colegas: os outros Professores vêem que o colega perdeu o controle da sala;
- Pais: que o Professor não sabe colocar ordem na classe.
Por isso, da próxima vez que alguém disser que resolve a questão do gerenciamento da sala de aula enviando o aluno, por motivos banais, para a Coordenação, você já sabe, esse professor não está conseguindo atingir o resultado esperado com os alunos e se você consegue ver isso, tenha a certeza que a Coordenação, a Direção e os Pais também estão vendo.
Convido você a colocar no papel quais são os seus processos atuais para:
- entrada/saída/intervalo/ida ao banheiro;
- tarefas de sala/ tarefas de casa/ trabalhos de pesquisa/trabalhos em grupo;
- quando o aluno chega atrasado/quando chega cedo;
- quando vem sem uniforme/quando traz algo que não era para trazer;
- quando o aluno perde algum material;
- quando alguém é acusado de roubo na sala de aula;
- quando alguém fala mentiras;
 
- quando o aluno briga ou sofre agressão (verbal ou física);
- quando ocorre reunião de pais;
- em quais situações é permitido enviar o aluno para a Coordenação;
- em quais situações é enviado bilhete aos Pais;
- em quais situações os Pais são chamados na escola;
Depois de listar cada situação, liste também as soluções, e veja se o resultado esperado para cada uma delas é atingido. Implemente os novos procedimentos ensinando os alunos, fazendo os ajustes e reforçando sempre até que se torne um hábito para eles determinados comportamentos.
Haverá situações em que o aluno DEVE ser enviado para a Coordenação e/ou Direção. Para saber em quais situações isso deverá ocorrer, pergunte a Coordenação e/ou Direção, pois cada Escola tem procedimentos próprios quanto a esta questão.
Lembre-se você brilha quando faz com competência e organização além do que lhe é pedido. 
Abraços,
Roseli Brito
Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Análise de conjuntura da Utopia socialista




Análise de conjuntura da Utopia socialista

João Pedro STÉDILE


Em meados do século XIX, Marx, Engels e outros pensadores da classe trabalhadora desvendaram a partir da filosofia, sociologia, história e da economia política a natureza perversa do funcionamento do capitalismo. Descreveram com detalhes as leis que movem esse modo de produção. Denunciaram como é um modo perverso de organizar a produção na sociedade, pois se baseia fundamentalmente na exploração do trabalho daqueles que produzem todos os bens e as riquezas. O capital transforma tudo em mercadoria. E daí explora o trabalho e vai acumulando riquezas, cada vez mais.
Mas descobriram também que esse modo de organizar a sociedade traz uma contradição insuperável. Os bens são produzidos pela maioria (os que vivem do trabalho), mas sua apropriação é feita por uma minoria (os capitalistas). Daí que essa sociedade produz cada vez mais pobres e menos ricos, porém milionários.
Prognosticaram que deveríamos construir um novo modo de organizar a produção, na qual os trabalhadores fossem os proprietários, os destinatários de seu próprio trabalho. E o apelidaram de «socialismo», pois tem como fundamento a «socialização» de toda riqueza criada, para atender às necessidades de todo povo.
Defenderam também que essa transição do capita-lis-mo para o socialismo não seria realizada pela vontade de algum idealista, intelectual ou guia genial. Mas somente seria possível se os trabalhadores se organizassem, lutassem e conquistassem as mudanças. Daí a expressão «A emancipação dos trabalhadores somente será possível como resultado de sua organização!».
Passaram-se muitas décadas. Muitas lutas da classe trabalhadora. Muitos intentos de construção do socialismo. Houveram revoluções sociais, populares, que abalaram a humanidade por sua magnitude e generosidade. Como foram a revolução russa, chinesa, cubana...
Muitas delas fracassaram. E há muitas análises e livros examinando as causas do fracasso. E talvez poderíamos resumir grosseiramente como aprendizado que, na maioria desses países, se substituiu os capitalistas pelo Estado. Conseguiram universalizar o acesso à educação, moradia, saúde, emprego, mas, na prática, os trabalhadores ainda não conseguiram construir o socialismo como uma sociedade em que as riquezas e o poder fossem de fato exercido por todos. Não conseguiram que essa socialização fosse democráticamesmo.
Enquanto os trabalhadores como classe se debruçam sobre suas experiências históricas, o capitalismo não parou; ao contrário, avançou ainda mais.
Nos últimos 20 anos, o capitalismo alcançou uma nova fase: o domínio do capital financeiro e internacionalizado sobre toda a economia e sobre todos os países. Hoje, dizem os estudiosos, apenas 500 empresas transnacionais controlam mais de 60% de toda riqueza do planeta e dão emprego para menos de 5% da população. Entre elas, as maiores empresas controlam riquezas superiores à economia nacional, de mais da metade de todos os países do mundo!
O capitalismo está sob o controle dos bancos. O ca-pital agora é internacional. Tem sua matriz nos países desenvolvidos e a partir de lá controlam a produção, o trabalho, o comércio em todo o mundo. Para isso rompe com as regras e as soberanias nacionais. Impõe suas próprias regras. Usa dos organismos internacionais que antes eram dos governos e povos. E agora, Nações Unidas, FAO, OMC, OIT, Banco Mundial, FMI e tratados multilaterais de TLCs, etc. são apenas instrumentos para dar ampla liberdade de ação a esse capital de natureza internacional. Por isso, chamaram sua política de «neo-liberal». Ou seja: exigem uma nova e ampla liberdade para circulação do capital, em todo mundo.
Mas, como os pensadores clássicos haviam advertido, todas as formas de exploração do capital trazem dentro de si contradições, ou seja, efeitos contrários, que levam a denunciá-lo e a elevar o nível de consciência dos explorados sobre seus exploradores.
O capitalismo tomou conta do mundo, incluindo a velha Rússia e a populosa China. O capital manda nos governos, nas fronteiras, em tudo! Porém, continua gerando novas contradições, cada vez mais assustadoras. Está cada vez mais claro que a forma capitalista é incompatível com a preservação dos recursos naturais – que são finitos –, com o meio ambiente, com os recursos que temos no planeta para sobreviver. Ao transformar tudo em mercadoria – plantas, sementes, água, rios, gens, cultura, hábitos, -conhecimentos...- exploram a todos e a tudo, e colocam em risco a sobrevivência.
O domínio do capital financeiro prioriza a acumulação de riquezas na circulação, cada vez mais distante do trabalho. Por isso não geram mais empregos. A cada ano, 5 milhões de trabalhadores da indústria fabril perdem emprego em todo mundo. Milhões de pessoas migram de seus países em busca de condições de sobrevivência. O capital deixou nosso planeta à deriva. Mas as conseqüências estão aparecendo rápido. No aquecimento global, na poluição, no inferno provocado pelo trânsito dos automóveis em todas as grandes cidades, na falta de água, comida, emprego e renda.
No coração do império, a economia dos Estados Unidos começa a patinar. O monstro começa a tossir. E certamente tentará levar consigo muitas vítimas, pois a reação da lógica do capital, em todas as crises é sempre apelar para a saída bélica. Lênin, Bujarin e Rosa Luxemburg nos explicaram que, como a guerra destrói mercadorias (armas, munição, prédios, trabalho huma-no, pessoas), o capital usa dessa tática para abrir espa-ço para um novo período de expansão do capital. É isso que estão fazendo no Iraque, Afeganistão, Pales-tina, Irã, Coréia, Kosovo, Somália, Haiti, Kênia e Colômbia.
Esta fase internacionalizada demonstra muitas li-ções, que não estavam tão claras nos séculos XIX e XX.
Os trabalhadores estão apreendendo que a forma de exploração do trabalho e a dominação do capital é cada vez mais internacionalizada, e realizada com os mesmos métodos em todas as partes. Agora, os trabalhadores terão que lutar e se mobilizar também a nível internacional para enfrentar um mesmo inimigo comum. Antes, a exploração se dava basicamente na fábrica. Agora, ao centrar a exploração na esfera da circulação, o capital explora a todos, cobrando taxas de juros estúpidas, pagas até pelo pobre quando compra um ferro elétrico a prazo. O povo é explorado ao pagar imposto embutido no preço das mercadorias. O Estado recolhe e repassa aos bancos, como pagamento de uma pseudodívida interna, nunca vista, e impagável. A maioria dos países periféricos destinam 15-30% de todas as receitas públicas para pagamento de juros da dívida interna e externa, embolsada pelos bancos.
O capital explora com suas empresas transnacionais, taxas exorbitantes de luz elétrica, do fetiche do celular, do consumo obrigatório de água, do transporte publico. Agora, não é apenas o operário industrial o centro da exploração; todas as classes populares, difusas, sem emprego também são exploradas. Portanto estão criadas as condições objetivas para que o povo se dê conta da exploração do capital financeiro e da subordinação dos governos a essas políticas.
Se a exploração do capital e sua acumulação avançam em todo o mundo, sem limites, não acontece o mesmo, infelizmente, com a consciência e a capacidade de organização do povo. Vivemos ainda um longo perío-do de derrota das classes trabalhadoras. A hegemonia mundial do capital provoca uma correlação de forças adversas, que traz desânimo, apatia e falta de esperança. É como se o povo descobrisse o tamanho da força do monstro e, aí, assustado, teme em reagir.
Mas virá uma nova onda de mobilização, pelas novas gerações. Agora, com novos aprendizados. No passado, acreditávamos que o caminho para chegar a uma sociedade mais justa e igualitária, o socialismo, era apenas seguir um partido. Ou bastava tomar de assalto o palácio. Apreendemos que o povo precisa se organizar de todas as maneiras possíveis. Nos bairros, escolas, fabricas, comunidades rurais, igrejas e sindicatos. O partido é um dos instrumentos. Cabe ao partido discutir e articular projetos para a sociedade. Mas a organização da força popular deve acontecer em todas as esferas da vida social.
Descobrimos também, que não basta eleger governos. Que a mudança de sociedade, o socialismo, não é apenas chegar ao governo, tomar o Estado. O socialismo significa mudanças profundas na estrutura do jeito de funcionar a sociedade. Mudança nos proprietários dos meios de produção, para que os trabalhadores recebam pelo seu trabalho. Mudanças nas relações sociais, entre pessoas e classes. Para que se supere todo tipo de discriminação e preconceitos entre nós, relacionadas à cor da pele, pseudo-raças (já que não existe raças entre os seres humanos), gênero, idade, opções culturais, religiosas e sexuais. Socialismo é também um regime político no qual o povo tenha de fato poder de decisão.
O socialismo significa reorganizar a produção, para atender às necessidades básicas de TODO povo. Significa uma sociedade que destinará grande parte do seu tempo para a cultura, para que todas as pessoas tenham a oportunidade de cultivar as artes nas suas inúmeras formas de manifestação. Significa que o Estado estará a serviço dos interesses da maioria, de fato. Para ir transformando-o e algum dia deixar de existir.
Tudo isso parece distante. Mas o capitalismo globalizado está encurtando o caminho. Creiam, nos próximos anos haverão grandes mudanças na humanidade. Novos ventos começam a soprar...

João Pedro STÉDILE
MTS e Via Campesina, Brasil

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mais uma velinha... mais um ano de experiência





Aos meus amigos e as minhas amigas reais e virtuais!
Obrigada pelas felicitações que recebi no dia do meu aniversário! Agradeço sensibilizada por todas as manifestações carinhosas. Melhor que comemorar é saber 
que tenho pessoas especiais, próximas ou distantes, que fizeram mais alegre o meu dia. 
À minha família, presente de Deus para mim, agradeço em particular por está sempre comigo.
Um beijo grande no coração de cada um e de cada uma de vocês!
Gleydson, Cristiane, Monique, Luizinho, Juliana, Simão, Lucas Neto, Maria Luisa e Lucas.
Hora do Parabéns.


 
Lucas Neto e Maria Luisa ( meus netos) sempre são mais rápidos no soprar
Meu marido e minhas três filhas - meu tudo

Oração que eles rezam por nós.

A minha primogênita
A minha filha do meio
A minha caçula 
Luizinho, Monique, Lucas Neto e Malu
Meu companheiro de todas as horas até a eternidade.
E como hoje, 22/11/2012, é considerado o dia de Ação de Graças, não poderia deixar de agradecer ao meu bom Deus pelo dom da vida:
É maravilhoso Senhor, ter braços , olhos e mente sadia, quando há tantos mutilados. 
É maravilhoso voltar para casa , para os braços de uma família acolhedora, quando tantos não tem para onde ir.
É maravilhoso amar, viver, sorrir, trabalhar, sonhar e ter um Deus para acreditar, enquanto tantos são céticos.
É maravilhoso ter mais a gradecer do que a pedir. 
Obrigada Senhor por tudo que tenho! É pouco , mas é o que preciso para viver.
Um brinde à vida!!!




terça-feira, 13 de novembro de 2012

Prefeito Luciano Agra Inaugura Sede Própria do Centro de Referência da Mulher "Ednalva Bezerra"

Prefeito Luciano Agra Inaugura Sede Própria do Centro de Referência da Mulher "Ednalva Bezerra"



Prefeito fala ao público presente





Todos queriam fotografar   o descerramento da placa

  O corte da fita inaugural 
Hipernestre Carneiro, mãe de Aryane Thais, representando o Grupo “Mães na Dor”, ao lado da irmã de Ednalva Bezerra.  também falou 


A seguir, a senhora Maria de Lourdes, primeira usuária dos serviços do Centro de Referência, falando ao público

Secretária de Políticas Públicas para as Mulheres








Lúcia Figueiredo, Leônia e a Secretária de Políticas Públicas para as Mulheres
A seguir, O prefeito Luciano Agra ao lado de Maísa Cartaxo, esposa do futuro prefeito Luciano Cartaxo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Orgulho de ser Boaventurense




Refletindo sobre matéria transcrita no final desta página, publicada no blog boaventurapb.com.br, é com satisfação que ostento a riqueza de nossa amada terra notadamente reconhecida como uma cidade calma, tranquila, agradável e acolhedora. Cidade geradora e nutridora de homens e mulheres corajosos. Até o início da década de 1960, constituía distrito do município de Itaporanga, que, à época, chamava-se Misericórdia.

A origem do município de Boa Ventura remonta às terras pertencentes à Casa da Torre desde 1700 em 1776, quando o Alferes Luís Pinto de Sousa estabeleceu-se na região, na Fazenda São Boaventura.





Em 1887 iniciou-se a construção da Capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, concluída em 1892. O terreno da igreja foi doado por Maria Baraúna, dona daquelas terras que hoje medem 132 km², viúva do Alferes Luís Pinto de Sousa, assassinado por um escravo, tendo, Maria Baraúna, determinado a caça, na região, a esse escavo que foi amarrado em um banco (cepo de madeira) e teve o corpo retalhado e salgado até a morte pela própria viúva.

No início do século XX, surgiu a liderança de José Cavalcante Estrela de Lacerda, o Coronel Zuza Lacerda, em luta contra os cangaceiros. Após perder as eleições em 1903, o coronel decidiu rebelar-se contra os poderes estaduais e municipais e decretou a República da Estrela, que durou 3 dias.

Tudo isso está ligeiramente pincelado em livros de autoria de Jonas Leite Chaves e Antonio Décio Pinto que abordam em suas obras o memorialismo político estadual, com foco nas cidades de Itaporanga, Boa Ventura e Curral Velho, narrando graves e pitorescos fatos do registro histórico da segunda metade do século XVIII e da primeira metade do século XX, no interior paraibano.

No livro "República da Estrela - Resgate de um Fato Social e Político", o autor penetra, visceralmente, o fenômeno do ‘coronelismo’ da política de então, com destaque para o Coronel Zuza Lacerda, que adentrou o Vale do Piancó, com a mãe e outros familiares, na famigerada seca de 1877, oriundos (todos) do interior do Ceará. Em "Marcas de Uma Raça" - tece a estruturação genealógica da tradicional família Jenipapo, que fundou o povoado de Itaporanga, a partir da chegada do português Antônio Fonseca Gomes ao Vale do Piancó (1570, aproximadamente), para depois construir a bibliografia do Mons. Manoel Florentino Ferreira Gomes da Silva, e a biografia do Doutor José Gomes da Silva, que foi, além de prefeito de sua terra natal, deputado federal (constituinte) e interventor da Paraíba. 

Falo em pinceladas, porque sentimos a necessidade de aprofundar pesquisas sobre as várias ramagens das famílias que se formaram a partir dessa árvore genealógica, ícone de nossa história e de nossas raízes, nossos ancestrais. 

No livro de Jonas constam bibliografias de nossos antepassados como o Mons. Manoel Florentino Ferreira Gomes da Silva, e, Doutor José Gomes da Silva. Este foi além de prefeito de sua terra natal, deputado federal (constituinte) e interventor federal do Estado da Paraíba; Dr. José Gomes da Silva - era médico – começou a sua vida pública com sua eleição para prefeito de Itaporanga, então chamada Misericórdia, em cujo período de mandato ocorreu a Revolução de 30, quando o biografado liderou todo o Vale do Piancó em campanha que levaria o gaúcho Getúlio Vargas ao poder. Jonas também ressalta no livro a forma como o 'Dr. Zé Gomes' presidiu a eleição que conduziu o jurista Oswaldo Trigueiro de Albuquerque e Mello ao governo da Paraíba (1937), cuja posse encerrou os últimos resquícios do Estado Novo implantado por Getúlio.

Após muitas lutas travadas com derramamento de sangue, Boa Ventura, hoje, é uma das cidades pacíficas do Vale do Piancó. Reúne e acolhe harmoniosamente em eventos festivos, pessoas da circunvizinhança que vivem em conflitos em suas cidades. 

#OrgulhoDeSerBoaventurense.



                     
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Na íntegra, matéria do blog: boaventurapb.com.br 

QUINTA-FEIRA, 8 DE NOVEMBRO DE 2012

Delcides diz: Boa Ventura é um dos municípios mais tranquilos do Brasil. Confira!



Boa Ventura não só tem a boa fama de lugar acolhedor e agradável, mas também de ser uma das cidades mais tranquilas do país. Há muito tempo, por exemplo, não se registra nenhum homicídio no município, aliás, faz tanto tempo que não se registra um crime de morte por aqui que ninguém nem se lembra quando foi o último. Em tempos de tanta violência pelo Brasil afora, o povo boaventurense dá um bom exemplo para o resto da nação.

Segundo os policiais militares do destacamento local (foto), em Boa Ventura praticamente não existem ocorrências graves resultantes de conflito pessoal, mas apenas questões fúteis, e tudo se resolve na base de acordos entre os envolvidos.


Além de ter uma população pacata e ordeira, Boa Ventura conta com os bons préstimos dos policias militares, que estão sempre atentos ao trabalho de prevenção, fazendo rondas constantemente e atendendo a população nas poucas chamadas.

“Apesar dessa tranquilidade, estamos atentos e prontos para agir em prol da sociedade às 24 horas do dia”, enfatiza o cabo Vieira, comandante do destacamento policial.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

FRASES E PENSAMENTOS




Heráclito


"Os olhos e os ouvidos são maus testemunhos quando a alma não presta."

"A oposição traz concordia. Da discórdia advém a mais perfeita harmonia."

"A verdadeira constituição das coisas gosta de ocultar-se."

"Para os seres despertos, há somente um mundo comum."

"Tudo flui."

"Não cruzarás o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele."

"O caminho para baixo e para cima é um e o mesmo."

"Muita instrução não ensina a ter inteligência; pois teria ensinadoHesíodo e PitágorasXenófanes e Hecateu."

"Pois uma só é a coisa sábia, possuir o conhecimento que tudo dirige através de tudo."
"Homero merecia ser expulso dos certames e açoitado, eArquíloco igualmente."

"A insolência é preciso extinguir, mais que o incêndio."

"É preciso que lute o povo pela Lei, tal como pelas muralhas."

"Não conjecturemos à toa sobre as coisas supremas."

"Não compreendem como o que diverge consigo mesmo concorda: harmonia de tensões retornantes, como de arco e lira."

"Harmonia não-manifesta é superior à aparente."

f

sábado, 27 de outubro de 2012

Lula, o maior político brasileiro de todos os tempos




Somente para começo de conversa, analise: 

Tufão teve culpa das traições sofridas?


Pelé teve culpa do seu filho ter lhe dado o 

desgosto que deu?

Por que somente agora, na semana das 

eleições, o TSF está julgando os processos do 

mensalão?


Fiquemos de olho bem aberto.







Aos 67, Lula está a um dia da maior vitória política


: Caso Fernando Haddad confirme o favoritismo e vença a disputa deste domingo em São Paulo, o ex-presidente Lula, que hoje cedo comemorou o primeiro aniversário após a cura do câncer, terá, mais uma vez, provado seu faro eleitoral e sua capacidade de superar obstáculos internos e externos
27 de Outubro de 2012 às 12:34

247 – Ao lado da presidente Dilma Rousseff, de ministros como Guido Mantega, Aloizio Mercadante, Gilberto Carvalho, Alexandre Padilha e Miriam Belchior, do amigo José Múcio, do médico Roberto Kalil e da esposa Marisa Letícia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula comemorou nesta manhã, em São Bernardo do Campo, seu 67ª aniversário, com dois bons motivos para comemorar. Foi sua primeira celebração após a vitória contra um câncer na laringe e Lula está também a apenas um dia de conquistar sua maior vitória política: a eleição de Fernando Haddad, em São Paulo, depois de superar obstáculos internos e externos.
Haddad não era o nome mais forte dentro do PT. No início da disputa eleitoral, várias lideranças do partido defendiam que a ex-prefeita Marta Suplicy fosse novamente a candidata. Num quadro adverso, o ex-ministro da Educação começou como um traço nas pesquisas, enfrentando as máquinas da prefeitura de São Paulo e do governo estadual. Hoje, com vinte pontos de vantagem sobre o tucano José Serra, só uma hecatombe seria capaz de impedir sua vitória.
Desta vez, a vitória, mais do que qualquer outra, representa um triunfo pessoal de Lula. Em 2002, quando chegou à presidência, o líder metalúrgico conquistou o poder representando um projeto político de toda uma geração. A reeleição de 2006 e a vitória de Dilma Rousseff em 2010 foram mensagens do eleitorado a esse mesmo projeto, aprovado pela maioria da população.
Em São Paulo, era diferente. Lula impôs sua vontade, no momento em que o PT sofria o momento mais crítico de sua história, com o julgamento da Ação Penal 470. Mesmo diante de um bombardeio diário dos meios de comunicação, a intuição de Lula prevaleceu novamente e ele parece estar provando que ainda é a força política mais relevante do País.




Um Tribunal de Exceção em pleno Estado Democrático de Direito




O julgamento da ação penal 470 não está acontecendo agora, ele começou em 2006 quando a direita conservadora percebendo a iminente reeleição do Presidente LULA, tratou de montar um grande escândalo para desestabilizar seu governo com o claro intuito de desapea-lo do poder. Toda semana tinha uma denúncia publicada com estardalhaço na rede globo, bandeirantes, record, veja, isto é, folha de são paulo, estadão que era repercutida em todo o país, nas rádios e jornais locais, em  seguida  uma pesquisa de opinião avaliava o governo, como a popularidade do Presidente não era afetada se acovardaram e desistiram da loucura que seria dar outro golpe de estado. Não logrando êxito, repetiram em 2010 quando da eleição da Presidente DILMA, quando foram derrotados mais uma vez. 

Diante de mais uma derrota essas elites empresariais, em especial os grandes meios de comunicação mudaram de tática, primeiro fizeram uma espécie de execração pública, relacionaram, julgaram  e condenaram, com sua visão de opinião publicada aqueles que não conseguiram derrotar nas urnas em 2002, 2006 e 2010, para depois  de armado o circo, pra se ter uma idéia até barricadas montaram em volta do supremo para evitar o confronto entre populares a favor e contra os condenados, ficaram frustrados, pois não apareceu ninguém.  

O povo deu a resposta que tem incomodado cada vez mais esses frustrados senhores, o PARTIDO DOS TRABALHADORES, mais uma vez foi o mais votado em todo o país, aumentando o número de prefeitos(as) e de vareadores(as) nas Câmaras Municipais. 

Com toda pompa, a atual procuradoria da república antes reconhecida engavetadora pública no governo FHC, faz a denúncia, que eles já haviam feito, e o supremo  faz o julgamento que eles também já o fizeram e por fim homologam a condenação que eles já decidiram. 

Resta-nos assistir estarrecidos a ¨corte suprema do país¨ prestar-se ao papel de ¨TRIBUNAL DE EXCEÇÃO¨, em pleno Estado Democrático de Direito, em um governo de centro esquerda, comandado por uma presidente eleita democraticamente pelo PARTIDO DOS TRABALHADORES.

Algumas perguntas que faço para reflexão:

1- Quantos processos tem acumulados o STF ???

2- Quantos iniciaram antes de 2005 ??? e ainda não foram julgados ??? mais de 3 centenas ???

3- A Privataria Tucana, que ocorreu de 94 a 2002, a roubalheira do patrimônio público que se deu nesse período, porque não foi apurada ???

4- Quantos processos responde o Sr Paulo Salim Maluf nesse tribunal ??? Quantas condenações ??? 

5- E José Sarney ??? responde a algum processo ???

6- E o Collor, foi absolvido por esse tribunal ???

7- E o Daniel Dantas, porque não foi julgado até hoje ??? preso por duas vezes e liberado pelo supra sumo da imoralidade Gilmar capanga Mendes, segundo o eminente relator Joaquim ???

8- E a compra de votos de FHC para sua reeleição ??? ha, foi engavetada …
9- Porque essa ação furou a fila ???

10- Porque teve seu julgamento marcado para ocorrer durante o processo eleitoral ???

11- Um ministro de uma corte suprema condenar um Ex-ministro da Casa Civil, sem nenhuma prova, na base do achismo, por esse exercer suas funções de articulador político do governo ???

12- E o mensalão do PSDB que ocorreu antes desse ??? vai ser julgado ??? quando ???

13- Perceberam que a coisa foi toda montada para que Zé Dirceu fosse condenado na véspera da eleição ??? porque será ??? coincidência ???

Não quero com isso dizer que não se cometeram erros graves durante esse período, mas, assistir companheiros como José Dirceu e José Genuino, que tem uma história de vida dedicada a luta pela democratização de nosso país serem condenados a prisão, num julgamento açodado, com ministros sendo pressionados pela mídia, outros sendo exaltados, com capas de revistas e manchetes elogiosas, me deixou muito preocupado quanto ao futuro de nossa democracia…

Qual será o próximo passo ?????????????????????????????? 
 


Lincoln Secco: Supremo político

publicado em 23 de outubro de 2012 às 7:16
por Lincoln Secco, especial para o Viomundo
Conta-nos George Duby que no século XII o cavaleiro Guilherme Marechal descobriu uma jovem dama e um monge em fuga. Ao saber que se dirigiam a uma cidade para empregar seu dinheiro a juros, ele ordenou a seu escudeiro que lhes retirassem o dinheiro. Para ele aquilo não era roubo! Ele não tocou na jovem, não impediu que continuassem e nem lhes tomou a bagagem. Nem mesmo quis ficar com o dinheiro tomado pelo escudeiro. É que para a moral da cavalaria o metal era vil, a acumulação desonrada e a usura um pecado.
Ninguém nos dias de hoje concordaria com aquele “Direito Medieval”. Todo o Direito corresponde ao seu tempo e à leitura política que predomina numa sociedade.
No caso do Supremo Tribunal Federal, a sua natureza política se torna quase transparente. É que os juízes do STF não fazem concurso, eles são indicados. A Constituição garante ao Presidente da República e à maioria que ele constitui no Senado Federal, o poder de interferir na sua composição.
Dessa forma é dever constitucional do presidente nomear pessoas que estejam de acordo com a correlação de forças políticas que a população livremente estabeleceu pelo voto. Quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito, ele nomeou juízes que estavam afinados com o seu projeto liberal de privatizações. Nomeou pessoas que deveriam criar o ordenamento jurídico dentro do qual ele ergueu o modelo econômico escolhido pelo povo. Caberia aos juízes inviabilizar questionamentos que duvidassem das privatizações, por exemplo.
Em 2002 o povo escolheu um novo modelo de desenvolvimento oposto ao anterior e era esperado do presidente que nomeasse para o STF juízes que calçariam o sua opção pelo social com uma segurança jurídica mínima que impedisse ações contra sua política de cotas ou seus programas de transferência de renda, por exemplo. Mas, ao contrário de FHC, Lula seguiu uma interpretação errônea do que seria a República.
Ocorre que se o STF não é politizado pelo presidente ele o é pela oposição. É que o Direito não é só um conjunto de fatos ou normas, como rezam os positivistas, mas a expressão de uma relação de poder. Se um lado hesita em exercê-lo o outro o fará. Nada disso atenta contra a Democracia. Esta é apenas a forma de um domínio encoberto pelo consenso da sociedade. A violação do direito ocorre se um dos lados usa a força e se põe fora da legalidade.
Até ontem, o consenso jurídico era o de que na dúvida prevalecia a absolvição do réu. Cabia ao acusador fornecer a prova, e não o contrário. Provas não podiam ser substituídas pela crença espírita de que uma pessoa devia necessariamente conhecer determinado fato. Todo cidadão tinha o direito de ser julgado em mais de uma instância.
No século XIX havia escravos que iam às barras do tribunal para requerer a liberdade alegando que teriam ingressado cativos no Brasil depois da proibição do tráfico. E quando perdiam num Tribunal da Relação, podiam recorrer até a última instância, embora a nossa mais alta corte defendesse a escravidão.
No Estado Novo esta mesma corte autorizou a entrega de uma judia comunista para morrer nas Câmaras de Gás de Hitler. Esteve dentro da estrita legalidade de uma Ditadura. Em 1988 recebemos um ordenamento jurídico resultante da luta contra o terrorismo de Estado que imperou no Brasil depois de 1964.
A condenação de José Dirceu mostra que o consenso de 1988 mudou. Doravante, empresários, políticos e lideres de movimentos sociais terão grande dificuldade de se defender no STF.
A não ser que o julgamento tenha sido de exceção!
Neste caso, tudo voltará a ser como antes. Mas então a ilusão que a esquerda acalentou na democracia será posta em causa e ela poderá se voltar aos exemplos tão temidos pela oposição, como a Argentina, a Bolívia, o Equador e a Venezuela.
Lincoln Secco é professor do Departamento de História da  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP


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