quinta-feira, 22 de setembro de 2011

EMEF FREI ALBINO: RELATÓRIO 2011 - 1º SEMESTRE


SEGUNDA-FEIRA, 26 DE SETEMBRO DE 2011

RELATÓRIO 2011 - 1º SEMESTRE


1.APRESENTAÇÃO

          O presente documento tem como finalidade relatar as ações pedagógicas, realizadas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Frei Albino, desde o início do ano letivo de 2011, expostas a partir do Projeto Político Pedagógico (PPP) e dos seus desdobramentos em projetos, gerados a partir das necessidades da comunidade escolar, tais como: Gestão Democrática na Escola, Educando A Criança Para Uma Vida Livre Das Drogas e Formação Continuada dos Membros do Conselho Escolar.

          Na execução desses projetos, inicialmente, foram elencados alguns temas relacionados com datas significativas para serem trabalhados através de Pedagogia de Projetosforma esta, mais eficiente para planejar a interdisciplinaridade dos conteúdos,seguindo as datas significativas de cada mês, como: fevereiro - Carnaval Frei Albino;março - Mulher na Conquista da Cidadania (alusivo ao Dia Internacional da Mulher); abril-Renascimento e Fraternidade na Preservação do Planeta e do Meio Ambiente; maio- comemoração das mães; junho – Festas de São João.

Outros projetos foram trabalhados à medida que surgiam as necessidades, tais como: Jogos Recreativos (trabalhar a indisciplina e violência no recreio); Aluno Destaque (homenagem a quem mais se destaca no bimestre); Saúde na Escola (atendendo ao Programa Saúde na Escola – PSE); Construindo a Leitura e a Escrita alunos(as) do 3º e 4º ano, com dificuldades de acompanhar os conteúdos curriculares do ano em estudo, por estarem defasados no processo de construção da leitura e da escrita – fotos em anexo), além de outros trabalhos desenvolvidos em forma de atividades inclusive a reformulação do PPP(fotos em anexo). Tendo em vista uma melhor compreensão do leitor, assim o relatamos conforme desenvolvimento nas folhas seguintes.

  1. O DESDOBRAMENTO DAS ATIVIDADES
2.1. REVISÃO DO PRJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Partindo da necessidade de revisar o Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Frei Albino, a equipe de Gestores, Especialistas, Professores e alunos da escola, se reuniram no dia 24/05/2011 e, em oficinas pedagógicas realizadas após debates, apresentaram propostas de adequação à realidade ao documento. Veja fotos a seguir:
2.1.1   OFICINA PEDAGÓGICA  PPP EM DEBATE
            Abertura dos trabalhos feito pela Diretora Especialista levanta conhecimento prévio
                   

  Exposição do conhecimento prévio em tarjetas



                Especialistas  expõem o PPP em vídeo            Grupo assite vídeo e debate o PPP
                 



Debates e reconstrução do conhecimento prévio,  em pequenos grupos

                     GRUPO 1                                   Conhecimento sistematizado pelo o grupo                                
                     
                           GRUPO 2                                      Conhecimento sistematizado pelo grupo
                        




GRUPO  3                                                            Conhecimento sistematizado pelo grupo
   





















































2.2  CONSTRUINDO A LEITURA E A ESCRITA

Na execução deste projeto, em um primeiro momento aplicamos atividades de sondagem(em anexo), em seguida,  foi planejado e trabalhado a construção do conhecimento, com atividades de acordo com o nível de aprendizagem de cada aluno(a). Para isto, utilizamos os princípios do construtivismo – A construção do conhecimento se dando de forma consciente através de oficinas pedagógicas focadas na leitura e na escrita, com construção de textos individuais e coletivos.

O tempo de duração que foi planejado não vai ser possível, pois, a sua interrupção vai se dá com o início da escola de educação integral, onde estes alunos(as) terão aulas de reforços no horário oposto, não sendo necessário a interrupções das aulas do ano em estudo, além de outras atividades que constam nos conteúdos programáticos da escola integral, que muito vai contribuir para o desenvolvimento cognitivo, e sócio-cultural e afetivo dos(as) alunos(as).

 As fotos em seguida expressam o que foi exposto, tais como:

2.2.1  OFICINAS PEDAGÓGICAS

                  Um exemplo da atividade de sondagem          Construção de textos individuais
              
          Construção de textos coletivos                            Alunos(as) lêem  texto que foram os autores
               

Estão atentos na construção de textos coletivos
             

Alunos (as) socializam os conhecimentos construídos nas oficinas pedagógicas
        




2.3.  PROJETO: EDUCANDO A CRIANÇA PARA UMA VIDA  LIVRE DAS DROGAS

Este é o relatório do PROJETO: EDUCANDO A CRIANÇA PARA UMA VIDA LIVRE DAS DROGAS, caracterizado como mais  um dos projetos da  escola nota 10.Inicialmente foi elaborado para atender as necessidades da turma do 4ª ano “B” daProfessora Maria Elizabete Nóbrega, além de atender a certificação de um Curso Antidrogas que a mesma cursava. Veja as fotos.

Por ser um tema que está em evidência no cotidiano das crianças, jovens e adolescentes, seu desenvolvimento alcançou um patamar significativo, de modo a ser expandido para o turno da noite, além de se integrar ao Projeto Elos da Sedec, havendo, portanto, esta ampliação foi necessário uma reformulação do projeto e do plano de ação(em anexo).
Na integração ao Projeto Elos, houve o envolvimento de todas as turmas do Fundamental I e EJA, principalmente, no levantamento do conhecimento préviodos(as) alunos(as) em relação as drogas, utilizando a caixa de diálogos, conforme o levantamento abaixo:


2.3.1. TURNO MANHÃ

  • Como as pessoas se viciam em drogas?
  • Como a maconha chega ao País?
  • Existe uma droga mais forte que o crak?
  • Quem inventou a droga?
  • Porque a droga mata?
  • Porque o cigarro faz mal para a nossa saúde?
  • Porque o crak existe?
  • Como a maconha chega ao povo brasileiro?
  • Um homem me ofereceu um papelote de maconha,
  • Qual a droga que tem a maior porcentagem de mortes?
  • Como a droga surgiu no mundo?  --
  • Como deve o jovem largar o vício?
  • Quem fez a droga?  05 Como é que faz? -03
  • O que é droga? 03
  • Por que as drogas existem no mundo? -03
  • Porque as drogas são incentivadas?
  • A droga mata?
  • Existe uma forma de eliminar as drogas?
  • Não fume!
  • Quando a pessoa é viciada em drogas, essa pessoa pode envolver outras pessoas nas drogas?
  • O que a droga faz?
  • De que é feita a droga?
  • O que tem dentro da droga ( cola ) que eles ( usuário) cheiram?
  • Como os usuários usam a droga?
  • 30.As drogas faz muito mal a saúde, e quando a gente vicia perde muitos quilos e depois morre.
  • Eu conheço pessoas que fumam maconha
  • A droga não era pra ser feita porque mata gente no mundo inteiro
  • Se a droga mata, porque as pessoas no mundo inteiro usam?
  • Já tem uso da droga nova em João Pessoa? 02
  • O mundo da droga vale a pena?
  • O que você sabe sobre drogas?
  • Porque o crak existe? 03
  • Quantas substâncias nocivas a saúde tem o cigarro?
  • Qual foi a primeira droga no mundo?
  • Já foi apreendida a nova droga em João Pessoa?
  • Porque as drogas existem?
  • Remédio é droga?
  • Do que é feito o crak? É feito de maconha?
  • O cigarro também é um tipo de droga?
  • Queria saber se uma criança usa drogas
  • Como se viciam nas drogas?


2.3.2. TURNO NOITE

  • Eu quero saber quantas substâncias tóxicas há no cigarro?
  • Concordo com a liberação do uso da droga, tudo proibido se torna curioso.
  • O maior comércio de droga no Brasil, é pelos os jovens de classe média e alta, são os maiores consumidores
  • A droga está matando, qual a solução para as droga?
  • Existe tratamento, o que o gov. tem feito?
  • Por que, as drogas destroem as famílias?
  • A droga é um vício como acabar?
  • O certo é liberar as drogas e cobrar imposto
  • Como surgiu o crak, o que ele causa?
  • Como as pessoas podem se livrar das drogas?
  • A maconha que mal ela faz?
  • Diga não as drogas
  • De onde vêm as drogas?
  • Como entrou no Brasil?
  • Tem chance de acabar com elas, e qual o maior efeito que elas causam?
  • A droga não tem futuro
  • As drogas estão destruindo muitas famílias, que estão demais no nosso país
  • A droga mata, estou fora dela
  • Para de consumir drogas
  • Os viciados em drogas não obedecem aos familiares, quanto mais as pessoas de fora
  • Use droga, mas não mate
  • Não use droga pela sua saúde
  • Era para combater as drogas enquanto estava começando, mas agora não tem mais jeito
  • Será que o governador podia fazer alguma coisa pela população usuária de droga.
  • A escola frei albino precisa de pessoas que entrem nesta guerra contra as drogas
  • A escola precisa de um policiamento para ajudar no combate as drogas
  • Se não tivesse droga não havia tanta violência no Brasil
  • O certo é liberar o uso de drogas
  • Por que não tem um programa para acabar com as drogas para dar um fim neste sofrimento das nossas crianças e adolescente
  • De onde vem às drogas, como são distribuídas, por que há facilidade de encontrá-las?
  • Gostaria que esta  maldição acabasse para sempre
  • Droga é uma droga há muita falta de empregos para as pessoas por isto ela existe
  • Por que o gov. do est. da Paraíba quer pagar o seguro desemprego para os apenados?
  • Por que o poder público não acaba com as drogas/
  • O que o governo tem feito contra as droga?
  • A droga é um vício, como acabar?
  • O certo é libera e cobrar impostos sobre as drogas?
  • Existe tratamento e o que o governo tem feito?
  • Por que as drogas destroem as famílias?
  • Droga é um vício, como acabar?
A seguir, fotos que registraram cada momento:


2.3.3. SOCIALIZAÇÃO DO PROJETO DE PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS     


A professora Elizabete no laboratório de informática expõe vídeos e cartazes sobre drogas
                    

Exposição da produção construída pelos alunos(as)





Na apresentação e socialização do projeto com toda a escola tivemos a preseça da A Apresentação do projeto para a comunidade escolar  
     


Presente,a Coordenadora do Projeto Elos da SEDEC, Profª Fabiana Lucena
 





   
Alunos do 4º Ano “B”



3ª ANO-Professora Lourdinha                     4º Ano “A”- Professor Lúcia

   


 Vice-Diretora e Especialista da escola abrindo a Caixa de Diálogo para contagem e análise das respostas dos alunos


Na reunião de Pais e professores, ocorrida no mês de Junho, o projeto esteve em pauta apresentando a caixa de diálogos.
       

  



2. 4 JOGOS RECREATIVOS

2.5  ALUNO DESTAQUE

2 .6 SAÚDE NA ESCOLA (PSE )



2.      OUTROS PROJETOS E/OU ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA
EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL

3.1 CARNAVAL  FREI  ALBINO – 2011


Neste ano letivo de 2011 demos início às atividades pedagógicas, utilizando a interdisciplinaridade dos conteúdos, através da pedagogia de projetos com o projeto CARNAVAL NA ESCOLA

principal objetivo desse projeto foi oferecer aos alunos e as alunas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, subsídios necessários à aquisição de conhecimentos, em relação à origem e desenvolvimento dos Blocos Carnavalescos eCarnaval Tradição da cidade de João Pessoa, através dos conteúdos programáticos trabalhados em sala de aula: Blocos Carnavalescos e Carnaval Tradição da cidade de João Pessoa. Para isso foi selecionado alguns blocos, tais como: As Muriçoquinhas de Miramar; Muriçoca de Miramar; Picolé de Manga; Boi do Bessa; Tribo Indígena Guanabara e Caju Maluco.

Os procedimentos metodológicos utilizados foram: Entrevistas com dirigentes dos Blocos Carnavalescos; visita as sedes dos blocos carnavalescos; oficinas pedagógicas; dramatizações; dinâmicas de sensibilização; aulas expositivas; palestras; pesquisas em geral; desenhos; colagens; vídeos;  entre outros. Veja fotos no desenvolvimento deste trabalho.
As atividades foram divididas por turma, como o mostra o cronograma abaixo
TURMAS
BLOCOS
RESPONSÁVEIS
Pré – I
Muriçoquinhas de Miramar
Fabíola/Márcia
Pré – II
Muriçoquinhas de Miramar
Claudinete/Márcia
1º Ano A
Cajú Maluco
Marileide/Neide
1º ano B
Muriçoquinhas de Miramar
Andréia/Márcia
2º ano A
Muriçocas de Miramar
Gabriela/Kerle(Informática)
2º B
Picolé de Manga
Rita/Neide/Leônia
3º A
Tribo Indígena Guanabara
Lourdinha/Cida/Leônia
4º A
Boi do Bessa
Lúcia/Adília(Biblioteca)
4º B
Boi do Bessa
Elizabeth/Francis(Ed. Integrada)/ Isabela(Biblioteca

A culminância das atividades durante o período da execução do projeto ocorreu em 04/03/2011, com apresentação dos Blocos Carnavalescos e Carnaval Tradição; dramatização; sorteios de camisas dos Blocos; distribuição de Dim-Dim de manga; participação de representantes de Blocos Carnavalescos e Carnaval Tradição, como mostram as fotos em anexo.
           A avaliação ocorreu durante o desenvolvimento e no final do projeto, de acordo com a participação e o interesse dos envolvidos no processo.
Educação Infantil – Pré-Escolar em Oficina Pedagógica

   

Testam as máscaras e fazem pose



2.1.1.      1º ANO “A” – BLOCO HOMENAGEADO CAJU MALUCO
Representante do bloco

Oficina Pedagógica - produção de conhecimentos logo após entrevista com os representantes do bloco Caju Maluca
   





Na culminância do projeto
Alunos representam os foliões do bloco com trages típicos


2.1.2.      2º ANO A – BLOCO TRABALHADO: PICOLÉ DE MANGA

   
Alunos(as) assistem ao vídeo do bloco com a monitora de informática e as professoras de Artes e a de classe.

Na culminância, dançam com picolé  de manga


2.1.3.  2º ANO “B” – AS MURIÇOQUINHAS DE MIRAMAR

             SNC00852       SNC00864
             Em oficinas pedagógicas                Expõem suas elaboraçõem


SNC00866
            Na culminância dos trabalhos com o estandarte do Bloco Muriçoquinhas de Miramar



2.1.4.      3º ANO – TRIBO  INDÍGINA GUANABARA

Estandarte da fundação do bloco                           Em visita a Concentração do Bloco
    
Na culminância dos trabalhos professores e especialistas
     

A professora da turma dá os últimos retoques para a apresentação da dança
A dança indígena puxada pelo o professor de artes - Tadeu
     P1030190
Alunos(as) se posiciona para a dança da tribo indígena



2.1.5.      4º  ANO  ‘A” e “B” – BLOCO TRABALHADO: BOI DO BESSA

Após visita a concentração do Bloco de Folia de Rua Boi do Bessa, chegou o momento da construção do conhecimento através das oficinas pedagógicas.
P1030040     
Alunos(as) observam  Catálogo do Bloco           Apresentam produção  sobre o Bloco

3.1.6. CULMINÂNCIA DOS TRABALHOS

        3.1.6.1.    O BOI DO BESSA VEI A ESCOLA BRINCAR COM AS CRIANÇAS
      P1030196

P1030201
Os(as) alunos(as) vestidos com o colete típico do Bloco, dançam e cantam com a alegoria do BOI DO BESSA(ver nos fundos)






3.2   MULHERES NA CONQUISTA DA CIDADANIA

dia_nacional_mulher

No período de 14 a 18 de março de 2011 a Escola Municipal de Ensino Fundamental Frei Albino deu continuidade aos trabalhos com Pedagogia de Projetos, na interdisciplinaridade dos conteúdos. Para isto, foi realizado um conjunto de atividades inerentes ao Projeto: Mulher na Conquista da Cidadania. O qual faz parte dos projetos que integram o Projeto da Escola Nota 10 desta unidade de ensino.

O citado projeto foi elaborado atendendo as determinações da pedagogia de projetos em todos os sentidos, principalmente nos princípios democráticos, considerando a interdisciplinaridade dos conteúdos e a elaboração coletiva envolvendo todos (as) que compõem a comunidade escola.

Este projeto teve como principal objetivo promover atividades pedagógicas que favoreçam ao aluno e a aluna o reconhecimento da igualdade da mulher na sociedade, e subsidiá-los com elementos necessários à construção de uma consciência de gênero no processo de construção da cidadania das crianças da Educação Infantil (Pré - I e II) e do Ensino Fundamental I, assim como o Ensino Fundamental II cujos alunos foram transferidos no mês de abril para compor a nova escola do bairro, a Escola Franscisco Xavier.

A Metodologia utilizada contou com Oficinas Pedagógicasdramatizações,dinâmica de sensibilização, aulas expositivaspalestraspesquisas, vídeos e desenhos.

O final das atividades do projeto se deu no dia 18 com a socialização dos conteúdos no pátio da escola, seguindo a programação:

1.      Abertura pela equipe gestora;
2.      Desfile dos (as) alunos (as) do Pré I e II - Responsável: Fabíola Claudinete;
3.  Coral 1º ano A e B: Andréia e Rita;
4. Poemas - 2º ano A e B: Gabriela Marileide;
5. Dramatização com base no filme Acorda Raimundo... Acorda! 3º ano: Lourinha
6. Dramatização a partir da música Mama África - 4º ano A/B - 5º A/B: Lúcia e Elizabeth Ana Cláudia e Eliza



4/03 Segunda-feira





___________

15/03
Terça-feira




___________
16/03
Quarta-feira

___________





17/03
Quinta-feira



1. 08 de Março – Dia Internacional da Mulher

2. Mulheres importantes “da minha vida” (alunos e alunas)


_____________________
1. Mulheres na lutar pela igualdade - MARIA..MARIA(Milton Nascimento)



_____________________
2. Vida da mulher trabalhadora e mãe – Mama África(Chico César)
_____________________

1. A exploração da mulher em família e na sociedade/Profissões: Filme - O Sonho Impossível.



_____________________
2. Inversão de “papeis” domésticos e na sociedade (Profissões): Filme - Acorda Raimundo... Acorda!


____________________


3.Homenagear uma mulher importante da minha vida através de uma rosa.





·          Oficinas Pedagógicas
·          Dramatizações
·          Dinâmicas de sensibilização
·          Aulas expositivas
·          Palestras
·          Pesquisas
·          Vídeos
·          Desenhos
·          Colagens
__________________

IDEM



________________

IDEM

__________________

IDEM






__________________

IDEM




__________________

IDEM
Pré – I e II
1º ao 5º ano






_________
Pré – I
Pré II
1º ano A
1º ano B
2º ano A
2º ano B
3º ano
4º ano A
5º ano B
__________
Pré ao 5º ano

_________
Pré I / II
1º ano A e B
2º ano A e B




__________
3º ao 5º ano





__________

-Pré – I e II
-1º ao 5º ano
Professores(as) do pré ao 5º ano,  Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca

________________
Professores(as) do pré ao 5º ano,  Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca
_______________
Fabíola
Claudinete
Gabriela
Marileide
Andréia
Rita
________________
Professores(as) das turmas  Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca

Professores (as) do pré ao 5º ano,  Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca


_____________

Professores (as) do pré ao 5º ano,  Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca
Os conteúdos programáticos foram distribuídos conforme cronograma a seguir:


Portanto, o projeto Mulheres na Conquista da Cidadania foi desenvolvido de forma coletiva e democrática, desde a sua elaboração à conclusão das atividades, conforme fotos a seguir: Apresentações das turmas do Ensino Fundamental I
Portanto, o projeto Mulheres na Conquista da Cidadania foi desenvolvido de forma coletiva e democrática, desde a sua elaboração a conclusão das atividades, conforme fotos        
           
  
   
  
  
 




Aulas utilizando recursos visuais para os alunos do Ensino Fundamental II
Vale salientar que durante o mês de março/2011, as turmas do Ensino Fundamental II ainda pertenciam à Escola Municipal Frei Albino, ou seja, ainda não tinham sido transferidas para a escola integral Chico Xavier. Por isso o projeto “Mulher na Conquista da Cidadania” também foi operacionalizado nas referidas turmas, seguindo outra programação.

TARDE:  ENSINO DO FUNDAMENTAL – II e EJA

Conteúdo programático por dia


DIA
CONTEÚDO
P.METODOLÓGICO
TURMAS
RESPONSÁVEIS
14/03 Segunda.-feira










15/03 Terça-feira
















16/03 Quarta-feira







17/03 Quinta-feira










18/03 Sexta-feira
1. 08 de Março – Dia Internacional da Mulher

2. Vídeo sobre a mulher (mulher mãe e trabalhadora )

1. Mulheres na lutar pela igualdade

2. Escolher uma mulher ( paraibana ou brasileira que se destacou na história na luta pela igualdade de seus direitos.( Nizia Floresta – Potiguar, Elizabeth Teixeira- paraibana, Zabé da Loca- paraibana, entre outras.)



1. Desenvolvimento das atividades através de oficinas.






1. Desenvolvimento das atividades através de oficinas.









Socialização dos conhecimentos construídos durante a semana.

·          Aulas expositivas
·          Vídeos





·          Pesquisas e desenvolvimento de atividades.















1. Elaboração de redação, música ( paródia), peças teatrais, mensagens, confecção de rosas, entre outros.




1. Elaboração de redação, música ( paródia), peças teatrais, mensagens, confecção de rosas, entre outros.







Apresentação dos trabalhos.





6º ao 9º ano, EJA ( diurno e noturno)




6º ao 9º ano, EJA ( diurno e noturno)














6º ao 9º ano, EJA ( diurno e noturno)





6º ao 9º ano, EJA ( diurno e noturno)








6º ao 9º ano, EJA ( diurno e noturno)









Professores(as) do 6º ao 9º ano, EJA Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca

Professores(as) do 6º ao 9º ano, EJA Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca











Professores(as) do 6º ao 9º ano, EJA Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca


Professores(as) do 6º ao 9º ano, EJA Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca





Professores(as) do 6º ao 9º ano, EJA Especialistas em Educação, Direção e Técnicas da Informática e da Biblioteca












Alunos participam de aula na sala de vídeo

Culminância: A Vice Diretora assistindo a apresentação do jogral por alunos do Ensino Fundamental II

Representação teatral  dos alunos do Ensino Fundamental II



2.2.      PÁSCOA – RENASCIMENTO E FRATERNIDADE NA  PRESERVAÇÃO  DO PLANETA E DO MEIO


Dando continuidade aos trabalhos com Pedagogia de Projeto na interdisciplinaridade dos conteúdos, elaboramos um conjunto de atividades inerentes ao verdadeiro sentido da Páscoa, ao tempo em que foram propiciados elementos que conduzem o(a) aluno(a) a uma reflexão em função a exploração do comercio através de propagandas, onde está em jogo apenas os interesses econômicos. Neste sentido, em onze de abril de dois mil e onze foi iniciada as atividades alusivo à Páscoa, sendo concluídas em vinte e seis de maio de dois mil e onze.

O Plano de Ação foi elaborado para ser desenvolvido entre o período de 11 a 20 de abril do ano em curso, mas não foi possível em razão de uma série de paradas das atividades do ano letivo, no caso, sete dias entre paralisação e greve dos Trabalhadores em Educação, e mais três dias de conserto do piso da escola.



O objetivo principal da escola com este trabalho foi:

1.      Promover atividades pedagógicas que favoreçam ao aluno e a aluna o reconhecimento do verdadeiro significado da Páscoa
2.      Subsidiar os alunos e as alunas com elementos necessários a uma reflexão a cerca da exploração do comércio, quando se utiliza deste momento, de renascimento e fraternidade, para se favorecer com altos lucros.
3.      Oferecer condições necessárias para que os(as) alunos(as) possam adquirir conhecimentos em função da preservação do planeta e do meio ambiente.

Público alvo desta atividade:

  1. Alunos e alunas da Educação Infantil
  2. Ensino fundamental – I(1º ao 4º ano)

Os conteúdos programáticos foram distribuídos da seguinte forma:

Preservação da água
  • Os Milagres de Jesus
  • Preservação da água e do Planeta
  • O Significado da Páscoa e os seus símbolos
  • Exploração do comércio no uso dos produtos relacionados à Páscoa
  • Temas relacionados ao estudo da Páscoa

De acordo com o planejamento interdisciplinar deu-se prioridade as questões relativas à: Artes (desenho, colagem de objetos relacionados ao tema em estudo);geografia - mapas (do continente  onde se deu a morte de Jesus e o brasileiro com as regiões e estados onde se dá o maior número de encenação entre outros); História(historiar fatos daquele momento até os nossos dias); Matemática (quantidade de séculos, de apóstolos, livros bíblicos; quantidade de lucros dos comerciantes no período – pesquisa feita no comércio local e entrevistas a comerciantes etc - subtração/adição/multiplicação e divisão); Saúde(conhecer doenças da época e a alimentação típica que promove a saúde), considerando, portanto, a avaliação e o produto: textos descritivos, mapas, objetos feitos em cerâmica e gesso (criatividade, cartas, listas, gráficos, debates, portfólio com todas as atividades (pasta com alça feita de papel madeira).

Os procedimentos metodológicos deram-se através de:
·         Oficinas Pedagógicas
·         Dramatizações
·         Dinâmicas de sensibilização
·         Aulas expositivas
·         Palestras
·         Pesquisas
·         Vídeo
·         Documentários entre outros

Os recursos utilizados contaram com:

1.      Materiais: Cartolina, data show, vídeos, revistas, jornais, lápis hidrocor, cola, tesoura, internet, papel crepom entre outros.

2.      Humanos: Professoras e professores, alunos e alunas, técnica de informática especialista em educação, bibliotecária e direção.


A avaliação ocorreu durante o desenvolvimento e no final do projeto de acordo com a participação e o interesse dos envolvidos no processo.

Alunos colando produção do conhecimento Elaborada em Oficinas Pedagógicas, À direita assistindo vídeo
 

Professora acompanha atividades dos de alunos especiais

    
Concluímos esse projeto apresentando em anexo o cronograma das atividades, fotos textos entre outros.


CRONOGRAMA
MANHÃ

EMEF FREI ALBINO: RELATÓRIO 2011 - 1º SEMESTRE: 1.APRESENTAÇÃO           O presente documento tem como finalidade relatar as ações pedagógicas, real...

domingo, 11 de setembro de 2011

MODOS DE MODA: "DEU CORDA" NOS PÉS

Site traz notícias quentes sobre a última moda,

Acesse...


MODOS DE MODA: "DEU CORDA" NOS PÉS:     Elas vão continuar com tudo nesse verão 2012! As sandálias espadrilles vem fazendo sucesso nas celebridades, fashionistas e está também...

http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?rl=as&uid=5934866504936230068&aid=1240505943&pid=1240664874155&uit=/Home.aspx

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Processo de Escolha de Diretor(a) Escolar

Democracia Representativa X Democracia Participativa

Por Maria do Socorro de Oliveira Pinto Patrício – Pedagoga



Reivindicar a democratização da educação pública deve ser uma bandeira de luta dos profissionais da educação. Quanto à escolha de diretor escolar, nos diversos recantos do País, há contradições políticas desde a indicação política pura e simples,passando pela indicação por meio da lista tríplice, até a eleição direta por meio do voto da comunidade escolar. Nesse sentido, entendemos que as associações de profissionais das várias atividades têm de alargar os seus fins para além dos objetivos sindicais e corporativos, sendo instrumento de conscientização das pessoas para a mudança da sociedade no que tange a uma maior participação e autonomia.

À luz da concepção de gestão escolar instituída na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9.394/96, acabar com processo de escolha do diretor escolar pelo voto pode ser um retrocesso. Isto se não evoluirmos da concepção de democracia representativa para a democracia participativa. Retroceder, vai de encontro a uma ordem constitucional. A Constituição Federal estabelece no Art 37, Parágrafo V, que as funções de confiança (direção, chefia e assessoramento) devem ser exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira. Por sua vez, o artigo 206, inciso VI,nos dá a garantia de uma efetiva gestão democrática na educação pública.

A participação é um elemento essencial da democracia. Direção, professores, funcionários, alunos, pais e demais membros da comunidade têm diferentes papéis no processo educativo.

Exercer a cidadania e favorecer a democracia participativa dá trabalho, consome recursos e tempo. Aprofundar a democracia e transformá-la no meio de revolucionar o país, conduzindo a realidade sócio-política por intermédio de um genuíno processo democrático vai exigir muito de todos nós em tarefas de organização, discernimento, criatividade, solidariedade e civismo.

Em passado remoto, a sociedade e a educação brasileira tiveram um período negro e autoritário marcado pela indicação política como por exemplo, a forma de escolha do diretor(a) escolar. Com a redemocratização do País a partir da década de 80, a forma de eleição direta por meio do voto da comunidade escolar foi uma conquista de todos. Da década de 90 até hoje, os diversos processos de escolha de diretor(a) escolar tem sido marcados por contradições e pelo aprofundamento de estudos de concepções de gestão escolar de caráter gerencial ou de caráter
empresarial, com referenciais teóricos para a organização do trabalho pedagógico.

A democracia é soberania popular, é construção de uma comunidade participativa, é igualdade. “Uma verdadeira democracia é um processo que implica não só modificações políticas, mas também modificações econômicas e sociais.”(COUTINHO, 2000, p.129). E a escola é uma instituição necessária para a democratização da sociedade, cabendo a ela fazer com que os alunos se apropriem do conhecimento.

A concepção gerencial da gestão escolar, mesmo utilizando-se de práticas eleitorais da democracia representativa com escolha d(a) diretor(a) através do voto, como é o caso das escolas públicas do Estado da Paraíba e do Município de João Pessoa, contribui e reforça a forma contraditória de reprodução social das relações de dominação no interior da escola, historicamente determinadas pela forma do trabalho capitalista.

Se quiser encontrar alternativas à atual situação, tem de conseguir que a sociedade gere novas organizações e valores, tem que criar estruturas, formas de manifestação e expressão que interessem a maioria dos cidadãos, fora do atual quadro de poderes manipuladores da opinião pública. Para passar da democracia representativa ( mediada pelos interesses econômicos e grupos políticos que são a sua expressão) à democracia participativa, tem que ir muito além da participação na votação periódica de dois em dois ou equivalente.

Enfim, para conseguir que a maioria das pessoas se motive e trabalhe na procura das soluções que lhe interessem faz-se necessário a efetivação de mecanismos eficazes de participação no âmbito da escola e o comprometimento da prática escolar com seus resultados na vida social, o que não se faz se não for por intermédio de um Conselho Escolar atuante. Assim é que desvelarão os caminhos da melhoria da qualidade de ensino que se almeja.

O nosso corpo é o templo do Espírito Santo

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Nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus. O homem foi diferenciado das demais criaturas criadas por Deus pois recebeu corpo, alma e espírito. Somos sua obra prima, criados para o louvor da sua glória. Deus colocou em nós o fôlego de vida e fomos criados para sermos sua habitação. Ele fez tudo isso para vir morar dentro de nós. Portanto, nosso corpo deve refletir a santidade d'Ele. Para isso acontecer temos que cuidar de nosso corpo com zelo. Irmãos muito cuidado com nossas atitudes, por ser-mos templo de Deus nós somos exemplo pro mundo. Temos que passar uma boa e perfeita imagem, temos que refletir santindade, no andar, no falar, no agir, etc...

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos."
(I Corintios 6:19)

Alguns pontos em que demos zelar:

Cuidado com nossos olhos, eles são a porta de entrada da nossa alma( (Mt 6.22).

Cuidado com nossos ouvidos, podemos ter a alma contaminada através da audição. Vigilância e selecionar ao que submetemos os nossos ouvidos, é necessário - "a fé vem pelo ouvir..." (Rm 10.17),Cuidado com a boca, as palavras devem ser equilibradas e conduzidas pelo Espírito Santo, para que sejam edificadoras para quem as ouve. (Cl 4.6) Cuidado com o que fazemos, nossas atitudes revelam quem somos. (Tg 1.19-22).

Cuidado com a aparência, A nossa aparência reflete como estamos interiormente, isto é, a saúde da alma. Se andamos relaxadamente, de qualquer jeito, estamos desprezando o que Deus criou de uma maneira muito linda. Se vestir de forma agradável com roupas limpas e cuidadas, cuide dos seus cabelos, unhas, tome banho regularmente, escoves os dentes sempre depois das reifeições " mal álito ninguém merece kkk ", faça barba ou a mantenha bem cuidada, se alimente bem, tenha habitos saudáveis, exercite-se, mantenha o cuidado com sua saúde. "para que não fique doente e apresse sua ida pra gória. kk " .Todos esses são hábitos que demonstram zelo pelo Templo de Deus e também um excelente testemunho como cristão.

Como filhos de Deus devemos espelhar a sua glória, sendo Seus imitadores. (Ef 5.1, 2). Fugir das obras da carne (Gl 5.19-21). Seja Santo "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.15, 16). Com unidade de Espírito - (Ef 1.3, 4) Em todo o nosso viver (1 Pe 1.15, 16) Tendo os nossos corpos em sacrifício (Rm 12.1) Tendo o Fruto do Espírito (Gl 5.22).

Nós somos a Igreja, somos filhos de Deus e precisamos refletir a Sua glória, não só em palavras, mas em atitudes que revelem o Deus que está em nós. Sejamos referencial de santidade a cada dia, sendo zelosos no que fazemos, no que falamos ou pensamos, buscando a santidade em amor, sendo exemplos em tudo, para glória de Deus.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Publicado acórdão sobre piso nacional para professores

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Quarta-feira, 24 de agosto de 2011



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br /> Foi publicado no Diário da Justiça eletrônico do Supremo Tribunal Federal desta quarta-feira (24) o acórdão do julgamento da Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167, que considerou constitucional a norma que instituiu o piso nacional dos professores de ensino básico das escolas públicas brasileiras.
Pela decisão, são constitucionais os dispositivos da Lei 11.738/08 que fixam o piso salarial com base no vencimento, e não na remuneração global dos professores. Por maioria de votos, os ministros entenderam que a União tem competência para dispor sobre normas gerais relativas ao piso de vencimentos dos professores da educação básica “como forma de utilizá-lo como mecanismo de fomento ao sistema educacional e de valorização profissional, e não apenas como instrumento de proteção mínima ao trabalhador”.
O caput do artigo 2º da lei determina que o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 mensais para a formação em nível médio, na modalidade "Normal". O parágrafo 1º do artigo 2º, que foi declarado constitucional, determina que o “piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 horas semanais”.
O parágrafo 4º do artigo 2º da lei, por sua vez, determina que, na composição da jornada de trabalho do professor, é necessário observar o limite máximo de dois terços da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Lucena: onde o belo e as carências se confundem

Paulo de Tácio
PRAIA DE BONSUCESSO/LUCENA
Se houvesse apenas uma palavra para definir Lucena eu elegeria “a cidade das carências”, apesar de toda a beleza natural que adorna esta que é uma das mais belas, ricas e prósperas cidades da Paraíba. Pode até parecer paradoxal falar em carência e prosperidade ao mesmo tempo. E o é, sim. A carência é por que precisamos de tantas coisas que fica até difícil escolher qual. A prosperidade é que temos tantas possibilidades de crescer que é razoável entender que somos ricos e não sabemos a riqueza que temos.
Somos ricos no que Deus nos deu: uma beleza paisagística ímpar, um recanto ainda quase virgem, onde se pode desfrutar da natureza primitiva. Um lugar onde a história se mistura com a natureza, que tem um Santuário da Guia, cuja igreja teve início no distante ano de 1591, portanto apenas seis anos após a ocupação portuguesa nas terras paraibanas; e que tem o inusitado do Bonsucesso, com a proeza de uma igreja “plantada”numa árvore.
Lucena tem uma das raízes culturais mais sólidas e preservadas do nosso litoral, com um jeito diferente de ser do seu povo, que guarda traços ainda primitivos e nativistas. Cidade de pescadores que não perdeu seus hábitos, como lançar uma rede ao mar nas pescas-de- arrasto ou nos barcos que deslizam mar à dentro ainda nas primeiras horas da madrugada, e que muitas vezes só voltam dois ou três dias depois.
Lucena dos currais de peixes, onde tanto é bonito apenas observar como mergulhar em suas águas rasas durante as baixas das marés. A chegada do Rio Miriri ao mar é apoteosa, num cenário perfeito, onde a natureza caprichosamente esculpiu a sua imagem. Praia ainda quase virgem, dar a sensação de que estamos num outro lugar.
Mas Lucena paradoxalmente é a cidades das carências, onde a natureza fez a sua parte, mas o homem ainda completou a sua. São muitas as necessidades, e quem melhor sabe é quem delas precisa. Se adoecer na madrugada, pode não dá tempo para chegar o socorro. É urgente a construção de um hospital, funcionando 24 horas, o que poderia salvar muitas vidas.
Precisamos também de uma escola técnica e de ensino em tempo integral para nossas crianças, preparando-as para as oportunidades que o futuro com certeza nos dará. A mão do homem também que se apresentar no planejamento urbanístico, com o embelezamento e fomento ao turismo. Aliás, não consigo vê Lucena sem a sua tríplice vocação natural: o turismo, a pesca e a fruticultura. É a partir delas que podemos deslanchar.
A construção de uma via oeste panorâmica, interligando a sede do município a Costinha e a Guia poderia ser um marco, dando um novo retrato ao lugar. As pontes interligando Lucena a Cabedelo é a salvação de todo o Litoral Norte. Falo em pontes porque é muito fácil, barato e rápido construir duas pequenas pontes unindo Cabedelo à ilha e da ilha outra ponte sobre o Rio da Guia. Isso seria a continuação da PB 008, interligando todo o litoral paraibano.
A
s carências são muitas, mas uma é fundamental: a geração de emprego e renda. E isso somente ocorrerá se soubermos explorar nossas vocações naturais. A Paraíba e o Brasil têm uma dívida enorme com Lucena, que remonta ao longínquo ano de 1985, quando foi proibida a pesca da baleia. Daquela época nos restam os órfãos da pesca, que nunca receberam a prometida compensação. O que temos hoje são as viúvas e os viúvos da pesca da baleia, que continuam desempregados e desamparados, sem que o Poder Público cumpra com sua parte.
Mas Lucena tem jeito, e ainda despertará para o desenvolvimento sustentável, mantendo as suas belezas paisagísticas como as piscinas naturais de Pontinha, a encosta do Miriri, o Santuário da Guia, as belezas de Camaçari, e o suprimento de todas as suas carências. Quem viver verá.

Os órfãos da pesca da baleia esperam compensação

Paulo de Tácio

O Brasil e a Paraíba têm uma dívida enorme com o povo de Lucena, que carece de uma urgente reparação. E é muito simples entender. Até a metade dos anos 80, apesar de naquela época não possuirmos a Balsa, a ligação com a cidade se dava exclusivamente pela velha e curvilínea estrada de chão batido, muito menos havia ainda a expansão imobiliária na área praieira, o município de Lucena era um dos que se mostrava mais promissor em todo o Litoral Norte.
A pesca da baleia era o grande empregador e responsável pela maior parte da receita do município. Lucena não possuía outras fontes de renda que não a pesca e a ainda insipiente fruticultura. O turismo, pior que hoje, sequer era uma aposta. Mesmo assim não havia desemprego. Vivia-se da pesca. Pesca que era abundante de xarel, de camarão, cação, lagosta, lagostim, e tantos outros peixes retirados dos currais, das redes de arrasto ou das pequenas embarcações tainheiras e camarãozeiras. À vela ou movida com pequenos motores a diesel.
Mas era a baleia quem fazia a festa de todos. Dos turistas que iam a Costinha e Cabedelo assistir a chegada dos barcos pesqueiros, mas, sobretudo, das centenas de famílias que tinham naquela atividade o seu sustento. E eram muitas as pessoas que possuíam a carteira assinada na Cia de Pesca do Norte do Brasil. A pesca da baleia em Lucena foi iniciada no distante ano de 1911, e Costinha sempre foi o porto-pesqueiro, o ancoradouro para onde eram levadas as baleias.
Em Costinha, que é um distrito de Lucena, a pesca da baleia mais que fonte de emprego e renda era a garantia de alimentação de baixo custo para a população residente e para todos os paraibanos de baixa renda, em razão do preço baixo de sua saborosa carne. Da baleia tudo se aproveitava, do óleo à carne que se podia comer feito bife ou charque aos ossos que eram triturados e viravam ração animal ou adubo vegetal. Tudo se transformava.
Entre os meses de junho e dezembro eram pescados diariamente entre seis e oito baleias em alto-mar da Costa paraibana, e levadas para o ancoradouro de Lucena. A chegada dos barcos pesqueiros, nos finais de tarde e “boquinhas” da noite transformava-se numa grande festa, sendo, à época, o grande atrativo turístico, atraindo várias lanchas lotadas de curiosos para assistirem a operação beneficiamento, que durava, em média, 18 minutos por animal. Eram baleias Mink, Cachalote e Espadarte.
No ano de 1985, depois de uma campanha insidiosa nacional contra a pesca, que contou, inclusive, com uma música da dupla Roberto e Erasmo Carlos, que embalava os protestos, a pesca foi proibida no litoral brasileiro, sob a alegação de que era aqui o berçário delas. Não convém discutir neste espaço se verdade ou mentira que a parte paraibana da costa sirva mesmo de berçário para as Mink, Cachalotes e Espadartes, embora saibamos que elas continuam presas fáceis dos modernos e sofisticados navios-pesqueiros islandeses, chineses, japoneses e coreanos que desrespeitam o cinturão das 200 milhas nacionais.
Mas, proibição à parte, o que importa mesmo é que até agora nada foi feito para compensar as viúvas e os viúvos da pesca, que continuam órfãos, desempregados, subempregados. Muitos morreram de espera. Todos filhos de tantas promessas feitas pelos vários governantes de plantão. A fome, a miséria, o descaso compõem o resto do enredo dessa história.
D
aí o porquê de que Lucena tem uma enorme dívida a resgatar junto aos Governos Federal e Estadual. É chegada a hora da compensação. Que ela venha por investimentos que devem ser feitos na nossa tríplice vocação natural: a piscicultura, o turismo e a fruticultura, ou por outros caminhos, como o Porto de Águas Profundas, o Complexo Portuário-Pesqueiro Lucena/Cabedelo ou pela Zona de Processamento e Exportação, a Zona Franca Lucena/Cabedelo, que pode ser outra solução.

PAULO DE TÁCIO é jornalista, advogado e empresário de radiodifusão.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"A alfabetização nunca termina"

ENTREVISTA COM TELMA WEISZ


Doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo, Telma Weisz criou o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), lançado em 2001 pelo Ministério da Educação. Hoje coordena um programa semelhante, o Letra e Vida, na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Nesta entrevista, ela destaca que a alfabetização é um processo contínuo e fala da responsabilidade da escola para combater o analfabetismo funcional.

O que é ser alfabetizado?

Telma Weisz Vejo a aquisição do sistema de escrita - popularmente conhecida como alfabetização e que chamamos de alfabetização inicial - como parte de um processo. Mesmo os adultos nunca dominam todos os tipos de texto e estão sempre se alfabetizando. Ser alfabetizado é mais do que fazer junções de letras, como B com A, BA.

Qual a diferença entre alfabetização e letramento?

Telma Weisz No passado, era considerado alfabetizado quem sabia fazer barulho com a boca diante de palavras escritas. Só então estudava-se Língua Portuguesa e gramática. Para quem acredita no letramento, a criança primeiro aprende o sistema da escrita e só depois faz uso social da língua. Assim como antes, isso dissocia a aquisição do sistema das práticas sociais de leitura e escrita. Para evitar essa divisão, passamos a usar o termo cultura escrita.

Qual a importância do professor como leitor-modelo?

Telma Weisz A leitura é uma prática e para ensinar você precisa aprender com quem faz. Porém, este é um nó: como formar leitores se você não lê bem? E como ler bem se você saiu de uma escola que não forma leitores? A solução é de longo prazo e requer programas de educação continuada que tenham um trabalho sistemático nessa área. Nas reuniões do Profa, eram dados três textos ao formador. Ele escolhia um e lia para os professores, que recebiam os três. Ao fim do ano, eles haviam lido 150 textos de vários gêneros.

Como os pais podem colaborar na alfabetização?

Telma Weisz Lendo todos os dias para as crianças. Quem passa a primeira infância ouvindo leituras interessantes se apropria da linguagem escrita. Assim, na hora em que lê e escreve de forma autônoma, já sabe o que e como produzir. Isso também possibilita à criança entender os textos que lê.

Por que saem das escolas tantos analfabetos funcionais?

Telma Weisz Porque a escola só reconhece como alfabetização a aquisição do sistema. Em vez de investir na competência leitora, concentra-se no ensino de gramática. Por isso há analfabetos funcionais com muitos anos de escolaridade. Formar leitores e gente capaz de escrever é uma tarefa de coordenadores, gestores e professores de todas as séries e disciplinas. Eu diria que leitura e escrita são o conteúdo central da escola e têm a função de incorporar a criança à cultura do grupo em que ela vive. Isso significa dar ao filho do analfabeto oportunidades iguais às do filho do professor universitário.

Como reverter esse quadro?

Telma Weisz Lendo, discutindo, trocando idéias, vendo o que cada um entendeu e pesquisando em fontes diversas. É preciso tornar o texto familiar, conhecer suas características e trazer para a sala práticas de leitura do mundo real. Se a função da escola é dar instrumentos para o indivíduo exercer sua cidadania, é preciso ensinar a ler jornal, literatura, textos científicos, de história, geografia, biologia. Consegue ler bem quem teve algum tipo de oportunidade fora da escola. Os que dependem só dela são os analfabetos funcionais. E a escola faz isso porque não compreende claramente a sua função.

sábado, 16 de abril de 2011

Matricule-se na escola do perdão

Sabe perdoar quem aprendeu a amar

O perdão é uma escola? Se partir do princípio de que numa escola se aprende: Saber o que é? E como fazer? Então afirmo que "sim", o perdão é uma verdadeira escola de formação permanente. Com lições que se aprendem na prática da vida e não com teorias.

O perdão não é um sentimento, é uma decisão. Exige de nós uma atitude que nos “rasga” o coração, abaixa o nosso orgulho e derruba as nossas razões. Certamente não é esquecer o fato ou a pessoa que o machucou. Por mais que se tente não se consegue fazê-lo. Perdoar é colocar entre você e quem o feriu o Mestre do perdão. O Mestre do amor. Sabe perdoar quem aprendeu a amar.



É possível perdoar!

No Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, no número 595, temos esta instrução: "Ora, mesmo se para o homem pareça impossível satisfazer essa exigência, (o perdão) o coração que se oferece ao Espírito Santo pode, como Cristo, amar até o extremo do amor, mudar a ferida em compaixão, transformar a ofensa em intercessão. O perdão participa da misericórdia divina e é um ponto alto da oração cristã" (conf. CIC 2840-2845-2862).



Posso acreditar nisso quando contemplo histórias de vida, como a sua, como a minha. Repletas de exemplos de superação, nas quais o perdão parecia impossível de acontecer, mas ele aconteceu. Aquele pai que perdeu as duas filhas, por exemplo, e perdoou o assassino, poderia ser você ou eu.

Quem não conhece uma história dessas também? É provável que você se recorde de alguém que conheça ou você mesmo tenha passado por situações semelhantes ou muito próximas a essas, pois as situações da vida acabam sendo enormes salas de aula, nas quais somos convidados a viver o ensinamento do perdão ou sair da sala e enfrentar as consequências do não aprendizado. São histórias reais, de pessoas reais; o que as torna diferentes? Aquela escola de perdão onde estão matriculados.



Mateus 18, 21: "Senhor, quantas vezes devo perdoar? Até sete vezes? Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete".



Eis o segredo: perdoar a vida inteira, nas pequenas circunstâncias ou nas grandes, na circunstância máxima da sua vida, perdoar. Nessa escola não há “cola”, mas a prática. Porém, atenção: esta não é uma escola para os fortes, mas para os fracos, que precisam do auxílio da graça divina para superar as fraquezas e fortalecer os propósitos.



Essa escola está sempre de matrículas abertas, não há número de vagas e o ano letivo durará a vida inteira, pois sempre teremos uma lição nova a aprender, sempre teremos uma pessoa nova a perdoar...

Eu espero encontrá-lo na próxima aula.

Lucio Domicio
domicio@cancaonova.com



Estamos vivendo o período da quaresma, época em que se evidencia a necessidade do perdão. Vamos então à escola...

sexta-feira, 4 de março de 2011

A sociedade do narcisismo e da melancolia




De que maneira a sociedade contemporânea, marcada pela contínua desvalorização do passado e pela promoção crescente do narcisismo, está condenada à melancolia?

Por Luciana Chauí Berlinck

A melancolia (palavra que em meados do século 19 começa a ser substituída pelo termo depressão) é considerada a doença mental contemporânea, e cabe indagar como nossa sociedade facilita o surgimento dessa patologia. Não faremos distinção entre melancolia e depressão. Para muitos, a depressão é uma patologia orgânica, que transparece psicologicamente como tristeza profunda ou melancolia. Ou seja, esta é um sintoma daquela. Em contrapartida, para Freud, não há diferença entre uma e outra. Ambas exprimem o mesmo fenômeno, embora possamos considerar a depressão um sintoma da melancolia, uma vez que a palavra "depressão" significa rebaixamento, ou seja, uma diminuição das atividades, que pode ser tanto orgânica quanto psíquica.

Em "Luto e melancolia", Freud apresenta uma analogia entre melancolia e luto. A diferença entre ambos decorre da ausência de disposição patológica no luto e da presença dela na melancolia. Psicanaliticamente, uma "disposição patológica" é uma série de condições da vivência pessoal que faz alguém reagir sempre de uma certa maneira aos acontecimentos. Ao contrário da melancolia, no luto não há disposição patológica porque, embora leve a um afastamento das atitudes normais para com a vida, não é duradouro, não define um modo constante de viver e se espera que a anormalidade seja passageira, não necessitando de tratamento médico. No caso da melancolia, a predisposição patológica é dada pelo narcisismo: como este foi vivenciado e porque o indivíduo ficou fixado nele. Freud enumera os traços distintivos da melancolia, os mesmos encontrados no luto, com uma única exceção: a perturbação da auto-estima não é encontrada neste último. Os demais traços comuns a ambos são: desânimo profundo e penoso, perda de interesse pelo mundo externo, perda da capacidade de amar, afastamento de toda e qualquer atividade. Reação à perda de alguém que se ama, no luto a falta de interesse pelo mundo externo se dá porque este não traz de volta o objeto perdido; a falta de capacidade para amar outros ou outras coisas ocorre por não se ter a capacidade de substituir o objeto perdido por um novo objeto, fazendo com que a única atividade possível seja "realizada com a memória do ser querido".

Freud fala no "trabalho do luto", cujo objetivo é desinvestir o objeto perdido, renunciar a ele, levando a libido (a energia psíquica) de volta ao eu para que este possa desejar um outro objeto. De fato, ao sentir a falta do objeto, o sujeito enlutado descobre que era precisamente esse objeto desejado que, perdido, não pode ser substituído por outro, e a libido se volta para o objeto ausente por meio de lembranças e expectativas que o sujeito se recusa a abandonar. O trabalho do luto consiste em evocar as lembranças e investi-las fortemente uma a uma, de maneira a que, paulatinamente, a energia psíquica se desligue delas. O luto revela um traço constitutivo da humanidade do homem, isto é, a maneira de experimentar a ausência.

Perda e luto
Como o luto, a melancolia é também reação à ausência, à perda de um objeto amado. Nela, porém, a perda é de natureza mais ideal e inconsciente: "O melancólico não sabe o que perdeu", escreve Freud. A melancolia é, pois, a reação inconsciente a uma perda, seja ela real ou imaginária, seja conhecendo-se ou não o objeto perdido, seja conhecendo-se o objeto sem que se saiba o que se perdeu com ele. Nos dois casos há um empobrecimento e um vazio; contudo, no luto, isso ocorre em relação ao mundo, enquanto que, na melancolia, em relação ao eu. Enquanto o trabalho do luto tem como objetivo liberar o eu para que possa "viver" outra vez, na melancolia o sujeito experimenta desprezo por si mesmo, não busca a vida nem preza o instinto de viver. O que chama a atenção de Freud, de um ponto de vista psicológico, é a diminuição da pulsão de vida, e quando o melancólico busca a morte, compreende-se seu caráter patológico. Freud, ao introduzir a noção de inconsciente, introduziu também a exigência de que o médico ouvisse e levasse a sério o discurso de seus pacientes, signos visíveis de acesso ao invisível, entendido como o sentido. A revolução psicanalítica consiste em ouvir o paciente, não para desmenti-lo, e sim para compreender o sentido da imagem que tem de si mesmo. O melancólico tem satisfação ao comunicar seus defeitos, julgando com isso apresentar-se tal como é. As auto-acusações do paciente, explica Freud, não são totalmente desprovidas de razão, ainda que não haja correspondência entre o grau de autodegradação e sua justificativa real.

É exatamente isto que permite diferenciar a melancolia do luto: a fala e o comportamento do melancólico levam a uma conclusão surpreendente, pois o objeto amado perdido é o próprio eu. O outro (perdido) é o eu. Admitir que o paciente está descrevendo o que realmente se passa nele significa admitir que a perda se refere à auto-estima e que, portanto, o eu está perdido para si mesmo.

Freud descreve a melancolia como um fenômeno psíquico de caráter representacional, ou como uma "neurose de defesa". Em termos freudianos, a defesa nada mais é do que um mecanismo pelo qual o eu procura proteger-se das excitações ligadas a representações que lhe são incompatíveis (incompatíveis porque lhe causam dor ou sofrimento). A melancolia é um tipo peculiar de defesa, que Freud designa como "neurose narcísica", na qual a capacidade do sujeito de estabelecer vínculos libidinais (ou de energia psíquica) com os objetos está prejudicada ou mesmo perdida.

O outro é o eu
Todos nós partimos de uma "escolha objetal", isto é, da ligação da energia psíquica a determinada pessoa; pode ocorrer, a seguir, que a escolha seja abalada por um acontecimento real ou não, algo concreto, ou um sentimento, ou uma fantasia. Este leva à perda do objeto, ou seja, leva a libido a desligar-se dele. Se a energia psíquica tomar um caminho normal, liga-se a outro objeto. Ora, na melancolia, a energia psíquica livre se recolhe no eu e estabelece uma identificação entre este e o objeto perdido. Com essa identificação, entramos no núcleo da melancolia, qual seja, a perda do objeto passa a ser perda do próprio eu e o conflito que existia entre o eu e a pessoa amada passa a ser o conflito entre a crítica do eu e o eu. O "outro" é o outro e simultaneamente o próprio eu, que mimetizou esse outro, identificando-se com ele e o perdendo, donde a neurose ser narcísica.

A melancolia nos ensina muito sobre todos os humanos. De fato, no ponto de partida do desenvolvimento de nossa vida psíquica, há um momento claramente narcisista, pois, como explica Freud, definido como a condição em que o sujeito toma a si mesmo como objeto de amor, o narcisismo implica superestima, uma vez que no narcisismo infantil destaca-se a vivência prazerosa da criança de sentir-se especial, perfeita, de que são superestimadas sua beleza, sua inteligência e todas as suas qualidades, enquanto seus defeitos são negados ou esquecidos. Dessa forma, o amor do narcisismo se caracteriza pela idealização de si - um eu ideal. A libido descrita como narcisismo reivindica um lugar no curso regular do desenvolvimento sexual humano. A melancolia é a fixação no estágio infantil do narcisismo, quando a energia psíquica livre retorna ao eu e, por ter havido uma identificação narcisista com o objeto, é ao narcisismo que a libido retorna. A identificação narcisista com o objeto vem substituir a relação com o objeto, resolvendo assim o conflito entre o sujeito e a pessoa amada.

Caso o indivíduo no início da vida sofra sucessivos desapontamentos amorosos, o narcisismo infantil fica gravemente ferido e ele sente-se totalmente abandonado; isso gera as primeiras crises de depressão. A impossibilidade de referir-se a um passado de lembranças amoráveis define a situação da gênese psicológica da melancolia.

Se concordarmos com Freud em considerar a melancolia uma neurose narcísica, vale a pena observarmos as características da nossa sociedade, levantando a hipótese de que esta incentiva o surgimento de patologias narcísicas, entre as quais a melancolia. Idéia reforçada se, com Christopher Lasch ( A cultura do narcisismo), considerarmos não apenas que a cultura ocidental contemporânea estimula o narcisismo, mas também que a própria cultura é narcisista. Se uma cultura narcisista propicia o aparecimento da melancolia, podemos compreender porque a incidência de melancólicos (ou depressivos) é hoje tão grande.

Alguns traços permitem pensar a sociedade contemporânea como narcisista e promotora de narcisismo: o gosto pelo efêmero e a perda de referência temporal ao passado e ao futuro; a rápida obsolescência das qualificações para o trabalho, dos valores e das normas de vida e o prestígio do paradigma da moda; a competição como forma de constituição da identidade pessoal; o medo, gerado pela insegurança e pela competição; a perda da autonomia individual sob o poderio do "discurso competente" (a fala dos especialistas); a incapacidade para simbolização e o conseqüente fascínio pelas imagens e pela nova forma da propaganda e da publicidade, que não operam referidas às próprias coisas e sim às suas imagens (juventude, beleza, sucesso, poder) com as quais o consumidor deve identificar-se. Desses traços, a relação com o tempo, e a impossibilidade de simbolização sob o prestígio das imagens são importantes para a determinação da melancolia.

Sociedade narcisista
Nossa sociedade alimenta o gosto pelo efêmero; passado e futuro não são referências psicológicas e sociais predominantes, mas sim o presente como instante fugaz. Porém, a ordem humana surge exatamente como capacidade para simbolizar, isto é, para lidar com o ausente, e a primeira relação com a ausência é dada pela relação com o outro sob a forma do tempo, seja como relação com o morto - relação com o que se tornou ausente - seja como relação com a natureza por meio do trabalho, que torna presente o que estava ausente. A temporalidade, relação com a ausência, é, assim, decisiva para a realização do trabalho do luto, e a impossibilidade dessa relação temporal é o que opera na melancolia e dificulta (quando não impede) o trabalho de sua superação. Ora, a sociedade do efêmero, do tempo reduzido ao instante presente fugaz abandonou a densidade e profundidade do tempo, desencadeando a impossibilidade de simbolizar a ausência e, portanto, gerando depressão, isto é, a melancolia.

A sociedade narcisista desvaloriza culturalmente o passado, não sendo surpreendente que este apareça sob a forma da "nostalgia", como se o passado fosse o mesmo que velhos estilos e velhas modas sempre repostos pelo mercado como um bem de consumo volátil. De fato, sem interesse pelo passado, o narcisista também não se interessa pelo futuro, achando difícil a interiorização de associações e de lembranças felizes com as quais poderia enfrentar a velhice que, no seu entender, sempre traz tristeza e dor. A incapacidade para atar os laços do passado e do futuro coloca a sociedade e os indivíduos na mesma condição de Narciso, incapaz de amadurecer. Também a ameaça de catástrofes (de guerras de extermínio geral, desastres ecológicos irreversíveis, surgimento de novos vírus etc.) tornou-se uma preocupação cotidiana. E, assim, justifica-se viver o momento, o viver para si, e não para as gerações futuras. Perdeu-se o sentido de continuidade histórica, na qual as gerações se sucediam do passado para o futuro. A sociedade sem futuro se dispõe a um narcisismo coletivo.

Se a grande questão do melancólico é não conseguir lidar com uma perda, a perda inconsciente de si mesmo, da auto-estima, e sendo a sociedade atual marcada pelo descartável, ou seja, por perdas, o sentimento de ruína do indivíduo é explicado pela sua impossibilidade de sentir-se valorizado, de sentir-se capaz de corresponder a seu eu ideal, uma vez que ele próprio é descartável nesta sociedade. Se tudo é descartável e efêmero, tudo se torna imediatamente ruína e a própria sociedade, imersa em ruínas, é melancólica.

Nessa cultura do individualismo competitivo, o indivíduo é levado pelo desejo desenfreado da felicidade, identificada ao sucesso, sendo este identificado à supremacia pela eliminação do outro (eliminação que, se não é física, é moral e profissional). O propósito do indivíduo, porém, não é castigar o outro com suas próprias incertezas, e sim encontrar um sentido para a vida; por isso ele é perseguido pela ansiedade, desconfiando da competição por tê-la inconscientemente associado a uma enorme necessidade de destruição. Dessa forma, o narcisista ferozmente competitivo em busca de sucesso, portanto, de reconhecimento e aprovação, paradoxalmente só pode intensificar o isolamento do eu.

O núcleo da sociedade narcisista é a necessidade do espelho, isto é, das imagens. O indivíduo da cultura do narcisismo é aquele que depende do espelho dos outros para validar sua precária ou inexistente auto-estima, traço que, como vimos, marca indelevelmente o melancólico. Ficando a sós consigo mesmo, cresce sua insegurança, pois ele precisa de platéia e admiração.

Se tomarmos a relação dos indivíduos com as imagens produzidas pelos instrumentos produtores de realidade virtual e pelos outros meios de comunicação de massa, veremos repetir-se exatamente o que se passa no mito de Narciso. A imagem midiática, espelho que reflete uma imagem que deve ser desejada ou desejável, é, por sua irrealidade, inteiramente inalcançável. Há um abismo entre o dever-ser da imagem e o ser do indivíduo que, identificando-se com a imagem, sente-se distante de si e experimenta uma perda contínua.

Isso é tanto mais relevante para compreendermos a extensão assumida pela melancolia (com o nome de depressão), quanto mais levarmos em conta que as mensagens midiáticas, visando à sedução, operam com simulacros, imagens do real intensificado, dotado de uma aparência mais real do que o próprio real, para torná-lo absolutamente desejável. Isso significa que a identificação por meio do espelho ou da imagem inalcançável e absoluta impossibilita uma identidade pessoal positiva ou afirmativa e instaura uma identidade negativa ou por falta. Eis a razão por que um dos traços mais marcantes da experiência contemporânea é o auto-exame corporal e psíquico incessante com a finalidade de detectar imperfeições, incorreções e faltas por comparação com a imagem hiper-real ou virtual. Não poderia ser mais óbvia a conseqüência: tem um nome preciso uma experiência contínua de falta e perda, de desconhecimento de si por identificação negativa com um outro que é o próprio eu. Chama-se melancolia.

Por Luciana Chauí Berlinck - psicanalista, autora do livro Melancolia: Rastros de dor e perda (no prelo

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal



Num plenário esvaziado, apenas com alguns parlamentares, parentes e amigos do homenageado, o bispo cearense de Limoeiro do Norte, Dom Manuel Edmilson Cruz, impôs um espetacular constrangimento ao Senado Federal, ontem.

Dom Manuel chegou a receber a placa de referência da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara das mãos do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). Mas, ao discursar, ele recusou a homenagem em protesto ao reajuste de 61,8% concedido pelos próprios deputados e senadores aos seus salários.

“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”.

O público aplaudiu a decisão. O bispo destacou que a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar filas nos hospitais da rede pública, contrasta com a confortável situação salarial dos parlamentares. E acrescentou que o aumento “é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte. Fere a dignidade do povo brasileiro que com o suor de seu rosto santifica o trabalho diário.

Parabéns, Dom Manuel!!!!

Precisávamos de mais atitudes deste nível, bravo!!!