quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Fortalecimento dos conselhos escolares será discutido por técnicos estaduais e municipais
Auditório da Espep
Cerca de 200 técnicos de aproximadamente 147 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e 52 técnicos da Educação do Estado participam, desta quarta-feira (26) até a sexta-feira (28), de oficinas de elaboração de projetos de implantação e fortalecimento de Conselhos Escolares. O curso será realizado a partir das 8h, na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), em João Pessoa.
Após a abertura será realizada uma palestra sobre o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares ministrada pelo coordenador do programa no Ministério da Educação, José Roberto Ribeiro Junior. Em seguida será discutido o projeto político-pedagógico do conselho escolar, pelos professores Swamy de Paula Lima Soares (UFPB) e Edson Francisco de Andrade (UFPE).
Na tarde desta quarta-feira os professores Walter Pinheiro Barbosa (UFRN) e Jean Carlo de Carvalho Costa (UFPB) fazem uma palestra sobre o compromisso com a Educação de qualidade, pelo conselho escolar. Dando prosseguimento ao evento será relatada a experiência do conselho escolar em Osasco/SP.
Na programação desta quinta-feira serão realizadas oficinas temáticas e na sexta-feira oficinas de elaboração de projetos e a socialização das propostas para o fortalecimento dos conselhos escolares.
O evento é promovido pela Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar-GEASE, e conta com representantes do Ministério da Educação, da Secretaria de Estado da Educação e Cultura, da União de Dirigentes de Municipais de Educação (Undime), da União de Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e do Município de João Pessoa.
Janildes Andrade (ASCOM/SEEC)
Atualizado em ( 27-Aug-2009 )
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Primeiro Encontro de Fortalecimento dos Conselhos Escolares
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9.394/1996), em seu artigo 14, estabelece que os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na Educação Básica, de acordo com as suas peculiaridades e observando os seguintes princípios:
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II - participação das comunidades escolar e local em Conselhos Esco- lares ou equivalentes.
Estes são, também, objetivos do Plano Nacional de Educação – PNE (aprovado pela Lei nº 10.172/2001) que estabelece como meta a criação de Conselhos Escolares nas escolas de educação infantil, ensino funda- mental e ensino médio.
O Conselho Escolar é um órgão colegiado composto por represen- tantes das comunidades escolar e local (diretor, professor, funcio- nários administrativos, pais, estu- dantes e membros da comuni- dade), que tem por atribuição deliberar sobre questões peda- gógicas, administrativas, financei- ras, no âmbito escolar.
Compete-lhe a tarefa de analisar as ações a serem empreendidas e os meios a serem utilizados para o cumprimento das finalidades da es- cola. O Conselho representa as comunidades escolar e local, atuando em conjunto e definindo caminhos para deliberações sobre os assuntos de sua responsabilidade. Torna-se um espaço privilegiado de discussão, negociação e encaminhamento das demandas educacionais, possibili- tando a participação social e promovendo a cultura da gestão democrática.
Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes. Paulo FreireO Estado da Paraíba realizou o Primeiro Encontro de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, aconteceu de 26 à 28 de agosto de 2009, na cidade de João Pessoa/PB, promovido pela SEEC/PB, através da GEAGE(Gerência de Acompanhamento a Gestão Escolar), em parceria com o MEC/FNDE, com a participação de 50 Técnicos da SEEC/PB e 150 Secretários Municipais de Educação. Profº José Roberto Júnior - Coordenador Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar e Profª Socorro Pinto - Gerente Executiva da Gestão Escolar - GEAGE/PB OFICINAS
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Secretaria reune 300 educadores e discute Legislação Escolar
SEEC: Secretaria de Estado da Educação e Cultura
20-Aug-2009
A Secretaria de Estado da Educação e Cultura, por meio da 1ª Gerência Regional de Ensino e da Gerência Executiva de Acompanhamento à Gestão Escolar, realizou na tarde desta quinta-feira (20), no auditório do IEP – Instituto de Educação da Paraíba, em João Pessoa, um encontro com representantes das escolas que compõem a 1ª Gerência Regional de Ensino, para discutir Legislação Escolar.
Cerca de 300 pessoas, representando 280 escolas, entre técnicos, diretores, vice-diretores, presidentes de conselhos escolares e secretários escolares da rede estadual, participaram da reunião.
O encontro foi aberto pela Gerente da 1ª Regional de Ensino, Tereza Mônica. O evento foi ministrado por técnicos da SEEC e da 1ª Gerência Regional de Ensino, que teve como objetivo, orientar as escolas e seus componentes para uma melhor aplicação das leis.
Durante o encontro os técnicos puderam repassar e discutir com os participantes, a Legislação Escolar, inclusive, como lidar com os recursos destinados as escolas. Também foi discutida a Legislação do processo Eleitoral e orientações para a próxima eleição escolar, no mês de novembro/2009; Lei complementar nº. 58/2003; Regime Jurídico Único dos servidores públicos civis do Estado e deveres e proibições artigos 106 e 107.
Para a gerente Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar - GEAGE, Socorro Pinto, o encontro foi positivo. “Foi positivo porque tivemos a oportunidade de repassar conhecimentos, dirimir dúvidas e colocar todo processo do encontro em discussão. Observamos que a carência de informações é grande e pretendemos levar esse encontro a outras Gerências de Ensino”, disse.
Cláudio Pereira - ASCOM
Atualizado em ( 25-Aug-2009 )
quinta-feira, 5 de março de 2009
Violência contra crianças e adolescentes nas escolas foi tema de evento apoiado pelo Sinepec
20-05-2010 | 07:27:47
Programa de Combate ao Bullying e Campanha de Esclarecimentos sobre o Crime de Pedofilia estão sancionados em leis Estaduais que visam à proteção de crianças e adolescente nas escolas públicas e privadas do Estado.
E para discutir essas leis, com vistas à adoção de práticas de prevenção à violência no ambiente escolar, diretores de escolas particulares de Campina Grande se reuniram, na última quinta-feira (13), a partir das 14h, no auditório da FIEP, durante o “I Encontro de Sensibilização e Ação de Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes nas Escolas da Rede Privada de Ensino de Campina Grande”.
Segundo o presidente do Sinepec, o professor Paulo Loureiro, as questões de violência nas escolas fazem parte de um debate mundial e em Campina Grande estamos trabalhando de forma preventiva. “Esse evento representou uma atitude de respeito e cuidado com os nossos alunos, queremos contribuir da melhor forma para o desenvolvimento pleno dos cidadãos”, ressaltou Paulo.Realização
O evento foi uma realização da Secretaria de Educação e Cultura do Governo do Estado da Paraíba, por meio da Gerência Executiva de Acompanhamento Escolar - GEAGE e contou com o apoio do Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino de Campina Grande - Sinepec.Palestras
Durante o encontro a professora e Gerente da GEAGE, Socorro Pinto, apresentou a palestra “Legalidade das Escolas”. As professoras Socorro Florêncio, técnica da GEAGE, e Cícera Leite, técnica da Ouvidoria do Ministério Público, ministraram palestras sobre o Programa “Leis que Protegem”.Leis
As leis estaduais discutidas no encontro, que tratam das questões de combate à violência nas escolas foram as leis Nº 8.839 de 12 de junho de 2009 e Nº 8.538 de 07 de maio de 2008. (LID Comunicação)Confira abaixo as fotos do evento:
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
PASSAGEM
PASSAGEM
Uma turista foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
A turista ficou surpresa ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram: uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis ?
- perguntou a turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também:
- E onde estão os seus ?
Os meus ?
surpreendeu-se a turista.
Mas eu estou aqui só de passagem !
Eu também !
respondeu o sábio.
A VIDA NA TERRA É SOMENTE UMA PASSAGEM, NO ENTANTO, ALGUMAS PESSOAS
VIVEM COMO SE FOSSEM FICAR AQUI ETERNAMENTE, E ESQUECEM DE SER FELIZ. autor desconhecido
Uma turista foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
A turista ficou surpresa ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram: uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis ?
- perguntou a turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também:
- E onde estão os seus ?
Os meus ?
surpreendeu-se a turista.
Mas eu estou aqui só de passagem !
Eu também !
respondeu o sábio.
A VIDA NA TERRA É SOMENTE UMA PASSAGEM, NO ENTANTO, ALGUMAS PESSOAS
VIVEM COMO SE FOSSEM FICAR AQUI ETERNAMENTE, E ESQUECEM DE SER FELIZ. autor desconhecido
sábado, 8 de novembro de 2008
A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO - Roberto Shinyashiki
A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO - Por Roberto Shinyashiki
Freqüentemente, eu me pergunto:“O que cada um de nós está fazendo neste planeta?” Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e minutos, esse filme é bobo.Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem basicamente dois motivos: Evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.
Todos os nossos bens na verdade não são nossos.Somos apenas as nossas almas.E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas. Portanto, lembre sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.
A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos para continuar o caminho é que nos torna pessoas especiais.
Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida, mas não pode ser a razão da vida.Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King,Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.O que move essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, a não desistir nunca? A resposta é uma só:a consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que através do seu trabalho você está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta. Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida. E quando chega no final do caminho percebe que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.
Se você tem estado angustiado sem motivo aparente está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir.Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores na harmonia e na glória do bem.
Freqüentemente, eu me pergunto:“O que cada um de nós está fazendo neste planeta?” Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e minutos, esse filme é bobo.Tenho certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem basicamente dois motivos: Evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.
Todos os nossos bens na verdade não são nossos.Somos apenas as nossas almas.E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas. Portanto, lembre sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.
A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos para continuar o caminho é que nos torna pessoas especiais.
Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida, mas não pode ser a razão da vida.Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther King,Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.O que move essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, a não desistir nunca? A resposta é uma só:a consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que através do seu trabalho você está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta. Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida. E quando chega no final do caminho percebe que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.
Se você tem estado angustiado sem motivo aparente está aí um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir.Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores na harmonia e na glória do bem.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
PASSEIO SOCRÁTICO
PASSEIO SOCRÁTICO
Por Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir:
- Qual dos dois modelos produz felicidade?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
- Não foi à aula? Ela respondeu:
- Não, tenho aula à tarde.
Comemorei: - Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde.
- Não, retrucou ela, tenho tanta coisa de manhã...
- Que tanta coisa?, perguntei.
- Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando:
- Que pena, a Daniela não disse: - Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super-executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação! Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: - Como estava o defunto?. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite! Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: - Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá! O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno.... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: - Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: - Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: - Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.
Por Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir:
- Qual dos dois modelos produz felicidade?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
- Não foi à aula? Ela respondeu:
- Não, tenho aula à tarde.
Comemorei: - Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde.
- Não, retrucou ela, tenho tanta coisa de manhã...
- Que tanta coisa?, perguntei.
- Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando:
- Que pena, a Daniela não disse: - Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super-executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação! Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: - Como estava o defunto?. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite! Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: - Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá! O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno.... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: - Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: - Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: - Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Você é como Estrela ou como Cometa?
Existem pessoas que surgem em nossa vida e são como cometas.Surgem do nada, se impõem, e impõe o seu brilho.Ofuscam todas as outras luzes, mas logo vão embora.Nada deixam, não deixam marcas, nem saudades.Assim como surgem, assim desaparecem. Existem pessoas que surgem na nossa vida e são como estrelas.Surgem quando a noite chega, mesmo assim muito discretamente.O seu brilho e constante mais sem roubar o brilho de outros astros.Essas nunca vão embora, mesmo quando os nossos olhos não consigamenxergá-las o nosso coração diz elas ainda estão lá.Estrelas nunca se apagam estão sempre brilhando, não se cansam, e nunca desistem de brilhar.Pessoas estrelas são assim; sabem a hora de brilhar e sabem a hora de se esconder.Por onde elas passam deixam um rastro de humildade, simplicidade, e força.Conviver com pessoas estrelas nos faz saber que a noite pode até trazer as trevas, mas não pode impedir das estrelas brilharem.
Receita de vida.
RECEITA DE VIDA Pra Você...
FAMÍLIA - O começo - A base do caráter de um cidadão
AMIGOS - Sempre os tenha
RAIVA -Evite-a para seu bem e do próximo
DESESPERO - Elimine-o da sua vida
PACIÊNCIA -Buscá-la o máximo possível
LÁGRIMAS - A melhor maneira de nos esvaziar
SORRISO - Aformoseia um rosto
P A Z – A verdadeira, só Jesus pode dar
PERDÃO - Deixa o coração vazio de rancor e raiz de amargura
ESPERANÇA - Nunca a perca
CORAÇÃO - Entregue-o Àquele que melhor cuida dele - Jesus
A M O R - Que seja puro e sincero
CARINHO - Tenha com todos
MODO DE PREPARAR
Reúna sua FAMÍLIA e AMIGOS e esqueça da RAIVA para não entrar em DESESPERO.
Use de toda a PACIÊNCIA e derrame todas as suas LÁGRIMAS para depois haver somente SORRISOS.
Em meio a PAZ libere o PERDÃO e deixe a ESPERANÇA crescer no seu CORAÇÃO.
Deste modo, prepare sua melhor receita de vida e nunca economize no AMOR e no CARINHO.
Nem sempre os ingredientes da vida são saborosos, por isso, saiba misturá-los e faça do seu viver um prato de raro sabor; e no final, você dirá de boca cheia:
COMO VALE A PENA VIVER !!!
FAMÍLIA - O começo - A base do caráter de um cidadão
AMIGOS - Sempre os tenha
RAIVA -Evite-a para seu bem e do próximo
DESESPERO - Elimine-o da sua vida
PACIÊNCIA -Buscá-la o máximo possível
LÁGRIMAS - A melhor maneira de nos esvaziar
SORRISO - Aformoseia um rosto
P A Z – A verdadeira, só Jesus pode dar
PERDÃO - Deixa o coração vazio de rancor e raiz de amargura
ESPERANÇA - Nunca a perca
CORAÇÃO - Entregue-o Àquele que melhor cuida dele - Jesus
A M O R - Que seja puro e sincero
CARINHO - Tenha com todos
MODO DE PREPARAR
Reúna sua FAMÍLIA e AMIGOS e esqueça da RAIVA para não entrar em DESESPERO.
Use de toda a PACIÊNCIA e derrame todas as suas LÁGRIMAS para depois haver somente SORRISOS.
Em meio a PAZ libere o PERDÃO e deixe a ESPERANÇA crescer no seu CORAÇÃO.
Deste modo, prepare sua melhor receita de vida e nunca economize no AMOR e no CARINHO.
Nem sempre os ingredientes da vida são saborosos, por isso, saiba misturá-los e faça do seu viver um prato de raro sabor; e no final, você dirá de boca cheia:
COMO VALE A PENA VIVER !!!
Valorize o seu tempo!!!
Valorize o seu tempo! Aproveite-o ao lado de quem ama!
Em certa ocasião alguém perguntou a Galileo Galilei:
- Quantos anos tens?
- Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais, como não temos mais as moedas que já gastamos.
Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileo Galilei.
Dizemos espantados:
Mas na verdade, somos nós que passamos.
- Como passa o tempo!!
O astrônomo italiano sabia que estamos aqui de passagem.
Somos peregrinos e é bom pensar na meta que nos espera...
A certeza de que o nosso caminhar terreno tem um final,
é o melhor recurso para valorizarmos mais cada minuto que percorremos.
Assim podemos aproveitar o que realmente temos: O PRESENTE
Convém desfrutar cada dia como se fosse o último.
O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.
Em certa ocasião alguém perguntou a Galileo Galilei:
- Quantos anos tens?
- Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais, como não temos mais as moedas que já gastamos.
Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileo Galilei.
Dizemos espantados:
Mas na verdade, somos nós que passamos.
- Como passa o tempo!!
O astrônomo italiano sabia que estamos aqui de passagem.
Somos peregrinos e é bom pensar na meta que nos espera...
A certeza de que o nosso caminhar terreno tem um final,
é o melhor recurso para valorizarmos mais cada minuto que percorremos.
Assim podemos aproveitar o que realmente temos: O PRESENTE
Convém desfrutar cada dia como se fosse o último.
O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.
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