Refletindo sobre matéria transcrita no final desta página, publicada no blog boaventurapb.com.br, é com satisfação que ostento a riqueza de nossa amada terra notadamente reconhecida como uma cidade calma, tranquila, agradável e acolhedora. Cidade geradora e nutridora de homens e mulheres corajosos. Até o início da década de 1960, constituía distrito do município de Itaporanga, que, à época, chamava-se Misericórdia.
A origem do município de Boa Ventura remonta às terras pertencentes à Casa da Torre desde 1700 em 1776, quando o Alferes Luís Pinto de Sousa estabeleceu-se na região, na Fazenda São Boaventura.
Em 1887 iniciou-se a construção da Capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, concluída em 1892. O terreno da igreja foi doado por Maria Baraúna, dona daquelas terras que hoje medem 132 km², viúva do Alferes Luís Pinto de Sousa, assassinado por um escravo, tendo, Maria Baraúna, determinado a caça, na região, a esse escavo que foi amarrado em um banco (cepo de madeira) e teve o corpo retalhado e salgado até a morte pela própria viúva.
No início do século XX, surgiu a liderança de José Cavalcante Estrela de Lacerda, o Coronel Zuza Lacerda, em luta contra os cangaceiros. Após perder as eleições em 1903, o coronel decidiu rebelar-se contra os poderes estaduais e municipais e decretou a República da Estrela, que durou 3 dias.
Tudo isso está ligeiramente pincelado em livros de autoria de Jonas Leite Chaves e Antonio Décio Pinto que abordam em suas obras o memorialismo político estadual, com foco nas cidades de Itaporanga, Boa Ventura e Curral Velho, narrando graves e pitorescos fatos do registro histórico da segunda metade do século XVIII e da primeira metade do século XX, no interior paraibano.
No livro "República da Estrela - Resgate de um Fato Social e Político", o autor penetra, visceralmente, o fenômeno do ‘coronelismo’ da política de então, com destaque para o Coronel Zuza Lacerda, que adentrou o Vale do Piancó, com a mãe e outros familiares, na famigerada seca de 1877, oriundos (todos) do interior do Ceará. Em "Marcas de Uma Raça" - tece a estruturação genealógica da tradicional família Jenipapo, que fundou o povoado de Itaporanga, a partir da chegada do português Antônio Fonseca Gomes ao Vale do Piancó (1570, aproximadamente), para depois construir a bibliografia do Mons. Manoel Florentino Ferreira Gomes da Silva, e a biografia do Doutor José Gomes da Silva, que foi, além de prefeito de sua terra natal, deputado federal (constituinte) e interventor da Paraíba.
Falo em pinceladas, porque sentimos a necessidade de aprofundar pesquisas sobre as várias ramagens das famílias que se formaram a partir dessa árvore genealógica, ícone de nossa história e de nossas raízes, nossos ancestrais.
No livro de Jonas constam bibliografias de nossos antepassados como o Mons. Manoel Florentino Ferreira Gomes da Silva, e, Doutor José Gomes da Silva. Este foi além de prefeito de sua terra natal, deputado federal (constituinte) e interventor federal do Estado da Paraíba; Dr. José Gomes da Silva - era médico – começou a sua vida pública com sua eleição para prefeito de Itaporanga, então chamada Misericórdia, em cujo período de mandato ocorreu a Revolução de 30, quando o biografado liderou todo o Vale do Piancó em campanha que levaria o gaúcho Getúlio Vargas ao poder. Jonas também ressalta no livro a forma como o 'Dr. Zé Gomes' presidiu a eleição que conduziu o jurista Oswaldo Trigueiro de Albuquerque e Mello ao governo da Paraíba (1937), cuja posse encerrou os últimos resquícios do Estado Novo implantado por Getúlio.
Após muitas lutas travadas com derramamento de sangue, Boa Ventura, hoje, é uma das cidades pacíficas do Vale do Piancó. Reúne e acolhe harmoniosamente em eventos festivos, pessoas da circunvizinhança que vivem em conflitos em suas cidades.
#OrgulhoDeSerBoaventurense.
Na íntegra, matéria do blog: boaventurapb.com.br
QUINTA-FEIRA, 8 DE NOVEMBRO DE 2012
Boa Ventura não só tem a boa fama de lugar acolhedor e agradável, mas também de ser uma das cidades mais tranquilas do país. Há muito tempo, por exemplo, não se registra nenhum homicídio no município, aliás, faz tanto tempo que não se registra um crime de morte por aqui que ninguém nem se lembra quando foi o último. Em tempos de tanta violência pelo Brasil afora, o povo boaventurense dá um bom exemplo para o resto da nação.
Segundo os policiais militares do destacamento local (foto), em Boa Ventura praticamente não existem ocorrências graves resultantes de conflito pessoal, mas apenas questões fúteis, e tudo se resolve na base de acordos entre os envolvidos.
Além de ter uma população pacata e ordeira, Boa Ventura conta com os bons préstimos dos policias militares, que estão sempre atentos ao trabalho de prevenção, fazendo rondas constantemente e atendendo a população nas poucas chamadas.
“Apesar dessa tranquilidade, estamos atentos e prontos para agir em prol da sociedade às 24 horas do dia”, enfatiza o cabo Vieira, comandante do destacamento policial.



























