CURIOSIDADE DE UMA CRIANÇA DE 7 ANOS SOBRE A EDUCAÇÃO DO BRASIL
Ontem fiquei surpresa com a pergunta inusitada do meu neto, Lucas Neto, de apenas sete anos de idade:
- “Vovó, por que o Brasil ficou em penúltimo lugar na educação, no ranking mundial?”.
Confesso que não sabia do interesse dele por esses assuntos. Naquele momento, aproveitei a oportunidade para lhe falar da desvalorização profissional do magistério, da descaracterização do professor, do piso salarial dos professores onde diversos estados e municípios não querem praticá-lo, e da corrupção que permeia o caráter de muitos dos nossos representantes políticos.
Atentamente ele me ouvia e, no final, perguntou-me:
- “Então vovó, a senhora vai ter morrido, e eu também, e não vamos alcançar a qualidade na educação?”
Contei-lhe da experiência educacional do Japão após a segunda guerra mundial, e de como eles chegaram a ser, em pouco tempo, uma potência em tecnologia. E disse-lhe mais: precisamos saber escolher os nossos representantes políticos. Se houver vontade política, dentro de, no máximo, vinte anos, alcançaremos os resultados desejados.
- “Então, o Japão é quem está em primeiro lugar na educação?”
· Respondi-lhe que não. É a Finlândia, País escandinavo, onde o sistema educacional é eficiente e leva em consideração as aptidões pessoais de cada aluno. Um aluno Finlandês (o equivalente ao nosso colegial) sai da escola com senso crítico, capacidade de pensamento e análise que não vemos na maioria de nossos alunos brasileiros. Lá, as escolas públicas são de excelente qualidade, e os professores recebem salários dignos. Crianças de famílias menos abastadas tem uma educação, nas escolas públicas, que lhes permitem concorrer por bons empregos na vida adulta em condições de igualdade com os filhos de gente mais rica.
Algumas atitudes básicas no sistema finlandês:
· Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro;
· Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida;
· Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste;










Nenhum comentário:
Postar um comentário