domingo, 10 de novembro de 2013

CURIOSIDADE DE UMA CRIANÇA DE 7 ANOS SOBRE A EDUCAÇÃO DO BRASIL


CURIOSIDADE DE UMA CRIANÇA DE 7 ANOS SOBRE A EDUCAÇÃO DO BRASIL
Ontem fiquei surpresa com a pergunta inusitada do meu neto, Lucas Neto, de apenas sete anos de idade:

- “Vovó, por que o Brasil ficou em penúltimo lugar na educação, no ranking mundial?”.
                                              
Confesso que não sabia do interesse dele por esses assuntos. Naquele momento, aproveitei a oportunidade para lhe falar da desvalorização profissional do magistério, da descaracterização do professor, do piso salarial dos professores onde diversos estados e municípios não querem praticá-lo, e da corrupção que permeia o caráter de muitos dos nossos representantes políticos.

Atentamente ele me ouvia e, no final, perguntou-me:

- “Então vovó, a senhora vai ter morrido, e eu também, e não vamos alcançar a qualidade na educação?”

Contei-lhe da experiência educacional do Japão após a segunda guerra mundial, e de como eles chegaram a ser, em pouco tempo, uma potência em tecnologia. E disse-lhe mais: precisamos saber escolher os nossos representantes políticos. Se houver vontade política, dentro de, no máximo, vinte anos, alcançaremos os resultados desejados.

Ele ficou com um semblante mais alegre, e ainda me perguntou:

- “Então, o Japão é quem está em primeiro lugar na educação?”

·       Respondi-lhe que não. É a Finlândia, País escandinavo, onde o sistema educacional é eficiente e leva em consideração as aptidões pessoais de cada aluno. Um aluno Finlandês (o equivalente ao nosso colegial) sai da escola com senso crítico, capacidade de pensamento e análise que não vemos na maioria de nossos alunos brasileiros. Lá, as escolas públicas são de excelente qualidade, e os professores recebem salários dignos. Crianças de famílias menos abastadas tem uma educação, nas escolas públicas, que lhes permitem concorrer por bons empregos na vida adulta em condições de igualdade com os filhos de gente mais rica.


Algumas atitudes básicas no sistema finlandês:

·       Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro;

·       Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida;

·   Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados;

·       As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço;

·       Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste;

·       Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor quem fala). 

Maria do Socorro de Oliveira Pinto Patrício
Graduação: Lic. Plena Pedagogia
Pós Graduação: Metodologia do Ensino Superior



A seguir, fotos de Lucas Neto em diversos momentos:
:

Na Feira de Ciências da Escola
Na abertura dos jogos escolares
Na aula de Judô
No Shopping
Jogando bola
Em s eu cavalo preferido
Patinando no gelo

Na praia
Dançando
Descontraído

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