sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Emprego e renda: um direito do cidadão de Lucena.

Emprego e renda: um direito do cidadão de Lucena. Publicado em: 03/10/2011
A geração de emprego e renda tem que ser uma prioridade para o próximo gestor de Lucena. A cidade possui hoje um enorme cinturão de desempregados e subempregados, que passam por necessidades prementes, muitos possuindo como renda apenas os programas sociais do Governo federal, que não passam de esmolas e que viciam o cidadão, como diz o poeta popular.
Buscar formas capazes de abrir vagas e melhorar a qualidade de vida das pessoas é uma obrigação do poder público, embora essa responsabilidade seja subsidiária também da iniciativa privada. Mas é através de uma política de atração de novos negócios e de crescimento que se dá o desenvolvimento. E isso é papel da gestão pública.
Tem um trecho de texto de Bertold Brech que diz mais ou menos assim: “Uma cidade pode parecer pequena se comparada com um país, mas é na minha, na sua cidade, que a gente começa a ser feliz”. E de fato, a cidade é a menor célula federativa, mas é nela que começa a cidadania. E não há cidadania com fome, miséria, desemprego.
Também não há cidadania sem saúde de qualidade, sem políticas que garantam a segurança pessoal e da família, sem ensino de qualidade, sem ações que permitam que a pessoa humana possua o seu lugar onde morar com dignidade. A cidadania que é um direito constitucional que precisa ser pleno. Melhor, há de ser para todos, indistintamente.
Hoje convivemos com pessoas que estão num estágio de meia-cidadania, como se existisse meia-pessoa, meia-gente, meio-ser-humano. Ou há cidadania ou não existe ser humano. A condição é inata ao viver. E precisamos viver com dignidade, que passa pelo emprego e renda, pela valorização dos profissionais e das pessoas.
Aliás, o próximo gestor de Lucena tem que se preocupar com sua gente. Com a gente que não tem gente que a cuide. Com a gente que necessita do agente público. É preciso se entender que um Governo é feito para as pessoas, para melhorar o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.
As obras estruturantes são absolutamente necessárias, são importantes e urgentes, mas quando se trata de gente tem que ser diferente. A prioridade é maior, visceral, premente. E Lucena tem muita gente à beira da miséria, vivendo em palafitas, em casebres de taipa, em condições sub-humanas.
A educação também precisa ser objeto de uma ação especial, pois a melhor maneira de se mudar o mundo é através da cultura. Raízes culturais temos de sobra, mas precisamos melhorar o ensino, dando oportunidade de escola pública de qualidade para todos. A educação é base para o desenvolvimento, mas ninguém aprende nada com fome, com desemprego familiar, sem o mínimo para sobreviver.
Mas dá tempo mudar esse quadro. Falta apenas a decisão política, o querer, a vontade de fazer. A responsabilidade é de todos, mas nada será feito sem a coordenação do gestor público, sem as ações que a Prefeitura pode e deve tomar. Não importa quem seja o administrador, o que interessa é o resultado final, que a plenitude cidadã, com as garantias de vida com dignidade, do emprego e da renda para todos.
*Paulo de Tácio é jornalista, turismólogo e advogado; pós-graduado em turismo, história e meio ambiente; e doutorando em comunicação empresarial

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