sábado, 16 de junho de 2012

Mundo+50

Artigo Jornal O Globo -16/06/2012
*Por Cristovam Buarque
A “Rio+20” começa sob o risco de ser apenas um evento comemorativo da Eco-92, e com a chance de ser um marco para o “Mundo+50”. Para o Rio de Janeiro ser uma cidade marcante, um divisor de águas na história mundial, como Bretton Woods, será necessário que a “Rio+20” seja, não apenas um evento comemorativo do passado, mas uma reunião que traga propostas alternativas capazes de reorientar os destinos da humanidade e construir um futuro diferente da continuação do passado.
Será preciso que os Chefes de Estado e de Governo afirmem que a civilização está doente, mostrem os riscos que enfrentamos e proponham caminhos para os próximos 50 anos, com a reorientação do atual modelo de desenvolvimento.
Devem deixar claro que a sinergia histórica entre a Democracia Política, o Crescimento Econômico, a Inovação Técnica e o Bem-Estar Social foi quebrada. O progresso baseado no crescimento econômico está esgotado devido ao surgimento de alguns novos fatores na realidade sócio-político-econômica: os limites ecológicos, apresentando custos e riscos ao aumento da produção; a independência como o sistema financeiro funciona sem vínculos com o setor produtivo e sem controle de fronteiras; a mega-concentração de renda e de patrimônio em mãos de poucas pessoas do mundo; a revolução científica e tecnológica que começa a fazer desnecessário o emprego; o esgotamento da capacidade de financiamento público para o sistema de bem-estar social; o endividamento dos governos, mesmo em países desenvolvidos. Soma-se a isso a legítima, mas impossível, exigência de grandes contingentes populacionais à voracidade do consumo.
Na definição de novos rumos para o mundo global em marcha, Chefes de Estado e de Governo devem levar em conta esses fatores que limitam o crescimento e oferecer alternativas socio-político-econômicas diferentes do progresso. Precisam reconhecer o esgotamento do projeto civilizatório baseado no crescimento da produção; deixar claro que a solução para o futuro não está apenas em usar insumos verdes, continuar atendendo a mesma voracidade do consumo graças ao aumento desenfreado da produção. Muito mais do que se reunir para definir como continuar o mesmo progresso, apenas substituindo a energia fóssil por economia verde e definindo mecanismos para pequenas distribuições de renda aos mais pobres, será preciso acenar para um novo conceito de progresso: valorizar o Bem-Estar e mesmo a felicidade mais do que o nível de renda, produção e consumo; submeter o crescimento econômico ao equilíbrio ecológico e à manutenção da diversidade; modificar o PIB de maneira a valorizar o tempo livre e as atividades culturais; reorientar a primazia do consumo de bens privados para o uso de bens públicos; parar de considerar a produção de armas como avanço civilizatório.
Se a Conferência quer ser mais do que um evento de alguns dias comemorativos do passado, se quer durar décadas, deve formular um Programa Mundial para a Reorientação do Avanço da Humanidade. Agora, o caminho não é a reconstrução industrial, como foi concebido em Bretton Woods pelo Plano Marshall. Dessa vez, o caminho está em transformar a própria mentalidade do desenvolvimento desigual e insustentável, mesmo usando economia verde, para um desenvolvimento harmônico, entre os seres humanos e deles com a Natureza.
O caminho para isso estaria em uma espécie de Plano “Mundo+50”, que defina regras mundiais para o controle internacional do uso dos patrimônios da humanidade de cada país; determine uma política fiscal internacional para penalizar ou incentivar a produção, conforme seu impacto ecológico; ofereça acesso aos povos aos benefícios da Ciência e Tecnologia; assegure um Fundo Mundial que possa oferecer recursos para financiar programas de transferência de renda condicionada à educação e garanta a formação e a remuneração de professores, a construção e aquisição de equipamentos para as escolas. Deveria também adotar as medidas para implantar um Tribunal Internacional para Julgar os Crimes Contra o Futuro da Humanidade, a fim de combater a destruição do Meio Ambiente, o empobrecimento de populações, a destruição da diversidade biológica e cultural.
Esse seria o caminho para reorientar o progresso, redefinindo-o, e não apenas mudando os insumos usados na produção. Isto faria da “Rio+20”, assim batizada pelo passado, em um “Mundo+50”, olhando o futuro.
*Cristovam Buarque é professor da UnB e senador pelo PDT-DF.
Uma contraproposta ao Rio + 20 o Sertao + 20 vem pedir a atencäo dos governantes brasileiros para nosso Semi Arido.
Queremos:
+ acesso a terra;
+ acesso à água de qualidade;
+ acesso aos servicos públicos de saúde;
+ esgotamentos sanitários;
+ distribuicao de renda;
+ escolas de qualidade;
+ incentivo aos pequenos produtores e produtoras rurais;
+ acesso aos meios de tecnologia e informacäo,
porque acreditamos que desenvolvimento sustentável parte de qualidade de vida e dignidade humana, coisa que nosso povo sertanejo ainda näo tem com poderia tê-lo.
Queremos muito mais, e esperamos que o Rio +20 nao seja apenas "balela" como muitos eventos que acontecem por aí.
Foto e texto Compartilhados do Facebook de Franz Tagore: Sertäo +20 para sertanejos mais felizes.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Ensino carece é de revolução

(EDITORIAL - Correio Braziliense)
15 JUNHO 2012
A meta de oferecer ensino em tempo integral em, pelo menos, 50% das escolas públicas daqui a 10 anos é perspectiva pra lá de tímida, para não dizer frustrante, inscrita no Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado quarta-feira por comissão especial da Câmara dos Deputados. Pior: há dúvida se o investimento prescrito será suficiente para atender os objetivos previstos. O Projeto de Lei nº 8035/10, do Executivo, fixava em 7% do PIB os recursos a serem aplicados no setor na próxima década. O relator do texto, Ângelo Vanhoni (PT-PR), elevou o percentual para 7,5%. Depois o governo admitiu aplicar meio ponto percentual mais, chegando a 8%. Comparados aos 5,1% atuais, o avanço é inequívoco. Mas a superação do atraso educacional brasileiro exige bem mais.
É preciso conferir ao setor prioridade absoluta, fazer da sua qualificação uma obsessão nacional, acordar de vez para o fato de que escolaridade e produtividade caminham junto. Uma das maiores economias do mundo, o Brasil está longe de poder se gabar dos recentes avanços alcançados na educação. O Censo de 2010 revelou que, até aquele ano, metade da população (50,2%) com 10 anos ou mais nem sequer havia completado o ensino fundamental. Em 2000, 65,1% estavam nessa lamentável situação. Urge acelerar o processo. Autor de destaque que passa os investimentos para 10% do PIB, o deputado Ivan Valente (PSol-SP) argumenta que países como Japão, Coreia do Sul e outros se desenvolveram aplicando até 17% de suas riquezas em educação.
Ressalve-se, contudo, que destinar dinheiro ao setor tampouco é suficiente. Urge qualificar o investimento. O Brasil praticamente universalizou o acesso às salas de aula nos últimos anos, mas as deficiências do ensino são tantas que sua população ainda se iguala à do Zimbábue (país que detém um dos piores índices de desenvolvimento humano do mundo) em número médio de anos de estudo: 7,2. Sem escolas, conteúdos e mestres atraentes, a evasão escolar não refluirá. A valorização dos professores deve ser ponto inicial do processo. Mais do que um piso salarial de âmbito nacional, a categoria deve ter plano de carreira consistente, que incentive o aperfeiçoamento. Nas cidades, falta capacitação adequada a quase 15% do magistério; na zona rural, a 50%.
É vergonhoso o país tornar-se a sexta economia do planeta com apagão de mão de obra qualificada e planejar a adoção do tempo integral nas escolas apenas para daqui a uma década, contentando-se em contemplar até lá apenas metade da rede pública. Mais: pelo Plano Nacional de Educação, os professores da educação básica têm até 2020 para se formarem em licenciatura. A falta de ousadia arrisca transformar esse passo de tartaruga num caminhar de caranguejo, crustáceo conhecido por traçar as trajetórias andando de lado. Sem desmerecer os progressos previstos no PNE, é de verdadeira revolução que carece o ensino neste país.

sábado, 9 de junho de 2012

Coleção Império do Sol

Este convite é para você
Lançamento da Coleção Império do Sol de Juliana Pintto. Ótima oportunidade de dar aquele up no visual de São João com peças diferenciadas que farão de você o destaque da festa!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Bodas de Casamento

Para cada ano, existe um material que representa uma nova etapa. É tradicional na cultura ocidental, se comemorar com bodas os eventos relativos ao casamento.
Para marcar cada um desses eventos se associa a cada data das bodas algum material que o represente. Na joalheria, tradicionalmente são produzidas as alianças de bodas de prata e bodas de ouro. Para as demais, geralmente são confeccionados anéis utilizando-se os materiais ou a pedra correspondente, conforme a lista abaixo:
Bodas de 1 ano de casamento : Bodas de Papel
Bodas de 2 anos de casamento : Bodas de Algodão
Bodas de 3 anos de casamento : Bodas de Trigo ou Couro
Bodas de 4 anos de casamento : Bodas de Flores e Frutas ou Cera
Bodas de 5 anos de casamento : Bodas de Madeira ou Ferro
Bodas de 6 anos de casamento : Bodas de Perfume ou Açúcar
Bodas de 7 anos de casamento : Bodas de Latão ou Lã
Bodas de 8 anos de casamento : Bodas de Papoula ou Barro
Bodas de 9 anos de casamento : Bodas de Cerâmica ou Vime
Bodas de 10 anos de casamento : Bodas de Estanho ou Zinco
Bodas de 11 anos de casamento : Bodas de Aço
Bodas de 12 anos de casamento : Bodas de Seda ou Onix
Bodas de 13 anos de casamento : Bodas de Linho ou Renda
Bodas de 14 anos de casamento : Bodas de Marfim
Bodas de 15 anos de casamento : Bodas de Cristal
Bodas de 16 anos de casamento : Bodas de Safira ou Turmalina
Bodas de 17 anos de casamento : Bodas de Rosa
Bodas de 18 anos de casamento : Bodas de Turquesa
Bodas de 19 anos de casamento : Bodas de Cretone ou Água Marinha
Bodas de 20 anos de casamento : Bodas de Porcelana
Bodas de 21 anos de casamento : Bodas de Zircão
B
odas de 22 anos de casamento : Bodas de Louça
Bodas de 23 anos de casamento : Bodas de Palha
Bodas de 24 anos de casamento : Bodas de Opala
Bodas de 25 anos de casamento : Bodas de Prata
Bodas de 26 anos de casamento : Bodas de Alexandrita
Bodas de 27 anos de casamento : Bodas de Crisopá zio
Bodas de 28 anos de casamento : Bodas de Hematita
Bodas de 29 anos de casamento : Bodas de Erva
Bodas de 30 anos de casamento : Bodas de Pérola
Bodas de 31 anos de casamento : Bodas de Nácar
Bodas de 32 anos de casamento : Bodas de Pinho
B
odas de 33 anos de casamento : Bodas de Crizo
Bodas de 34 anos de casamento : Bodas de Oliveira
Bodas de 35 anos de casamento : Bodas de Coral
Bodas de 36 anos de casamento : Bodas de Cedro
Bodas de 37 anos de casamento : Bodas de Aventurina
Bodas de 38 anos de casamento : Bodas de Carvalho
Bodas de 39 anos de casamento : Bodas de Mármore
Bodas de 40 anos de casamento : Bodas de Rubi ou Esmeralda
Bodas de 41 anos de casamento : Bodas de Seda
Bodas de 42 anos de casamento : Bodas de Prata Dourada
Bodas de 43 anos de casamento : Bodas de Azeriche
Bodas de 44 anos de casamento : Bodas de Carbonato
Bodas de 45 anos de casamento : Bodas de Platina ou Safira
Bodas de 46 anos de casamento : Bodas de Alabastro
Bodas de 47 anos de casamento : Bodas de Jaspe
Bodas de 48 anos de casamento : Bodas de Granito
Bodas de 49 anos de casamento : Bodas de Heliotrópio
Bodas de 50 anos de casamento : Bodas de Ouro
Bodas de 51 anos de casamento : Bodas de Bronze
Bodas de 52 anos de casamento : Bodas de Argila
Bodas de 53 anos de casamento : Bodas de Antimônio
Bodas de 54 anos de casamento : Bodas de Níquel
Bodas de 55 anos de casamento : Bodas de Ametista
Bodas de 56 anos de casamento : Bodas de Malaquita
Bodas de 57 anos de casamento : Bodas de Lápis Lazuli
Bodas de 58 anos de casamento : Bodas de Vidro
Bodas de 59 anos de casamento : Bodas de Cereja
Bodas de 60 anos de casamento : Bodas de Diamante ou Jade
Bodas de 61 anos de casamento : Bodas de Cobre
Bodas de 62 anos de casamento : Bodas de Telurita
Bodas de 63 anos de casamento : Bodas de Sândalo
Bodas de 64 anos de casamento : Bodas de Fabulita
Bodas de 65 anos de casamento : Bodas de Ferro ou Safira
Bodas de 66 anos de casamento : Bodas de Ébano
Bodas de 67 anos de casamento : Bodas de Neve
Bodas de 68 anos de casamento : Bodas de Chumbo
Bodas de 69 anos de casamento : Bodas de Mercúrio
Bodas de 70 anos de casamento : Bodas de Vinho
Bodas de 71 anos de casamento : Bodas de Zinco
Bodas de 72 anos de casamento : Bodas de Aveia
Bodas de 73 anos de casamento : Bodas de Manjerona
Bodas de 74 anos de casamento : Bodas de Macieira
Bodas de 75 anos de casamento : Bodas de Brilhante ou Alabastro
Bodas de 76 anos de casamento : Bodas de Cipestre
Bodas de 77 anos de casamento : Bodas de Alfazema
Bodas de 78 anos de casamento : Bodas de Benjoim
Bodas de 79 anos de casamento : Bodas de Café
Bodas de 80 anos de casamento : Bodas de Nogueira ou Carvalho
Bodas de 81 anos de casamento : Bodas de Cacau
Bodas de 82 anos de casamento : Bodas de Cravo
Bodas de 83 anos de casamento : Bodas de Begônia
Bodas de 84 anos de casamento : Bodas de Crisântemo
Bodas de 85 anos de casamento : Bodas de Girassol
Bodas de 86 anos de casamento : Bodas de Hortênsia
Bodas de 87 anos de casamento : Bodas de Nogueira
Bodas de 88 anos de casamento : Bodas de Pêra
Bodas de 89 anos de casamento : Bodas de Figueira
Bodas de 90 anos de casamento : Bodas de Álamo
Bodas de 91 anos de casamento : Bodas de Pinheiro
Bodas de 92 anos de casamento : Bodas de Salgueiro
Bodas de 93 anos de casamento : Bodas de Imbuia
Bodas de 94 anos de casamento : Bodas de Palmeira
Bodas de 95 anos de casamento : Bodas de Sândalo
Bodas de 96 anos de casamento : Bodas de Oliveira
Bodas de 97 anos de casamento : Bodas de Abeto
Bodas de 98 anos de casamento : Bodas de Pinheiro
Bodas de 99 anos de casamento : Bodas de Salgueiro
Bodas de 100 anos de casamento : Bodas de Jequitibá

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nova Coleção de Bijuterias Juliana Pintto


Vem aí a Nova Coleção de Bijuterias de Juliana Pintto!
A G U A R D E!!!



A nova coleção de Juliana Pintto promete ser uma das melhores. Não tenho nenhuma duvida de que a coleção vai bombar...!!!



Fascinante essa fotografia de Danniel Victor, perfeita! Eu já conhecia o maravilhoso trabalho dele, mas nesta amostra do editorial de Juliana Pinto ele se superou.


A essência e originalidade da modelo Julliana Rosa são incomparáveis! Ela vai longe...!


terça-feira, 29 de maio de 2012

IV Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar em Brasília

Começou hoje o IV Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar em Brasília. O fortalecimento dos Conselhos Escolares, garantirá efetivamente a gestão democrática nas escolas públicas brasileiras. Os interessados poderão assistir a transmissão ao vivo e participar a distância do Encontro, enviando perguntas e posicionamentos: http://encontronacional.virtual.ufc.br/index.php/transmissao-ao-vivo


Postagens feitas no ano de 2010 neste blog mostram a atuação dos Conselhos Escolares na Paraíba, naquela época.Confira!


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aniversário de Paulo de Tácio

Quem aniversariou nesta quarta-feira, dia 23 de maio, foi o advogado, jornalista e empresário Paulo de Tácio de Oliveira Pinto, data em que também comemorou Bodas de Prata do matrimônio com sua esposa Vanderleia Garrido.
Familiares e amigos prestigiaram o aniversariante
O aniversário também reuniu políticos e lideranças da cidade de Lucena-PB em jantar no Restaurante Tererê.Dentre os presentes estavam o ex-prefeito David Falcão, o ex-vereador Léo Bandeira e o advogado Renan Gadelha
Paulo de Tácio também é um poeta. Eis alguns poemas dele:
SOU VIDA (Paulo de Tácio) Em cada canto de mim Há uma casa. Todo lugar guardo em mim... Sou feito a fantasia, De um carnaval sem fim. Sou festa. Sou alegria. A vida vive em mim..
O APRENDIZ Viver o dia sem rima Também não é ter agonia É viver sem sofrer. Ë ter a vida pós-ressaca É desabrochar em adormecer. Assim é o viver... Vivo eu aqui tentando Aprender a viver.
UM PÁSSARO EM SOL (Paulo de Tácio) Sou sol e lua Sou uma nuvem sem sol Sou a natureza em pó Sou sol. Sou virgem como azul é vida Sou cores com as cores da lua Sou sol. Vivo aqui sozinho E eu um passarinho que me azua ao cantar. Sou eu aqui sozinho Feito gente em passarinho Que não pára de voar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paulo de Tácio dá aula a mestrandos em Portugal

Em Portugal, onde termina a parte teórica do seu Doutoramento em Comunicação, o pré-candidato a prefeito de Lucena pelo PSD deu aulas na Universidade Trás-Os-Montes e Alto Douro, UTAD, de Vila Real, para os MESTRANDOS do curso de Curso de Comunicação Social. Ele falou sobre a contextualização do meio rádio no mundo e as novas tendências tecnológicas. A UTAD é uma universidade federal portuguesa das mais conceituadas, e possui mais de 10 mil alunos. Paulo de Tácio regressa neste final de semana para o Brasil para se integrar inteiramente à política eleitoral.
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quinta-feira, 10 de maio de 2012

O PSD terá candidato a prefeito em Lucena, diz Paulo de Tácio

A candidatura do PSD em Lucena é irreversível. Essa foi a decisão tomada pelo partido esta semana, depois que o pré-candidato a prefeito Paulo de Tácio participou de diversas reuniões com as várias lideranças políticas do município, tanto da situação como das oposições.
Paulo de Tácio disse que o partido possui pesquisas próprias para uso doméstico que indicam a forte aceitação das propostas defendidas pelo PSD para o desenvolvimento de Lucena, o que demonstra que os eleitores estão preocupados em recuperar os mais de 50 anos de atraso em que município está colocado em relação às demais cidades do Litoral paraibano.
“Nossa proposta é de inovação, de apresentação de proposituras concretas de desenvolvimento local e regional, e não apenas de se colocar como situação ou oposição. Lucena não suporta mais viver à margem do crescimento das demais cidades, apesar possuir uma enorme potencialidade. A hora de mudança, de inovação”, garante o pré-candidato a prefeito.
Ele lembra que o partido dispõe de estrutura própria para disputar as eleições, mas que, mesmo assim, continuará buscando outras lideranças que comunguem com as mesmas ideias de desenvolvimento defendidas pelo partido. “Não estamos fechados a nada, mas queremos participar da chapa majoritária. Temos nomes capazes de encabeçar a disputa, mas queremos formar um grande arco de alianças que se identifiquem com nossos propósitos de inovação”, garante Paulo de Tácio, que esta semana esteve em Portugal apresentando o projeto do seu Doutorado na Universidade Tráz-Os-Montes e Alto Douro – UTAD.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Das Pedras - Cora Coralina

Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi. Uma estrada, um leito, uma casa, um companheiro. Tudo de pedra. Entre pedras cresceu a minha poesia. Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que me esmagavam Levantei a pedra rude dos meus versos.
Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.
Cora Coralina

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Paulo de Tácio quer elevar o IDH de Lucena



Melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano do Município é uma das grandes preocupações do empresário e pré-candidato a prefeito de Lucena, Paulo de Tácio, baseado nas informações levantadas pelas últimas pesquisas do IBGE, que apontam a cidade como das mais carentes do Litoral paraibano.

Para ele, erradicar o analfabetismo, sobretudo de jovens e adultos, será um dos pilares de sua gestão, juntamente com as políticas de geração de emprego e renda, de melhoria da saúde pública, de construção de obras estruturantes que o município tanto necessita.

“As questões da moradia, da educação, da saúde, do saneamento básico e do esgotamento público, e da segurança têm que ser severamente cuidadas pelo próximo gestor, sempre em parceria com os Governos estadual e federal, de forma que se possa garantir uma melhor qualidade de vida para as pessoas que moram no lugar”, garante Paulo de Tácio.

Ele disse que apesar da alocação de recursos da ordem de 34 milhões de reais já assegurados para o esgotamento sanitário através de parceria entre as três esferas de Governo, muito mais ainda precisará ser feito para que se possa melhorar o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.



Durante toda esta última semana, Paulo de Tácio esteve entre Brasília e São Paulo, onde, além de procurar resolver assuntos empresariais e particulares, também buscou conversar com autoridades políticas e administrativas no intuito de levantar maiores informações sobre os projetos que pretende executar como prefeito da cidade.



Na semana anterior, Paulo de Tácio participou, em João Pessoa, do I Encontro Estadual de Radiodifusão organizado pela COOPERADIOTV – Cooperativa Brasileira de Rádio e Televisão, que contou com a participação de radiodifusores e de executivos de várias emissoras de rádio da Paraíba, além da presidente nacional da entidade, Marise Westhouse, de Santa Catarina, e do professor Cyro César, da RádioOficina de São Paulo. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Homenagem merecida ao nosso grande conterrâneo médico pediatra Paulo Soares

Saúde inaugura Bloco "Paulo Soares" - Paraíba - Noticia - WSCOM - O Portal de Notícias da Paraíba, Nordeste e Brasil.


25/04/12 - 11:48 - Atualizado em 25/04/12 - 12:25


Secretaria de Saúde confirma inauguração do Bloco Cirúrgico “Paulo Soares” nesta 5ª feira


Médico ganha nome de equipamento por serviços prestados à medicina

A Secretária de Saúde de João Pessoa, Roseane Meira, confirmou a inauguração do novo bloco cirúrgico “Paulo Loureiro Soares”, no Hospital do Valentina Figueiredo, nesta quinta-feira, às 9h30. Trata-se de uma homenagem ao pediatra Paulo Soares, um dos mais renomados no segmento médico de todos os tempos, em face de sua contribuição dada à medicina e à cidadania.

Em contato com a reportagem do Portal WSCOM, o médico Paulo Soares comentou que “a referência chega num momento importante de minha vida e certamente nos deixa orgulhos pelo gesto espontâneo da Secretária de Saúde”.
Para ele, “a militância na medicina exige dedicação e aprofundamento continuado do conhecimento em cada uma das habilitações, por isso dedico esta homenagem à classe médica como um todo e à minha família que sempre contribuiu com minha atividade profissional tolerando tantas horas de ausência pela dedicação ao exercício médico”.
 
Walter Santos
WSCOM Online

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Paulo de Tácio contrata assessoria e diz que Lucena poderá ganhar uma montadora de automóveis


O empresário e pré-candidato a prefeito de Lucena, Paulo de Tácio disse que irá lutar pela instalação de uma montadora de automóveis em Lucena, e para isso já contratou uma empresa especializada em projetos para auxiliá-lo na elaboração do seu Plano de Ação Administrativa, que resultará numa gestão voltada para os grandes empreendimentos estruturantes nas área de turismo, mobilidade urbana, urbanização de áreas periféricas, e implantação de um Distrito Industrial, aproveitando-se do Complexo Pesqueiro-Portuário Lucena/Cabedelo e da Zona Franca que foi aprovada pelo Senado Federal.
- “A hora é de se pensar numa Lucena grande, com obras impactantes, que possam resgatar o progresso e o orgulho de ser do povo lucenense”, destacou Paulo de Tácio, acrescentando que não atuará com improvisos administrativos, mas com uma gestão calçada em projetos que possam transformar Lucena de forma definitiva numa referência de desenvolvimento regional.
Para Paulo de Tácio, este é o momento de Lucena, que foi uma das 184 cidades do país escolhidas como prioritárias nos investimentos federais para a Copa do Mundo de 2014. “Somos a bola da vez na Paraíba, e não podemos perder esta oportunidade de ouro”, sentenciou, assegurando que dentre os projetos estruturantes, além da construção da ponte ligando o município a Cabedelo, que vai fazer disparar o turismo, com a elevação dos níveis de emprego e renda, também se preocupará com o embelezamento do lugar para melhor receber os turistas durante a Copa do Mundo.
Outra prioridade é a preparação da cidade para a instalação da Zona Franca de Exportação, que já foi aprovada pelo Senado Federal e que alavancará o desenvolvimento industrial em todo o Litoral Norte. Mesmo dizendo que os técnicos irão ainda avaliar quais as melhores oportunidades de negócios, Paulo de Tácio deixou escapar que buscará parceiros nos grandes grupos nacionais e estrangeiros, interessados em investir no Nordeste.
- “Vamos buscar todas as formas de desenvolvimento, inclusive buscaremos conversar com montadoras de automóveis que possam investir com a instalação de uma fábrica em nossa cidade, aproveitando-se das facilidades que a Zona Franca nos oferecerá com a isenção de impostos e com subsídios para produção com vistas a exportação. Por isso, repito, este é o grande momento de Lucena”, festeja Paulo de Tácio, informando que o pessoal que está contratando para elaboração do seu Plano de Ação irá conversar com a comunidade local, ouvindo seus anseios e expectativas.  

terça-feira, 17 de abril de 2012

Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA

Conheça os motivos que fazem com que adolescentes estudem na Educação de Jovens e Adultos

Elisângela Fernandes (novaescola@atleitor.com.br). Colaboraram Anderson Moço, de Juazeiro do Norte, CE, Aurélio Amaral, de Sertãozinho, SP, Beatriz Vichessi, de Marabá, PA, Rodrigo Ratier, de Teresina, PI, e Verônica Fraidenraich, de Curitiba, PR

Ilustração de Fabrícia Batista com fotos de Benonias Cardoso, Gustavo Lourenção, Janduari Simões, Marcelo Almeida e Raoni Maddalena
A presença de adolescentes na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Ensino Fundamental é preocupante: quase 20% dos matriculados têm de 15 a 17 anos. O número de alunos dessa faixa etária na modalidade não tem sofrido grandes variações nos últimos anos, apesar da queda no total de matrículas (28,6%). Dados da Ação Educativa com base nos Censos Escolares indicam que, em 2004, eram 558 mil estudantes e, em 2010, 565 mil. O cenário tem chamado a atenção dos especialistas da área. Por que esses adolescentes estão frequentando a modalidade, em vez de estar na Educação Básica regular? São vários os motivos (leia na última página os depoimentos de 13 estudantes). Alguns extrapolam os muros da escola, enquanto outros têm a ver diretamente com a qualidade da Educação, ou seja, envolvem o Ministério da Educação (MEC), Secretarias Municipais e Estaduais, gestores e, é claro, os professores que lecionam na modalidade.

Três grandes questões sociais fazem com que, todos os anos, muita gente desista de estudar ou então deixe a sala de aula temporariamente:

- Vulnerabilidade Muitos estudantes enfrentam problemas como a pobreza extrema, o uso de drogas, a exploração juvenil e a violência. "A instabilidade na vida deles não permite que tenham a Educação como prioridade, o que os leva a abandonar a escola diversas vezes. Quando voltam, anos depois, só resta a EJA", diz Maria Clara Di Pierro, docenteda Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

- Trabalho A necessidade de compor a renda familiar faz com que muitos alunos deixem o Ensino Fundamental regular antes de concluí-lo. O estudo Jovens de 15 a 17 Anos no Ensino Fundamental, publicado este ano na série Cadernos de Reflexões, do MEC, revela que 29% desse público que está matriculado do 1º ao 9º ano já exerce alguma atividade remunerada, sendo que 71% ganham menos de um salário mínimo. A dificuldade de conciliar os estudos com o trabalho faz com que mudar para as turmas da EJA, sobretudo no período noturno, seja a única opção.

- Gravidez precoce A chegada do primeiro filho ainda na adolescência afasta muitos da sala de aula, principalmente as meninas, que param de estudar para cuidar dos bebês e, quando conseguem, retornam à escola tempos depois, para a EJA. Assim, não estudam com colegas bem mais novos e concluem o curso em um tempo menor. Segundo a Fundação Perseu Abramo, 20% dos meninos que largaram os estudos tiveram o primeiro filho antes dos 18 anos. Entre as mulheres, esse percentual é de quase 50%. Dessas, 13% se tornaram mães antes dos 15 anos, 15% aos 16 anos e 19% aos 17 anos. 

O sistema educacional e seus problemas

Os demais motivos que levam a garotada a se matricular na EJA têm a ver com a falta de qualidade do sistema de ensino e suas consequências:

- Reprovação e evasão O estudo do MEC aponta que a repetência de 17,4% na 7ª série e 22,6% na 8ª série só não é maior devido ao aumento da evasão escolar. Em 2005, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou que a taxa de evasão cresce continuamente ao longo dessa etapa de Educação (na 1ª série é de 1%, na 5ª, de 8,3%, e na 8ª, de 14,1%).

- Distância da escola no campo Reunir alunos da zona rural em uma só escola núcleo é uma saída das redes para garantir que os professores alcancem o número mínimo de aulas e reduzir os gastos com infraestrutura e transporte. Isso, no entanto, nem sempre é positivo para muitos dos alunos: a distância passa a ser mais um empecilho para que sigam estudando.

- Desmotivação Sem se interessar pelo que a escola oferece, vários adolescentes deixam de frequentar as aulas e só tempos depois retornam, cientes da importância dos estudos. Não só o currículo mas também a forma como ele é trabalhado provocam o desinteresse. "Às vezes, frequentar a igreja ou assistir à televisão são atividades mais atraentes do que o conteúdo das disciplinas", diz Eliane Ribeiro Andrade, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ). Adequar as aulas às necessidades dos alunos que têm mais de 15 anos e ainda estão no Ensino Fundamental, e não esperar que o contrário ocorra, é um desafio. "Isso é possível quando são propostas diferentes estratégias para ajudá-los a superar as dúvidas e dificuldades do cotidiano", explica Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária de Educação de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

- Decisão do gestor Trata-se da atitude irresponsável de empurrar casos considerados problemáticos para as turmas de EJA. Dessa forma, os diretores buscam se livrar da indisciplina e evitar que os resultados da escola nas avaliações externas piorem, o que impacta o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Um verdadeiro processo de higienização do Ensino Fundamental, que reconhece as turmas de EJA como algo menor e sem importância. Para superar o problema, é preciso investir em formação e conscientização dos gestores.

Solução para o problema está distante

Segundo Roberto Catelli Júnior, coordenador de projetos da Ação Educativa, a procura dos adolescentes entre 15 e 17 anos por vagas na modalidade deve se manter por um bom tempo, já que a taxa de conclusão do Ensino Fundamental na idade correta é muito baixa. Para ter uma dimensão do problema, somente seis em cada dez estudantes de 16 anos concluíram o 9º ano ou a 8ª série em 2009, segundo o movimento Todos pela Educação. "Os jovens que estão na EJA hoje já passaram pela escola regular e ela, por sua vez, não deu conta de garantir a eles a aprendizagem. Tempos depois, esses adolescentes retornam, dando mais uma chance para a instituição, que não pode desperdiçá-la", diz Cleuza.

Também podem estar entre os alunos da modalidade nos próximos anos aqueles que estão fora da escola atualmente. O mais recente levantamento a respeito feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que 570 mil meninas e meninos entre 7 e 14 anos estão excluídos do sistema educacional brasileiro. Na população entre 15 e 17 anos, são cerca de 1,5 milhão.

Em 2007, o Conselho Nacional de Educação (CNE) discutiu a possibilidade de elevar para 18 anos a idade mínima para o ingresso no Ensino Fundamental da EJA (hoje, é exigido ter 15 anos). A medida, que tinha como objetivo proibir o ingresso de adolescentes na modalidade, não foi aprovada pelo MEC. Para Elaine, da UFRJ, a decisão foi acertada. "Em um mundo ideal, a proposta é muito boa. Mas não podemos tirar a oportunidade de milhares de adolescentes de estudar. Quanto mais possibilidades de atender essa população, maiores as chances de garantir a permanência na escola e a conclusão dos estudos."

Assim, colocá-los muitas vezes em turmas em que estudam colegas idosos não chega a ser um problema. Quando a gestão funciona, os professores são bem formados e o currículo é organizado levando em conta a pluralidade de idades, o clima pode ser harmonioso, e o contato com pessoas de idades diferentes, positivo. Quando o jovem está sozinho em meio a colegas mais velhos, no entanto, sente falta de se relacionar com pessoas da mesma faixa etária. "Não há regra. O problema é que nem sempre os professores estão preparados para resolver os problemas que surgem, como conflitos de opiniões entre gerações diferentes", explica Maria Clara, da USP.

No âmbito mais amplo, no que se refere à gestão do sistema, os governos municipal, estadual e federal precisam atuar em conjunto com as Secretarias de Educação para atacar os problemas relacionados à vulnerabilidade, à gravidez na adolescência e ao ingresso precoce no mercado de trabalho. E as Secretarias, em parceria com as escolas, devem trabalhar para reduzir o tamanho das turmas para atender todos de modo adequado, assegurar o transporte escolar, selecionar material didático específico e garantir a formação dos professores. Este ano, há mais de 18 mil vagas em cursos para quem leciona para EJA, diz Carmem Gatto, coordenadora da modalidade no MEC.

Ignorar a urgência dessas tarefas só vai fazer com que a situação piore e comprometa as poucas boas notícias da área, como a pequena taxa atual do analfabetismo entre 15 e 18 anos, cerca de 1,5%.


Estudantes da EJA explicam seus motivos
Geraldo
Trabalho "Comecei a trabalhar com 5 anos. Desisti de ir para a escola no 5º ano. Hoje trabalho com uma carroça, mas já sei dirigir carro e moto. Já fui pedreiro e vez ou outra faço uns bicos de ajudante. Vou terminar a escola para ter um emprego melhor."

Geraldo Ribeiro do Nascimento, 15 anos, aluno do 3º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
João
Distância da escola "Resolvi estudar à noite, na EJA, porque à tarde levo e busco meus irmãos na escola, que fica a 4 quilômetros da nossa casa. A prioridade é que eles, que são menores, não faltem nunca. Quando não tem carona, ando 24 quilômetros por dia para levá-los, buscá-los e para eu mesmo ir e voltar da escola."

João Paulo das Neves Martins, 16 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Marabá, PA.
Jordan
Reprovação "Fui reprovado três vezes por indisciplina. Minha avó também foi aluna da EJA e me ajudou a mudar. Na sala, os alunos mais velhos são comportados, mas são legais. A história de vida deles serve de exemplo para quem é mais novo. Quero fazer um curso técnico de mecatrônica."

Jordan Germano Castelaci, 15 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª série), em Curitiba.
Poliana
Decisão do gestor "Por nota, só repeti a 2ª série. Nos outros quatro anos, fui reprovada porque sempre abandonava a escola. Era uma aluna problema, brigava muito e matava várias aulas. Por isso, me mandaram para a EJA. Hoje, continuo estudando porque quero melhorar minha vida."

Poliana Maria da Silva, 15 anos, aluna do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
Mari
Evasão "Entrava na escola e logo saía. Achava que não aprendia nada. Só aos 15 anos comecei a levar os estudos a sério. Casei há dois anos e minha sogra me incentivou a voltar. Para tudo nessa vida, tem de estudar. Hoje, se estou com dificuldades, procuro o professor. Meu sonho é ser médica e vou correr atrás disso."

Mari Taís da Silva, 19 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
Marcelo
Trabalho "Saí da escola para tentar ser jogador de futebol no time do Fortaleza. Passei na peneira, mas fui dispensado porque não estava estudando. Perdi a grande chance da minha vida porque deixei a escola. Voltei porque quero fazer administração."

Marcelo José da Silva, 16 anos, aluno do 3º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Juazeiro do Norte, CE.
Cosme
Decisão do gestor "Sempre trabalhei como pintor e repeti uma única vez. Este ano, mudei de escola porque a diretora me mandou para a EJA. Na minha sala, somos apenas oito alunos jovens. O restante da turma é formado só por pessoas mais velhas. Sinto falta do colégio anterior, principalmente dos meus amigos."

Cosme Monteiro da Silva, 15 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Teresina, PI.
Taís
Reprovação "Faltava muito e por isso repeti o 2º ano, depois o 3º, o 4º e o 5º. Quando fui reprovada no 6º, decidi ir para a EJA. Estava me sentindo velha, meus colegas eram pequenos. Aqui sou a mais nova, mas me sinto à vontade. Tem gente de todas as idades."

Taís Daniele Cardoso, 16 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Sertãozinho, SP.
Jessislane
Trabalho "Durante o dia, trabalho em uma casa de família e à noite vou para a escola. Prefiro frequentar as turmas da EJA porque as aulas são mais tranquilas, não tem bagunça. A minha vontade é fazer faculdade de administração de empresas e quero estudar até quando for possível."

Jessislane Rodrigues Aquino, 15 anos, aluna do 3º ciclo da EJA (5ª e 6ª séries), em Marabá, PA.
Jackson
Distância da escola "Morava na zona rural, minha casa ficava muito longe da escola e não havia transporte. Durante seis anos, ajudei meu pai na roça. Este ano, ele passou a trabalhar em uma fábrica aqui e comecei a estudar. Como nunca havia frequentado a escola, recomendaram que eu fosse para a EJA."

Jackson Martins da Silva, 18 anos, aluno do 1º ciclo da EJA (1ª e 2ª séries), em Sertãozinho, SP.
Marciane
Gravidez precoce "Fiquei sem estudar por dois anos porque me casei, tive bebê e meu ex-marido era muito ciumento. Perdi muito tempo, mas voltei mais madura. Antes, só pensava em bagunçar. Aqui, na EJA, não tem isso. Só tenho uma amiga, mas acho até bom porque me concentro mais. Quero logo tirar o diploma e conseguir ser advogada."

Marciane Souza Dias, 18 anos, aluna do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Teresina, PI.
Wallace
Desmotivação "Fiquei três anos fora do colégio porque achava estudar chato demais. Cheguei a dizer para a minha mãe que ‘preferia morrer a voltar pra escola’. Ela tem 60 anos e me convenceu a voltar quando ela própria se matriculou. Hoje, estamos na mesma turma."

Wallace Jonatas Belo da Silva, 17 anos, aluno do 4º ciclo da EJA (7ª e 8ª séries), em Sertãozinho, SP.

Em Rede Escola Municipal Miguel Santos Fontes - Araçás/Ba: Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA: Conheça os motivos que fazem com que adolescentes estudem na Educação de Jovens e Adultos Elisângela Fernandes...

domingo, 15 de abril de 2012

O MILHO DE PIPOCA QUE NÃO PASSA PELO FOGO CONTINUA A SER MILHO PARA SEMPRE - Rerisson Bessa

O MILHO DE PIPOCA QUE NÃO PASSA PELO FOGO CONTINUA A SER MILHO PARA SEMPRE - Rerisson Bessa





Existe uma fábula muito conhecida que enfoca em 
seu conteúdo questoes relacionadas a descoberta
de seu potencial. 


Alguns de vocês devem conhecer a história:
“milho de pipoca que não passa pelo fogo 
continua a ser milho para sempre”. Assim 
acontece com a gente. 


As grandes transformações acontecem quando 
passamos pelo fogo. 


Quem não passa pelo fogo, fica o mesmo jeito a 
vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. 


Só que elas não percebem e acham que seu jeito 
de ser é o melhor jeito de ser. Mas,de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. 


Pode ser fogo de fora: Perder um amor, perder
um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. 


Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas 
causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. 


Imagino que o pobre grão de milho, fechado dentro da panela, lá dentro cada vez mais 
quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. 


Dentro de suas cascas duras, fechadas em si mesmo, ele não pode imaginar um destino 
diferente para si. 


Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ele. O grão não imagina aquilo de que ele é capaz. Aí,sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ele aparece como uma outra coisa completamente diferente, uma pipoca, algo que ele mesmo nunca havia sonhado. 


Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor
branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém. 






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WebTVCN - Padre Fábio de Melo

Está lindo o acampamento da Canção Nova com Padre Fábio de Melo \\\0/// , no dia 14/04/2012 - Acampamento de Jesus Miseriodioso. Ele faz um paralelo da música Disparada na pregação: 


"Você é boi, cavalo ou rei? Eu sou rei porque a realeza de Jesus em mim foi dividida. O sepulcro está vazio. Eu não vou me culpar pelas coisas que o mundo quer fazer comigo..."


"...O amor de Deus nos proporciona a vitória re reconhecer que somos rei (rainha) pela realeza do céu. O boiadeiro morreu, está na época de nascer novos boiadeiros para nos tirar da condição de gado sem valor..."




WebTVCN

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